terça-feira, 15 de agosto de 2017

de vez em quando eu me pego olhando as pessoas que fizeram parte da minha vida e hoje ja nao sei nem mais pra que lado andaram. gente que estudou comigo na escola, na faculdade, que foi amigo de verao, de play, de rua, gente que cresceu perto, filho de amigos dos meus pais, gatinhos (ou nem tao gatinhos assim) do passado, etc.

hoje mesmo tava contando pro dudu um verao que eu "namorei" um carinha que passou o verao viajando. quando a gente se reencontrou eu ja nao queria mais nada com ele. tempo perdido.
lembrei outro dia de um amigo da escola q era muito amigo, que eu passava as tardes junto fazendo nada, que eu era super grudada - e ai do nada, la atras, ele acabou indo pra faculdade, casou, teve filho. tudo cedo, tudo rapido, e eu nunca mais nem falei.
sei la. mil historias.

ai agora tava eu aqui, olhando no facebook uns irmaos que estudaram comigo na escola, la em itaperuna e que eu suponho que sejam medicos. pode ser puro preconceito meu, e se olhar de um jeito com amor da ate pra achar isso bom, mas olhando daqui parece que nao passou um dia. que seguem os mesmos. mesmas historias, mesmos objetivos, mesmos amigos, mesmos lugares, mesmos sonhos, ate as mesmas roupas.

nao olho pra isso com desafeto. olho com um pouco/muito de alivio. mas ao mesmo tempo sei que independente de onde eu esteja eu sou sempre essa metamorfose ambulante e ia ser absolutamente impossivel eu seguir fazer o que quer que fosse por tanto tempo.


quanto mais longe e louco a vida me leva, mais um vou curtindo o caminho. me adaptando as mudancas, me jogando nas novidades. e ai eu olho pra tudo e me acho mega careta, e penso que nao me arrisco, e penso que nao faco nada de novo nunca. dai do nada vem um tapa na cara desses numa terca feira, bem na hora do almoco, dizendo "vc acha que muda pouco? olha ao seu redor - ou pelo menos o que costumava ser o seu redor"

porque redor redor mesmo nao eh, ne. ao meu redor, downtown miami, um monte de celular tocando, uma correria daquelas. uma vida totalmente diferente do que eu tinha ha um mes e meio atras. tudo novo de novo. e la vamos nos. qual a proxima mudanca?

(gostaria imensamente que fosse i) aproveitar verdadeiramente o verao ii) virar uma pessoa dessas fitness malucas por uns 6 meses ate chegar no corpo / habitos certos - depois relaxar, mas mais consciente). por enquanto estava bom. bronze e saude. temos cachorro. temos loucura correria DDM. temos vida pulsando. temos dudu fazendo o que gosta. prazos. mais correria. ah! em breve tem NY! uhul.

sábado, 15 de julho de 2017

no vai e vem dos seus quadris

tantos anos depois e eu te acho lindo. delicioso. e eu adoro tanto tudo em você.
sobretudo, quando é sábado e a gente tá jogado na cama, com as pernas entrelaçadas, e você deixa a mão na minha bunda, esquentando com carinho meu corpo, e sua barba passeia na minha nuca, e eu ganho um monte dos seus beijinhos doces no meu/seu ombro. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

so pra manter suas cabecinhas curiosas atualizadas

habemus PASTRAMI since 6 de junho de 2017!

nao foi pqe vc pediu

ontem uma das criaturas que le/lia esse blog me mandou um email.
o sentimento obvio ululante e natural foi "irca. parem de ler o que eu escrevo aqui.
mas depois achei fofinho.
fofinho e irca. irca e fofinho.
vcs sao insuportaveis. <3 p="">

mas nao foi por isso que eu vim escrever.
foi pqe hoje foi mais um daqueles dias que passam lento, e quanto mais lento, mais lento, e mais lento e maaaaaaahhh (isso foi um bocejo. isso ainda esta sendo um bocejo). (segundo bocejo).

(ler bocejo tambem faz a gente bocejar, sabia?)

VOCE TAMBEM! voce bocejou que eu sei. (se vc, cretino, esta lendo isso aqui, no caso.)



o que era mesmo que eu tinha pra dizer?
ah. bridget jones.
(meu Deus, 378912389 bocejos. HELP!)

bridget jones.
sobre ela 1) que eu tava tacada no sofa, de chamego com a familia toda - leia-se eu dudu e pastramizinho e não tava nem tchun pro celular (pensem, luisa e seu nivel de ansiedade e nem tchun pro celular - algo tinha que acontecer no mundo). quando eu senti saudade do bichinho, la estavam, 5 ligacoes perdidas. mas eu rapida que sou transformei a oportunidade quase perdida em nova oportunidade. recomeco, que eh assim que a gente gosta por aqui. vira do avesso, quebra a rotina, se desafia - um ano depois e finalmente agora eu atendo por parte da equipe de PR da DDM e isso eh uma das coisas mais bacanas desse planeta todinho (ou pelo menos vai ser nos dias que eu tiver o que fazer e as pessoas nao estiverem em LA e o ar nao estiver tao geladinho e o sono nao estiver me dominannnzzzzzz... BOCEJOS BOCEJOS).

2) TODA vez que eu leio/assisto bridget jones me da uma vontade incontrolavel de escrever. porque o escrever pra mim tem essa coisa de tirar de dentro as coisas que estao afligindo e de alguma forma eu comeco totalmente sem saber onde eu quero chegar, e desse jeito esquizofrenico e baguncado eu acabo concluindo sempre alguma coisa (mesmo que eu conclua o como eu sou ruim de escrever e de tirar conclusoes).

hoje eu to, mais uma vez, escrevendo sobre a necessidade de escrever. porque caralho eu nao consigo escrever sobre os outros assuntos que passam na minha cabeca o dia inteiro e toda vez que eu abro esse blog eu acabo pensando na elisa e nao pondo nada em pratica?

que seja.
vou falar de traicao. porque essas ultimas semanas foi tudo que se falou ao meu redor. meus amigos trairam, foram traidos, terminaram, brigaram, voltaram, choraram. e eu ao telefone. ainda bem que chegamos naquela epoca da vida que a internet eh boa o bastante pra ficar 1 hora no facetime e quase nao cai. (em 5 anos vamos estar nos comunicando como, falar nisso?!)

enfim. traicao. que palavra pesada ne. tem tanto jeito de trair. tem quem trai sem trair, quem nao trai traindo, quem trai porque ta afim, quem trai pq ta mto afim, quem trai so porque ja se acostumou, quem trai porque ta doidao, quem trai porque o outro nao liga. tem quem trai sendo super leal e que eh mega desleal e super fiel. life is crazy.
and short.
o unico dia de ser feliz eh hoje, meu povo. conclusao? sejam felizes. facam o que tiverem vontade. respeitem as pessoas, porque a pior coisa nessa vida eh decepcionar quem a gente ama. e toca o barco.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

stoned

esse negócio não era minha praia na adolescência.
primeiro, porque eu era a maior caretona. depois, porque eu nem sabia direito o que que era, uma vez que i) meus amigos eram caretas ii) meus pais nunca foram de ficar incentivando muito iii) eu não era muito curiosa pra esse tipo de coisa.
a primeira vez que eu experimentei eu tinha mais de 20 anos, eu acho. e ai, chapada, liguei pra minha mãe pra contar, morrendo de rir.
e ai seguiu por anos sem ser minha praia. só rolava muito de vez em quando, quando calhava um amigo estar numa vibe muito maneira e pã. se não, passava também, porque nunca fiz a menor questão.
hoje em dia eu uso pra dormir, e as vezes pra escrever. e eu devia escrever mais. e talvez fumar mais. e talvez eu escreveria melhor, criaria mais... sei lá. eu adoro isso de me sentir criativa.
só acho um absurdo isso não ser lega. que viagem...
que viagem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

sete dias.

hoje é o sétimo dia depois da morte do papai. e embora por um milhão de vezes eu tenha pensado que preciso escrever, eu to simplesmente fugindo disso.

doi tanto. eu não sei por onde começar. o que dizer, como sentir, quando falar, quando não falar, chorar, sofrer, rir, lembrar, fingir não estar acontecendo, dormir, acordar com insônia.

é uma puta confusão na cabeça da gente. é uma bagunça total.

quem inventou isso de morrer? que ideia...

puta. que dor. não consigo escrever. não consigo realizar. o que eu sinto é tão maluco, tão confuso. tão. tão. tão.

consigo falar dele. escrevi sobre ele, algumas coisas - poucas - mas escrevi. porque ele era fácil. riso fácil, estresse fácil, comida fácil - só que bem complicada e cheia de bagunça - amigos fáceis, casa amor colo carinho música cantoria etc etc etc. putz. meu pai. como assim meu pai?

god.