quinta-feira, 1 de abril de 2010

Telefone.

Enquanto ele não chega ela espera ansiosa. Arruma a cama, varre o chão, ajeita livros, cadernos, canetas e letras. Troca a música. Escreve, apaga, escreve. Pensa na roupa. Troca a música. Pensa no banho. Começa a pentear os cabelos. Junta forças para o banho. Levanta. Senta. Abre a janela. Fecha a janela e liga o ventilador. Abre a geladeira. Olha. Fecha. Abre outra vez. Come. Anda até o quarto e olha pela janela. Fecha a cortina. Pensa no banho. Muda a música outra vez.
O telefone está ao lado. Ela sabe que não depende dele. Que precisa esperar. Mas é mulher, e é ansiosa em último nível. Fora isso, está apaixonada. Espera impaciente. E troca a música. Levanta e dança. Tira a roupa e fica de toalha. Senta de novo no computador. Escreve.
Decide finalmente ir para o banho.

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