sábado, 30 de novembro de 2013

Cabelos novos (odiei, já disse?), 3 banhos, 109 páginas de BG e 78 níveis de candy crush.
Até que o dia foi bem melhor do que o esperado. Sem grandes confusões ou estresses - salvo o Horácio que passou mal e assustou todo mundo - e o papai que sempre da um jeito de ficar bem nervoso - e a bagunça na cozinha - e a demora pra ir embora do bar - ta tudo certo.
Chorei só de emoção (quando o Geraldo Azevedo cantou Vinicius e falou de amor e saudade quando eu tava bem agarradinha na minha mãe) e ainda não cumpri a minha cota de choro de Itaperuna da vez. 
Será que alguma vez na vida eu vou sair ilesa desse lugar - sem ser absolutamente sabatinada/cobrada por todas as coisas que eu gostaria/deveria estar fazendo - e do jeito certo, btw?!?
O dia quase todo sem escrever means "cansei de diarinho" ou "não tenho nada de interessante pra contar"?
Cortei o cabelo e odiei, assisti o show do Geraldo Azevedo e chorei uns bons baldes, to indo pro Theodosio e louca pra ficar bêbada. 
Vinho? Oi?
O dia quase todo sem escrever means "cansei de diarinho" ou "não tenho nada de interessante pra contar"?
Cortei o cabelo e odiei, assisti o show do Geraldo Azevedo e chorei uns bons baldes, to indo pro Theodosio e louca pra ficar bêbada. 
Vinho? Oi?
Poucas coisas nessa vida são mais irritantes que preencher cadastro.
Mas, sem sombra de dúvida, esquecer a senha e o email cadastrados é beeeeem pior.
OMG! Eu odeio a TAM.
Vou pro salão. Preciso mudar.
Oiii sono! Cade você?
Por que esse gato inventou de uivar agora?!
Ainda na cama, ainda com a toalha na cabeça, mas na fase 75 do candy crush.
Melhor dormir do que esperar vida.
6 horas 1 banho 1 chamego nos meus pais e nível 71 no candy crush.
Deitada na minha cama com a toalha ainda amarrada da cabeça, sem muito sono ou muita dor nas costas como é de costume, e também sem muito compromisso para amanhã! Delicia!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Talvez todo esse estresse valha por ver o sor nascer atrás desse morro, ver o céu amarelado. Mas, se quer saber, dormi desde a hora que minha alergia acalmou, até agora.
Salvo na hora da parada porque as biatches de trás de mim não calavam a boca.
Estou hiper alérgica, e tenho a maior certeza do mundo que a culpa é do snugginho que estava guardado naquele depósito de poeira que é o baú do sofá.
Por que diabos mesmo eu não chamei ainda a meleca do entulho pra jogar aquilo bem longe???
Dentro da escala micro desse universo paralelo em que eu vivo eu sou, sem dúvida, a pessoa mais feliz do mundo todo. Porque no meio desse ônibus completa, total e absolutamente lotado, o único passageiro que faltou foi o meu vizinho de poltrona!!!!!!!!!!!
Só quem já viveu sabe o que é a sensação maravilinski de usar um snugginho e ler só com as mãozinhas de fora num lugar com ar bombante. VIDA!
Só quem já viveu sabe o que é a sensação maravilinski de usar um snugginho e ler só com as mãozinhas de fora num lugar com ar bombante. VIDA!
23:40. Em ponto. O bendito do ônibus ainda não chegou. Devem ter uns 8 (e eu juro que esse número não é um exagero e eu inclusive tiraria uma foto se isso não fosse gastar muito da minha bateria com 26%) ônibus parados com destino SÃO PAULO.
Não que eu ache que Itaperuna é um grande polo que merece o mesmo número de opções de modelos e horários de ônibus, mas, sei lá, respeitar o horário previsto é tipo, o mínimo!
As 23:00 já tinha aqui parado o ônibus para São Paulo das 23:40. 
Bem que poderia ter sido o meu. A essa hora eu já estaria no décimo sono (ou reclamando da velha que ronca que provavelmente vai sentar do meu lado dessa vez - como em todas as outras) com meu iPod delicia tocando Dido, meu snugginho e o travesseiro mais dili do universo, apenas sonhando com o meu príncipe.
Ou talvez eu estivesse lá lendo BG. Mas pelo menos não estaria me coçando e não estaria com as costas sem apoio - porque a bunda não cabe no banco e olha que a minha bunda definitivamente não é um exemplo de tamanho de bunda que ocupa bancos.
Ou talvez agora seja. Agora, nesse momento da minha vida que eu tenho até celulites! OMG !!
Uma baleia muito graciosa está se acomodando no primeiro lugar do segundo andar de um dos ônibus de partida.
A bunda colada no vidro. Meu olho vidrado na bunda. Perdi o foco no livro.
Por que diabos essa mulher que tem o poder de usar o microfone é justamente a que tem uma voz tão aguda que mesmo sem ele conseguiria chamar a atenção de quem quer que fosse?
De uma burrice sem tamanho, acabei comprando a passagem para as 23:40, mas me confundi achando que o ônibus saia às 22:40. Conclusão? Perdi o aniversário da minha sogra, a pizza, e uma hora inteirinha com a minha pessoa favorita no universo - de quem eu vou ficar longe praticamente por uma semana, salvo o breve momento de encontro na noite de segunda para terça-feira.
Mas, enfim, voltando ao que interessava, acabei ganhando uma hora (como se as muitas que estão por vir não fossem o bastante) pra fazer absolutamente qualquer coisa que eu quisesse.
Com as opções absolutamente escassas, levando em conta a quantidade de bateria do iPhone, resolvi parar na livraria e descobri que depois de 14 anos nossa amiga amada e musa inspiradora bridget jones está de volta! Lindo? Sim ou com certeza?!
E aí que 50 páginas depois BG conseguiu fazer comigo aquilo que eu tanto adoro que ela faça: me dar uma vontade louca incontornável de escrever.
Pensei até em voltar na livraria e comprar um caderno pra fazer de diário, mas achei um exagero, e, a cargo da verdade, fiquei com um tremendo medo de perder meu lugar na parte externa e menos fedorenta da espera do ônibus.
O resultado é que ainda faltam 20 minutos e só tenho 31% de bateria. Mas fora isso me estou me coçando inteira... Não sei se são bichos ou se eu só estou sentindo os piolhos do livro em mim (haja poder de auto sugestão).
Não tem porque contar da coceira e muito menos compartilhar dessa coisa tola do piolho imaginário, mas como há essa necessidade de escrever/compartilhar, fica puxado conseguir outro assunto já que já abordei tudo que é recente e relevante.
Sendo assim, melhor voltar pra BG.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Com essa coisa toda do tempo passar, vamos mudando, pouco a pouco, dia a dia. Mudam os desejos, os anseios, mudam as ideias. Mas o corpo também muda. Muda todo dia, dependendo de quem eu acordo, de quem eu me disponho a ser ao acordar.

Nos dias em que eu acordo alegre, o corpo acorda alegre. Acorda magro, liso, fácil de vestir. Sorriso amplo. Tudo fácil - e eu penso que todo dia poderia ser dia de acordar assim fácil e feliz.

Por outro lado, tem dias que a noite é foda. E ai o corpo é reflexo do ontem, da madrugada, da insônia, da noite perdida, do dia de esforço, do monte de trabalho. E ai, nesse dia, é um tremendo arrrastar do tempo e do corpo. Um deixar levar em que é mais fácil sair do controle, colocar em modo avião, carregar bugingangas e não se maquiar. E comer qualquer coisa ruim e que seja pesada e gordurosa.

E tem ainda aqueles dias que são reflexos dos outros dias. Dias de corpo arrastado, por causa de dia sorriso amplo. Que foi o que me aconteceu ontem. E que, por isso, está me dando essa noite insone e complicada.

Claro que ele estar longe também é um baita de um complicador... Já não sei mais dormir sem as pernas deles entrelaçadas nas minhas, e muito menos sem a respiração leve, e o beijo de boa noite, e a certeza - sempre reiterada - de que, pro que quer que eu precise estará aqui ao meu lado para mim.

Mas essas noites, apesar de ruins - e no caso de agora, causada pela bendita porta da cozinha, que teimou em abrir e fechar e bater e fazer barulho - são boas para escrever. E é sempre bom voltar a escrever um pouco, e me olhar de perto - de dentro - um pouco.

Por muitas vezes, a gente vai mesmo vivendo a vida em modo avião. Quase todos os dias acordo, me visto, escovo os dentes, pergunto como está a roupa - porque eu quebrei o bendito do espelho, e ainda não temos o nosso espelho novo, e isso é um grande problema, junto com a cômoda que ainda não temos e as minhas roupas que ficam espalhadas ao redor do planeta terra em milhões de casas e armários e malas - e saio. Sem comer, sem tomar café da manhã juntos, sem fazer a cama, sem me maquiar. E ai, no caminho do trabalho, mesmo com tempo de sobra, falta força e ânimo para me maquiar, fazer um penteado diferente, ouvir uma música boa.

Aqui faço uma pausa, porque é preciso dizer que há dias em que sim, faço tudo isso pela manhã, e o dia se torna lindo. Colorido. Relleno.

De mais a mais, o que vem depois disso é trabalho. E aquela coisa diária dos banhos de água fria, do cuidado meticuloso ao mover, andar, falar, vestir, emitir opinião. Não é que eu não goste do meu trabalho - gosto e muito, quando estamos num dia bom, e podemos criar, e sentimos que foi um dia produtivo - mas é que, às vezes, a sensação que tenho é que o prazer é complicar.

Em tudo, na vida.

E ai entra uma parte de auto análise/auto crítica, que eu sempre me julguei capaz de fazer e talvez agora esteja deixando tudo cair por terra, you know?!

É como se eu carregasse comigo a certeza de que eu sou alguém descomplicada. De que ok, está tudo bem enquanto puder, enquanto eu puder ter dia pleno, e até mesmo enquanto eu puder ir empurrando com a barriga - assim mesmo em modo avião. Só que acontece que, às vezes, eu mesma me pego complicando. E, puxa, como isso é chato.

É chato se me dou conta que os outros estão fazendo isso. Imagine você, então, a chatisse que é eu mesma fazendo esse tipo de presepada com meu próprio eu. É injusto.

Injusto porque, 1, eu não tenho a menor paciência para esse meu eu problemático/complicador, e fico meio que me odiando internamente e me culpando, 2, que esse trava língua trava corpo trava tudo que é meu trabalho no dia a dia - exceto quando eu me esqueço que ele é assim e me solto e acabo errando - deixa as coisas tão tensas/travadas que eu fico me sentindo um drogado em final de festa, numa bitolação tola infinita, 3, embora eu tente, muito, fugir desse ódio barato, desnecessário e desmedido, as pessoas ao meu redor não ajudam a controlar - falta auto controle - e desandam a enlouquecer em escala de dominó.

Eu sempre me sinto mais um peça de um dominó incapaz de ficar em pé por mais do que alguns segundos. E essa sensação absolutamente frustrante é a que tem posto os meus dias em modo avião.

Ou talvez seja exatamente o contrário. Talvez esse acordar em modo avião esteja fazendo com que os meus dias sejam arrastados. Arrasta-me, a mim e aos outros dominós. Os dominós ruins, e os dominós contaminados pelas coisas ruins.

É que - se paramos pra pensar friamente - não existe muito isso de dominó ruim. Existem as circunstâncias em que as pessoas simplesmente não sabem lidar e se tornam esquizofrenicas, malucas, com necessidades de falar mal do outro, fazer intriga, criticar.

Quanto a mim, acho que vale fazer o que eu sempre fiz de melhor. Não ver esse tipo de coisa, passar por cima, e ser eu mesma - com todos, inclusive com os dominós ruins - e ai, vai ver, um dia, eu passe a trazer eles pro meu time dos dominós bons (ou, impactados pelas circunstâncias, que deixam de ser bons e passam a ser envenenadorezinhos também - como eu muitas vezes me transformo).

Mas, como eu ia dizendo - ou deveria ir, porque a essa altura eu já perdi o fio da meada - existem esses dias bons, que começam bons, e são bons. E embora todas as circunstâncias apontem para uma terça-feira absolutamente traumática e cheia de complicadores, algo me diz que se eu acordar bem e feliz e colorida, tudo há de dar certo.

Então só pra provar meu ponto - ou só pra tentar, uma vez mais - preciso dormir absolutamente agora (3:30) para acordar em 4 horas, lavar a bendita da louça que tanto está me incomodando - e que talvez seja o real motivo da minha insônia - colocar a roupa bem colorida que vai combinar com o calor caótico de mais de 40 graus que vai fazer no Rio de Janeiro amanhã, e ir pro trabalho. Não posso esquecer de algumas coisas: 1, limpar o estúdio - roupas e cenário - 2, enviar nomes para RDL - aperol, olé e salinas, 3, dar entrada nas benditas ipanemas no sistema, 4, OMG, o que mais tanto veio perturbando a minha cabeça nas últimas duas horas acordada?

Talvez eu lembre ainda antes de dormir e escreva no celular. Talvez eu simplesmente esqueça - resultado claro da insônia. Ou talvez lá pelo fim do dia, quando a coisa toda já devia estar resolvida, eu tome um esporro por não ter me lembrado.

Acho melhor voltar a usar a bendita da agenda.

Me desvirtuei demais. Acho que é porque é mesmo hora de tentar dormir - embora, de fato, o sono tenha ido pras cucuias. Mas, se o que tem pra hoje é o não ter as pernas dele pra eu me embrenhar, vou ligar a Dido, bem baixinho, e pensar que estou na minha cama de solteiro da casa da vovó, onde é mais fácil estar sem ele e sem o cheiro dele, e sem a nossa cama quente e deliciosa.