sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

sete dias.

hoje é o sétimo dia depois da morte do papai. e embora por um milhão de vezes eu tenha pensado que preciso escrever, eu to simplesmente fugindo disso.

doi tanto. eu não sei por onde começar. o que dizer, como sentir, quando falar, quando não falar, chorar, sofrer, rir, lembrar, fingir não estar acontecendo, dormir, acordar com insônia.

é uma puta confusão na cabeça da gente. é uma bagunça total.

quem inventou isso de morrer? que ideia...

puta. que dor. não consigo escrever. não consigo realizar. o que eu sinto é tão maluco, tão confuso. tão. tão. tão.

consigo falar dele. escrevi sobre ele, algumas coisas - poucas - mas escrevi. porque ele era fácil. riso fácil, estresse fácil, comida fácil - só que bem complicada e cheia de bagunça - amigos fáceis, casa amor colo carinho música cantoria etc etc etc. putz. meu pai. como assim meu pai?

god.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

AH! E O CACHORRO!!!!!!!!!

2017 espero que mereça.

enquanto o jax, o lobinho preto que está hospedado na minha casa, não para de lamber minha orelha, subir e descer do sofá e pintar o cacete pela casa, eu lembro que 2016 tá quase acabando (ufa!) e que preciso fazer meu tradicional post de desejos pra o ano que vem.

chego aqui no insonia e me dou conta que
1- não postei o ano todo

só 1 mesmo.

esse ano eu comprei um caderno pra servir de diário.
mas eu só escrevi até vir morar nos estados unidos.
depois a velocidade da vida ficou nivel 15 do creu e acabou a paz de espírito.

não é como se 2016 não tivesse sido um ano foda de bom.
é que ele foi tão foda de ruim também, que a balança fica malz.
mas se eu parar pra olhar que eu eu fiz de mim e da minha vida, me sinto mil vezes mais dona do meu nariz e do meu desejo.

2016 foi o ano que começou na argentina, teve uma temporada de amor em floripa, dias deliciosos de férias em miami, feriadinho maravilhoso de pé na água em búzio e TANÃ uma decisão deliciosa de chutar todos os baldes numa porrada só.

18 de abril de 2016 eu resolvi largar tudo. casa, trabalho, bagunça, rio de janeiro.
18 de junho de 2016 eu saia do brasil rumo ao DESCONHECIDO mais louco da minha vida. eu e todo amor que existe nesse mundo. Entre mim e os olhos do Dudu se escondem a maior admiração e a melhor parceria já vista nessa galáxia. Ou se mostram.

E foram ai mais 6 meses. Mudei, casei, não te convidei.

Dai veio a bonança. E eu tava achando que a tempestade tinha ficado no Brasil.
Chegou o Mathew... Só que mesmo sem chegar de verdade ele virou a minha vida do avesso.
As notícias do Brasil bagunçaram meu coreto. Meu coração doeu de dor de verdade.
E lá fui eu tentar sanar meu egoismo e tentar ajudar e tentar continuar fazendo tudo daqui.
Muita tentativa. Muito erro. Muita confusão.

Voltei, passei, entrei outra vez. Tudo certo. Ufa.

E ai as coisas entraram de novo nos eixos. As coisas se acertaram de um jeito que da medo. É quase como se a vida sempre me lembrasse que ser feliz custa caro, e que tem coisas que a gente simplesmente não pode se permitir.
Mas sabe o que? Eu aprendi com o Simba.

PERIGO? HA HA HA HA. EU RIO NA CARA DO PERIGO.

Lá vou eu. Pra Disney passar esse reveillón. Eu e todo o amor entre mim e os olhos dele. E os nossos amigos. Aqueles que são carne da carne. Família. Sossego. Amor.

Para 2017?

(eu não li meu post de 2016 que era pra não influenciar. mas vamos lá...)

- SAUDE. É SÉRIO. TIPO SÉRIO REAL. corpo, mente, alma.
- AMOR. todo que houver nessa vida. pra destruir tudo que é rancor, preconceito, dor e maldade que existir ao redor.
- O VISTO.
- LETRAS. Escrever esclarece. Preciso delas, preciso de mim.

Nos vemos mais em 2017, bloguinho. Hope so.
Agora eu já descobri como volto a postar. Tinha perdido a senha, e isso dá uma preguicite...
2016 não merece um post.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

vem, 2016. mas leva com você tudo de delicioso de 2015.

first of all: esse ano voou de uma maneira que eu nao sei nem explicar. e nao é como se tivesse voado porque foi uma eterna procrastinação. ele voou porque, diferente, da maioria dos anos, foi um ano tão cheio de novidades, tão corrido, tão maluco, que se a gente parasse pra sentir e viver cada mudança como se deve, data 2020 e a gente não trocava de agenda.

estranhamente no final de 2014 eu não escrevi aqui no blog os meus sonhos e desejos para 2015. talvez porque eu estivesse tão certa de que seria "o ano das nossas vidas" que eu sequer me preocupei em por isso por escrito.
se era pra ser o ano das nossas vidas, o pricipal motivo é que era pra ser o ano do dudu. o ano do filme, de colher os frutos, de viver as alegrias da estreia - e por consequência todos os louros disso. fullbright, viagens, bons trabalhos, grana.
a prática? tudo do avesso. o país entrou em crise, o cinema entrou em crise, foi um ano que - apesar da delicia da estreia - não foi nada fácil pra ele. foi mais complicado do que a gente pensava. e ai, além de precisar encontrar forças pra encarar as adversidades e as coisas inesperadas, a gente precisou encontrar amor em tudo que fazia para que o nosso amor não saisse prejudicado disso.

tiramos de letra!

graças ao amor dos nossos pais e famílias, graças aos nossos amigos, aos nossos trabalhos, seguimos em frente encarando uma por uma das mudanças. cada dia uma nova batalha, e cada batalha uma nova vitória.
e digo vitória não porque tudo saiu como a gente esperava - longe disso! -, mas porque a gente saiu muito mais fortes de cada uma delas.

teve a casa - que preparamos com tanto amor, carinho, cuidado. que tudo era tão nosso, tão do nosso jeito. tivemos que deixá-la pra trás. fechamos as portas sem olhar para trás, sem nos permitir dar mais importância para aquele momento do que de fato ele merecia.

teve a bolsa - estávamos tão preparados. ele, pronto. os sonhos todos no lugar, a gente já se vendo fazendo o que queria, como queria e onde queria. e ai, não veio. simples assim, nem explicaram porque. a gente conclui: dois mil e crise.

teve a bilheteria --- omg, porque eu to aqui listando as coisas que não saíram como planejado?... talvez porque não ter acontecido como a gente queria fez acontecer de um outro jeito também delicioso, maravilhoso.

foi um ano que eu aprendi tanto. primeiro com as quentinhas. aquilo foi uma experiência de amor para levar para toda a vida. um tipo de troca que eu nunca tinha vivivo e sentido, e que só e eu e esse Deus que habita em mim sabemos o quanto foi importante, especial, e quanto eu aprendi. sou muito grata por isso.

das quentinhas, passei a tentar entender melhor essa coisa da minha relacão com Deus, e acho que isso me fez alguém mais doce e serena, e como consequência prática eu passei a olhar para a vida e para as pessoas com mais amor e mais paciência. é imensa a minha gratidão.

(para 2016 quero usar esses ensinamentos para julgar menos as pessoas - que é algo muito difícil que quero muito aprender)

e quando o amor ele é tão imenso e infinito que te invade por completo, é realmente impressionante o como ele pode mudar tudo sobre a forma como vemos o mundo - mudei meus hábitos de comida, e passei a não comer carne - apesar das escorregadas de férias das quais não me orgulho. --- às vezes o prazer é um pecado, mas às vezes o pecado é um prazer. já dizia Oscar Wilde.

e fui assim, mudando pouco a pouco, pedaço a pedaço. acho que evolui como ser humano muito mais nesse ano difícil do que nos tantos mais leves que tive por ai.

e tive também uma evolução profissional que eu me orgulho taaanto em 2015. foi lindo, mágico e incrível fazer parte do crescimento da Bazis. foi demais ver o rumo que as coisas estão tomando e me sentir parte viva dessa mudança. é muito bom ver como as coisas estão crescendo e me sentir merecedora de viver tudo isso.

quanto aos meus amigos, foi impressionante o como esse ano a maioria deles foi pra longe - fisicamente, apenas. isso me deu uma saudade tremenda, e uma imensa dor no coração. não foi fácil ficar sem as minhas meninas (especialmente porque como eu também não tinha a minha casa eu sequer podia recebê-los e matar as saudades como se deve).
mas, por outro lado, a vida é tão justa e bela que me trouxe pra perto pessoas que eu sei que vão ficar por todo o sempre, e me fez reencontrar amigos de quem um dia eu me afastei. que bonito isso, como eu sou grata.

a verdade é que para 2016 desejo ainda mais amor ao meu redor, pra que com olhos de amor eu possa ver com clareza tudo aquilo que é verdadeiramente importante. que eu possa reconhecer tudo que é bom e que importa.

sendo prática:

que a minha vida na nova casa, com meus pais e o meu amor, seja só amor e harmonia. que a gente se respeite, se ajude e se complete.
que eu aprenda a respeitar mais meu corpo e meus limites, melhorando meu jeito de comer e me exercitando sempre.
que no trabalho eu siga evoluindo e me cerque de pessoas com uma energia parecida com a minha, que eu aprenda com todos ao meu redor e use isso para me transformar em alguém melhor.
que eu consiga viajar mais - porque viajar é muito rico, ao passo que aprender é uma das coisas mais valiosas do mundo.
que eu e dudu sigamos os melhores amigos, parceiros, companheiros. que o nosso amor só aumente e seja sempre leve e doce.
que a gente realize os nossos sonhos pro futuro,  moldando o nosso presente com os sonhos de um dia formar uma família como deve ser, e que, pra isso, os nossos atos e hábitos sejam bons desde agora.
que a vida traga pessoas de amor, que eu aprenda com elas.
que eu dedique mais tempo da minha vida aos outros, que eu possa ser alguém cada vez mais caridosa e que eu de fato traga o significado disso para todos os meus atos.
que as minhas ações sejam reflexo dos meus desejos.


obrigada Deus, obrigada Dudu, obrigada amada família, obrigada aos meus amigos, obrigada a todos que cruzaram o meu caminho com tanto carinho.
que 2016 seja ainda mais cheio de amor. que seja doce, que seja lindo!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

it suckz

tem dia que é foda. é foda pq tá tudo ruim. uma dor de cabeça que não tá dando para aguentar, uma eterna guerra no trabalho - porque nunca tem dinheiro e isso gera tanto, mas tanto, mas tanto estresse que eu nem sei... - a falta de casa, de um lugar pra eu me esconder, pra eu me encasular, andar pelada, fazer o que eu tiver afim.
eu to precisando desse feriado que nem to precisando de ar pra respirar. essa sexta parece que não chega nunca. essa semana infinita e hoje ainda é quarta... que desespero! passa tempo, passa, passa logo que eu preciso de casa e colo e estrada e comida. e não dá pra trabalhar assim. não com essa energia pesada, com esse estresse, com esse mau humor. não dá. é contagiante. e tá vindo de fora pra dentro.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

sexta de mudança

é engraçado porque o momento da vida tá tão louco, que a mudança não para. não bastassem esse ano a minha, a do ciro, a do papai, a dos meus amigos, e da minha sogra, vem agora a mudança da empresa. parece que é mesmo o mundo pedindo para a gente se alinhar como deve ser, se reestabelecer de um jeito certo, mudar, evoluir.
eu acredito que é pra isso que a gente está aqui. que é por isso que a gente está vivendo um ano tão louco e conturbado.

hoje vamos encaixotar e guardar tudo. vamos fechar as tralhas, se despedir do prédio, dos porteiros e vizinhos que a gente já se acostumou, que eu gosto tanto... é hora de fechar um ciclo, pra abrir outro.

que esse novo ciclo, de coleção nova, escritório novo, loja nova, sejam para fortalecer a marca, a empresa, as relações... que a gente se aceite e se respeite sempre mais, que a gente tenha paz e paciência, cuidado e carinho em todas as relações, e que a empresa cresça como deve ser - cheia de amor, paz, e coisas boas!

e hoje, pra esse dia, chuva e dido. que é pra já ir entrando no clima, e entender que algumas coisas mudam, mas tem aquelas que sempre serão incríveis.