quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

mais um post de fim de ano

eu ia começar relendo meu post de fim de ano do ano passado. mas na hora que eu abri ele eu lembrei (pelo título e não pela minha impressionante memória, obvio) que eu estava na casa dos meninos no ano passado.
e ai isso de cara já me levou para diversos e loucos sentimentos.

lembrei da paz que foi estar lá no ano passado. ter uma casa casa, cheia de verde, de mato, de verdade. os dias leves. acho que foi a última vez (sem contar os primeiros meses de quarentena, onde tudo aconteceu sem o meu controle) que eu consegui de fato me desligar e estar presente.

lembro daquele sentimento de ver os dias passando devagar. dos becks na rede, das manhãs de café e conversas, com dudu e emilinha.
lembro de como gabriel estava presente na minha vida também. de como era gostoso sumir por umas horinhas para estar com ele. era leve, fácil, gostoso.

mas apesar de toda a delícia desse tempo, lembrar que eu estava lá me fez lembrar também de como era a vida quando eu era amiga de erick (e eu nem sei como eu me sinto em relação a henrique, nessa história toda, pq eu o amo profundamente, mas infelizmente a vida nos separou).
pensando bem eu também amo erick profundamente, aquele erick, que eu conheci quando ele chegou em miami e que se transformou na minha pessoa favorita para quase tudo na vida.

infelizmente aquele erick não existe mais. a pessoa que eu conheci se transformou numa pessoa que eu não conheço. e essa pessoa que eu não conheço não me ama mais. não sabe mais quem eu sou. se confundiu nas suas próprias loucuras, se perdeu na sua própria complexidade.
em algum momento (e não fui eu quem disse isso - pqe até outro dia eu me negava a acreditar - foi o tarot), ele passou a não desejar mais o meu sucesso. ele passou a viver a minha vida de forma tão intensa e absoluta que ele não conseguia mais se distanciar dos sentimentos de inveja, ciúmes, ou seja lá o que for.
aquela pessoa maravilhosa, que torcia por mim e queria me ver feliz, passou a me detestar, a me invejar, a achar que pra mim tudo vinha fácil e que caia do céu, que todo mundo era condescendente demais comigo, paciente demais comigo, que abria excessões demais pra mim - e isso fez ele não me suportar. a minha existência, a minha presença, era uma lembrança constante de tudo aquilo que ele não conseguia fazer - ser amado, ser aceito, ser acariciado.

ele se tornou alguém tão rígido na sua ética que ele esqueceu que existe uma vida real, fora dos livros, fora da cabeça. uma vida onde as pessoas trafegam, pagam contas, precisam trabalhar, se relacionar, sentir e viver.

coitado. eu sinto muito mesmo por ele.
sinto porque eu sei que no fundo tudo que ele queria era sentir-se amado, desejado, acariciado, querido.

mas por outro lado, me chateia muito pensar que eu sempre fui aquela pessoa que o amei, acariciei, e sempre o quis por perto, sem me importar com o nível da loucura.
quantas e quantas vezes eu ouvi das pessoas que ele me manipulava, que ele era "maluco demais", que essa ética que o move é irreal num mundo real onde as pessoas precisam sobreviver.
e quantas vezes eu neguei os meus amigos que tentavam me alertar?
assim como continuei negando, mesmo depois dele me apunhalar pelas costas - não uma, mas três vezes.

eu justifiquei tudo. sempre.
"ele fez pro bem do dudu"
"ele fez pro meu bem"
"ele fez pq ele não está bem"

mas a verdade - que todo mundo me disse e que o tarot finalmente me fez acreditar (embora eu esteja aqui pensando se eu de fato acredito ou se eu só quero dizer que acredito pqe eu preciso ser forte para suportar não tê-lo por perto) - é que já há muito tempo ele não me amava, ou me admirava.
e mais - ele desejava ter o que eu tinha. 

***

enough desse assunto. eu precisava escrever para tentar tirar de mim, mas a verdade é que cada vez que eu volto a ele meu coração doi, se aperta, pqe eu penso na loucura que é a pessoa que eu mais confiava nesse mundo não me conhecer e não me amar como eu merecia.

tá ai. eu não tenho tudo que eu quero - meu melhor amigo não é sequer meu amigo.
e talvez não seja mesmo para me punir, pqe a raiva que ele sente da minha felicidade é tanta que ele me tirou uma das coisas mais caras que existia nesse mundo para mim só para me castigar.

***

quando eu penso em "pqe eu mereço ser castigada" eu não consigo encontrar os motivos.

talvez eu seja muito auto centrada, e na minha narrativa eu to sempre sempre sempre abrindo mão de mim pelos outros, mas sempre sempre sempre também correndo atrás do que eu quero, se isso não magoar quem eu amo.

de todo modo, quero realmente mudar de assunto. quero falar de 2020, o ano mais louco das nossas vidas.

por causa da boca grande do bonito supracitado meu casamento quase foi para as cucuias, mas como esse homi que divide a vida comigo é a pessoa mais especial do planeta todo, a gente se organizou e encontrou um lugar de paz e amor pra gente - e é desse lugar que estamos falando agora. e é desse jeito que estamos acabando o ano. nos amando ainda mais que ontem.

não foi fácil. foram muitas experiências insanas, loucas, histórias que eu talvez nem consiga contar em tantos detalhes, tamanho o número de detalhes.

esse ano eu amei, me apaixonei, conheci gente maravilhosa que eu quero que esteja na minha vida pra sempre, fiz amigos que levarei comigo por onde eu passar, me aproximei de pessoas que quero estar pra sempre bem juntinho.
esse foi um ano que - apesar da loucura do corona virus - eu vivi de maneira potente, intensa, forte e verdadeira.
eu senti tudo até o último fio de cabelo.

se eu começar a listar essas pessoas aqui eu talvez esqueça de alguém. e não queria cair nessa besteira. mas a verdade é que quando eu olho ao redor eu só posso agradecer.

desss novas pessoas que eu vou levar pra sempre agradeço por fred e keyla, marcelo e carol, rodrigo, mike, mafe (nossa, parece que mafe ta na minha vida desde sempre!), scott e kim, em & clay, kiara & patriquinho da cuíca, lance... ai caceta. tem muito mais gente incrível, mas esses foram os que eu vivi de forma mais intensa e próxima.

e eu preciso ser devidamente grata também aos ciclos fechados. não só o do erick, e os de trabalho que não me satisfaziam, e de uma vida na cidade que naquele momento não estava me cabendo, mas sobretudo da minha relação zero saudável com rafael.
essa sanha que passou. essa angústia horrorosa que aquela relação louca me causava e me fazia sentir.

isso sem contar na gratidão que sinto por tudo que conheci e aprendi. por tudo que eu vivi e que foi absolutamente delicioso e inesperado.
por ter conhecido lugares tão incríveis e mágicos que eu sou incapaz de dizer. o tugaloo, o colorado, o utah, joshua tree, a baja california...

nossa, quando eu olho para trás e eu vejo o quanto aquela menina fumando um na rede há um ano atrás aprendeu, o quanto ela viveu, eu quase esqueço quão caro foi viver tudo isso. quão dolorido foi crescer, quão sofrido foi sentir aquilo tudo.

e eu sou muito muito muito muito grata àquela menina, que sempre tão cheia de sonhos consegue tirar do papel as ideias mais malucas. e também ao menino maluco que pula (não de cabeça, eu sei. mas molhando os pézinhos na beira da piscina antes) nas minhas maluquices. esse menino é meu melhor amigo, meu parceiro de vida, minha pessoa favorita no mundo todo. meu confidente, que me faz feliz, confiante, segura e pronta para encarar tudo que vem.

***

agora sinto que é hora de reler o que eu escrevi no ano passo (quem sabe também nos anos passados!).

***

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planos para 2020

ter uma van :)
viajar o país
estar mais conectada comigo, com meu eu, meu corpo, meu sexo, meu tempo.

***

hahaha. acho que eu consegui, huh?

se isso não é ter sucesso, me diga aí - o que é?!

que incrível. que delícia. que sensação de dever cumprido.
que maravilhosa a felicidade de sentir que o que eu quis pra mim eu realizei, e que o que eu realizei é exatamente o que eu precisava nesse ano.

o que 2020 me ensinou é que eu tenho tudo que preciso.
e que mesmo quando parece que alguma coisa não vai se resolver, vem a vida e TCHARAM! coloca tudo no lugar onde tudo deve estar.

***

vamos então aos planos de 2021:

eu diria que eu quero mais calma (o meu tempo em 2020 foi para construir. em 21 eu quero usufruir);
eu quero menos perrengue com grana, menos drama, mais abundância;
quero voltar a me perceber como uma profissional foda e admirável, que é não só reconhecida por isso, mas também valorizada por isso.

quero reconstruir minha carreira e fazer ela brilhar.
quero poder ser o suporte que falta para que o dudu reconstrua também a dele. e BRILHE. muito. muito.
que ele se sinta amado, especial e incrível como ele é.
quero poder seguir amando muito e quem eu quiser, quando e como eu achar que eu devo.

e tá bom né?!

ah! não seria também nada mal continuar amando meu corpo, estando em paz com ele, alimentando ele daquilo que ele precisa: alegria, comida boa, energia alta, astral, movimentos, descobertas e saúde pra dar e vender.

***

e no final do ano que vem eu volto aqui pra contar que tudo se realizou outra vez :)





sexta-feira, 2 de outubro de 2020

a while, but not really

hoje é dia primeiro de outubro. ou dois. acho que dois.
isso, dois.

acabou de passar aqui do lado uma renca de crianças. eles devem ter un 5 anos em média.
todos de calça, casaquinho e galocha. com varas de pescar, tênis que piscam, e ume energia infinita.
me lembraram muito de mim e dos meus primos, quando a gente se juntava na fazenda para as férias de julho.

me lembraram de uma época e um lugar em que nada era problema.
pelo menos não pra gente.

lembrei daqueles adultos chatos que falam "aproveita agora pqe nunca mais vai ser bom assim".
eu virei aqueles adultos chatos.
chato mesmo é ser adulto.

as crianças que nos aguentem - a vida delas é boa demais (pelo menos das privilegiadas e cercadas de amor).


***


estamos em um parque nacional na divisa da georgia com a florida.
aqui maconha é ilegal, mas hoje eu já fumei dois baseados.

eu to de TPM, atolada de trabalho até o último fio de cabelo, cansada desse excesso de coisa que eu mesma me cobro o tempo todo.

vai fazer 14 graus essa noite.
comprei uma roupinha de frio pro pastrameco.
to louca pra vestir nele. vai ficar a coisa mais lindinha desse planeta.

mas é melhor esperar esfriar um pouco mais. ainda tá fresco. ele não tá com esse frio todo.


***


falta de assunto assola.

eu só vim escrever mesmo pqe dudu tá ali acabando de editar um vídeo que precisamos subir hoje.

eu passei a manhã toda trabalhando e me irritando com uma cliente. e ele esqueceu que tinha essa missão. depois ele dirigiu uma hora pra ir e outra pra voltar até a cidade mais perto. 
agora são 7 e meia. eu queria ter conseguido lavar o cabelo e outras tantas coisas.

eu ando cheia dos quereres só queridos.
toda hora uma coisa que eu queria e que não sai como eu pretendia.

um pouco de culpa minha por falta excessiva de planejamento.
um muito, talvez.
um tanto pelo dudu que tem os próprios quereres dele que volta e meia (ou, na verdade, quase que todo o tempo) são absolutamente diferentes dos meus.

já vem de um tempo que a gente tem se estranhado mais e mais nas pequenezas.
a gente concorda em tudo que é macro.
a gente quer as mesmas coisas da vida, mas a gente não concorda no dia-a-dia.
e isso é desgastante pra qualquer relação.
é cansativo.

faz a relação ficar bélica.

e isso sem contar os meus mood swings.
mas sem tirar dele a responsabilidade.

eu sei que eu não to fácil.
que eu tenho tido reações exageradas e que viro de um bom humor pra um péssimo de um minuto pro outro.

mas é que eu sinto às vezes - sempre - que ele gosta mesmo de testar a minha paciência.

seja porque ele dá valor pra as pequenezas erradas, ao meu ver, o que faz ele perder um tempo precioso e me deixa extremamente frustrada; seja pqe ele agora entrou numa de medir força e querer agir comigo como eu ajo com ele.

só que eu e ele somos diferentes. e ele agindo como eu só faz ele parecer bobo.
a coisa escorpiana.
só que eu não consigo levar a sério.
só consigo ter raiva.
pqe eu vejo que pra ele é um cabo de guerra.

'quem vai falar mais alto aqui sou eu', ele pensa.

só que o que me irrita não é o gritar, é a estupidez que me fez gritar e ai fez ele gritar de volta.

é o não entender da importância das coisas. é o não saber como resolver problemas simples de forma prática.

foda-se. eu que aprenda a lidar.
são 10 anos. já passou da hora de eu entender que ele é lerdo e que não tem jeito, que ele não vai fazer as coisas rápido e muito menos da maneira mais lógica e racional.

enfim. to só puta - de novo - com a lerdeza e maneira como ele age.
ta aqui me perguntando cade meu celular.
eu já respondi que tá la na frente. ele que procure.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

viva o meu pudim

esse tal de luisa com insonia é muito engraçado. do nada o nome faz todo o sentido outra vez.
ainda bem que eu perdi o sono e tive a chance de dar parabens pro pudim, e trocar ideia, e refletir sobre todas as emoções desses últimos dois dias.

ainda bem que eu tenho um amigo como ele - que eu posso contar até quando é o aniversário dele, e o foco deveria ser só ele, e ele me abraça e me ensina. 

ontem começamos a viagem. oficialmente. pra não voltar mais.
foram 5 meses de sonho, angústia, incerteza, medo, mão na massa, cansaço, trabalho árduo, trocas, aprendizados, novas experiências.
foram 5 meses que a gente aprendeu sobre motor, sobre madeira, sobre elétrica, e hidráulica, e parques nacionais, e amizades profundas e verdadeiras, e sonhos, e tantas outras incontáveis coisas.

ontem na vinda pra orlando eu tive uma epifania.
eu tava ali. presente. em absoluto.
tudo no mundo que importava éramos eu e dudu e pastrami.
e a baby rose.
e a nossa nova vida.

foi mágico viver aquele momento, celebrar aquela conquista. estar na estrada.
tudo bem que não era ainda o destino final.
mas, afinal de contas, qual é o destino final?
o nosso destino é a estrada.

chegamos em orlando, paramos o carro aqui no rod. 
acabamos dormindo aqui mesmo, nessa cama deliciosa e cheia de travesseiros, do jeito que eu gosto.
foi bom aproveitar um restinho de "vida normal" e ar condicionado.

mas a verdade é que eu já estou pronta pra vida "não-normal". 
era isso que eu queria o tempo todo, anyway.
se eu quisesse vida normal eu não tava indo morar numa van.
eu tava virando coach de empreendedorismo. rs.

anyways.

primeira noite. dormi bem. acordei com o alarme tocando, me avisando que estava na hora da reunião.
e ai, como meu sexto sentido não falha, perdi o cliente.
sem aviso prévio. sem tempo de me reestruturar. sem aviso prévio.

effective immediatly.

acontece. fazer o quê?
mas acontece também de eu me culpar pqe eu não fiz um contrato formal pedindo 30 day notice.
acontece de isso disparar em mim um gatilho escroto, uma crise de pânico horrivel, um medo paralisante.

e foi assim que eu passei o dia. completa e absolutamente paralisada.
chateada.
ruminando todas as coisas que eu escolho errado.
tentando encontrar culpados.
tentando me culpar por toda e qualquer escolha.

eu fiquei com raiva do dudu.
eu voltei àquele lugar de um ano atrás, em que eu não conseguia aguentar todo o peso e a responsabilidade. eu voltei pra aquele lugar que eu carrego em mim todo o peso de ter as respostas e as soluções pra tudo.
só que né. guess what?! eu não tenho. ninguém tem.

e ai, depois de um dia bem merda, tristeza profunda, depressão batendo que nem um soco na boca do estômago, eu consegui me sentir um pouquinho melhor.
sono. maconha. stake n shake. skank. dri. van. 
entrei num loop melhor, foi gostoso. 

é sempre bom estar com a dri pqe é um lugar de conforto. de estar perto de quem eu confio. de quem me conhece. de quem eu não preciso me explicar.

vim pra casa. voltei pra dormir muito bem, obrigada.
banho de banheira. aquilo tudo que eu já sei que me faz bem.

e ai agora assim, lá pelas quase 5 da manhã, me acordo. pensando já em soluções. em maneiras de resolver o problema.

o thi ontem, quando eu liguei, não tinha atendido. e ai ele me escreveu bem nessa hora.
me desculpei por não ter insistido muito (nas entrelinhas, mas ele entendeu, eu sei) e contei que tive o pânico outra vez.
e ele me lembrou de mim.

ele me lembrou dele.
de tudo que ele passou esse ano.
do tempo que ele levou sonhando com esse mestrado.
de como essa pandemia mudou todos os planos. mudou até a forma de encarar o sonho.

e no final das contas é a mesma coisa.
essa pandemia mudou tudo pra mim também.

mudou meus sonhos.
mudou meu jeito de encarar meus sonhos.

não é culpa minha.

eu sei que eu sou uma puta profissional.
eu sei que eu sou boa pra caralho no que eu faço.
eu sei que esses step backs da vida fazem parte.

e não - eu não vou ser aquela pessoa "paz e amor" excessiva e agradecer pela oportunidade de zonear a vida toda outra vez. eu queria agora um pouco de estabilidade. um mês que fosse.

e sem essa grana volto a estaca zero.
então sim, é claro que isso vai ser uma zona e tanto na minha vida.
mas eu vou olhar pra isso como um empurrão. pra eu estar mais perto do que eu realmente quero.

antes ainda vou conversar, tentar fazer com eles fiquem mais esse mês.
não vou jogar a toalha também sem nem tentar.
mas não é isso que vai me parar.

já estou cheia de ideias na cabeça e sei que alguma delas tem que dar certo.

e tenho muitos sonhos.
muitos.
e vou realizá-los.

eu construi, junto com dudu, nossos amigos e muita energia de amor, a nossa própria casa.
pedacinho por pedacinho.
piso, móvel, puxador de couro. teto, banheiro, sistema de luz. ar condicionado, ventilador no teto, standing table.

a gente fez isso.
A GENTE FEZ ISSO, PORRA.

não vai ser um cliente sair que vai me parar. ou acabar com o meu sonho. ou me fazer perder a fé em mim.

isso quem faz é a depressão.
e a depressão é uma doença.
e quando eu entendo isso eu me fortaleço.
pqe não é ela que manda em mim. sou eu que mando nela.
e eu não vou deixar a minha doença acabar com os meus sonhos.

eu vou continuar sonhando, e realizando, e fazendo acontecer.

junto com dudu, e pastrami, e baby rose, e os nossos amigos, e os novos amigos que vamos fazer na estrada.

***

e eu vou sempre celebrar thiago - essa força que é minha, mesmo não estando dentro de mim.
não importa tempo e nem distância e nem nada. porque nós somos. e nós sabemos que somos.

e nós sempre vamos comemorar o fato de que temos um ao outro pra nos fortalecer e nos apoiar.
nós sempre vamos ter um ao outro quando a coisa apertar.
e é assim que seguimos.

***

feliz aniversário, pud.

que todos os dias você seja feliz, e que nunca te falte um amigo de verdade por perto - mesmo que ele esteja longe - pra te lembrar o quanto você é maravilhoso e incrível e merece ser feliz todos os dias.

te amo, thi. muito.
te desejo tudo que desejo pra mim.
às vezes um pouco mais - pqe eu sei que você quer ainda mais.

vai lá e faz o mundo todo ser seu.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

santo, sao 5am.

 dudu ja acordou umas 497348729 vezes. eu ja perdi meu medo e fui fazer xixi la no banheiro em plena madrugada. e eu sigo aqui, completamente criativa com a cabeça a mil.

a temperatura ta super agradavel e não tem mosquito.

é como se eu tivesse em casa. com todo o conforto.

é assim que vai ser quando a gente colocar o ar condicionado.

por isso eu vou trabalhar duro, pra trabalhar certo. pro lugar certo. fazendo as coisas certas.

não tem como dar errado.

eu vou fazer tudo programado, organizado, bonito. pro luisa, pra ara e pro van life.

e com isso eu vou ter consistência. foco. qualidade. com isso eu vou crescer de verdade e vou achar o resultado que eu quero.

com isso mês que vem minha vida já vai estar muito mais no lugar e eu vou ter meu ar condicionado. e todo dia nessa casa vai ser uma delicia. e a gente vai trabalhar muito mais e produzir muito mais. 

vai ser incrível. mesmo.

agora eu vou tomar outro oleo e tentar dormir.

pq o das 10 da noite ja ate passou o efeito.

:P

santo fez milagre sim.

foi só falar do santo que de repente são 4 da manhã, eu já criei toda a estratégia e identidade visual nova da ara.

não vou perder a estética vermelha pro feed e nem a pegada artistica.

mas usei umas fotos da trip com o filtro bem van life pra contar onde a gente ta agora.


depois eu comecei a fazer os posts de conteúdo seguindo a mesma linha.

mas eu mal comecei a mexer e já to odiando.

os posts iniciais, que é a gente contando porque a gente virou ara on wheels e tudo mais eu achei show. vou manter assim. só quero saber do dudu se ele ta confortável com a parte dele -- fotos, texto... e ai ta pronto pra meter bronca.


ai vem a parte "dicas".

essa parte eu acho que tenho que voltar a ser ara.

e não ficar nessa vibe van life. não posso descaracterizar dois anos de trabalho pqe eu to nessa fase. sendo que eu amo meu lado ara.

eu amo quando eu vejo algo que eu quero postar e eu posto ali.

ali sim é o meu feed que eu não brinco. hehehe aquele sim é o feed que eu me orgulho.

enfim. agora eu vou me orgulhar de tudo. porque tudo ta ficando lindo e eu to definindo muito melhor o meu caminho.

respostas: a ara vai ser ativa como uma conta que dá dicas de social media em português focada no mercado brasileiro nos EUA. vou construindo pra um dia eu ter o meu curso. fazer a tal escola online criativa que a gente falava... acho que é um bom começo. se eu tiver agenda é fácil.

posts no feed: acho que 3 por semana tá bom. se eu montar feed pra um mês eu posso deixar programado no postgrain e vai ser show.

stories:

ai toda segunda eu posso postar: DICA de instagram. dessas que eu to fazendo e acho que vai ser bom

terça: escolho um artista e compartilho vários conteúdos dele.

quarta: DICA

quinta: escolho uma páginca maneira e compartilho.


basicamente vai ser, dia sim dia não, compartilho um conteúdo q eu amo, e dou dicas de social media.

a estética me preocupa. mas ao mesmo tempo não.

acho que vou tirar de letra.

acho que acertar a estética me ajuda até a colocar carrosséis no feed se eu quiser. ponho com umas imagens bem malucas e vai ficar lindo e vermelho. show.


VOLTEMOS A LUISA.

tenho só o tal do "um minuto pra respirar" ou coisa que o valha.

isso é uma coisa legal, q não esgota fácil. mas preciso de muito mais.

se eu to no meio da natureza, eu preciso falar de sustentabilidade, ou saúde, ou alimentacao, ou algo assim. pqe se não, pqe caralhos que eu to aqui?

e se for exatamente isso.

eu nessa busca por tentar me entender nessa vida minimalista, com erros e acertos.

isso é bonito. é proximo. é real. é exatamente quem eu sou.

e por isso ta tao dificil definir pra que lado que eu quero ir. porque eu to passando por esse processo e esse processo é complexo e cheio de altos e baixos. e se eu compartilhar coisas desse processo eu acho que vai ser massa.

tipo: o desafio de ir ao mercado. onde ir? como ir? gastar? nao gastar? 

é mto white ppl problem? acho que não. acho que é algo sério.

ai vem a coisa dos produtos: o que usar, o que nao usar, o que é biodegradavel, o que nao é.

essa busca é muito legal.

esse papo é muito interessante.

se o meu foco agora é esse, entao o instagram tb precisa ser. e se daqui a 6 meses eu mudar ok, se eu for consistente agora - e nao vai dar pra nao ser por razoes obvias - eu mudo levando quem ta comigo agora.


eh q assim eu nao acho q eh um papo bs. 

assim eu me sinto confortavel. eu só preciso organizar isso numa planilha.

lá vai.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

santo de casa não faz milagre.

 mas santo de van há de fazer.


eu sei que tem séculos que eu preciso tomar coragem de encarar meus próprios medos e vergonhas e me jogar nessa coisa de internet.

assumir a influenciadora digital que mora em mim, sem vergonha do que vão pensar. sem medo de ser cafona.

cafona é deixar coisas que a gente gosta de lado.


mas não é por isso que eu deixei. é porque eu sempre quero muito e tudo ao mesmo tempo.

então eu começo algo, a coisa se embola em outra, vai perdendo a graça, até que fica esquecida no fundo da gaveta. a melhor banda de todos os tempos da última semana. sim.


enfim.

o fato é que eu já assumi pra mim que eu quero isso sim. que isso é algo que vai possibilitar a vida que eu quero, sonho, e que é fácil de viver.

e por isso eu preciso MUITO me dedicar.

e a primeira coisa que eu preciso fazer é me comprometer com meu conteúdo.

só que pra isso eu preciso saber qual é o meu conteúdo.

eu preciso GERAR CONTEÚDO.

sabe aquilo  que a gente fala pros nossos clientes e não segue?

é aquilo que a gente precisa criar.

e a gente precisar criar basedo no que a gente gosta.

mas o que é que a gente gosta afinal?


a gente gosta de feminismo, feminino, minimalismo, van life, saude mental, amor ao próximo, social media, viagem, ...

e não dá pra ser isso ai tudo. só da pra ser o que eu quiser se eu tomar um caminho desses ai.

e quando eu falo luisa, eu falo luisa mesmo. não o van life. são coisas diferentes e podem ser completamente diferentes.

eu posso em um fazer o que eu to fazendo nos dois, e no meu fazer o que eu acho que precisa ser feito: criar conteúdo.

qual é o conteúdo que eu vou criar?

não é van life. pra isso eu tenho o van life, e sobre isso eu penso na sequência.

agora eu to falando de mim.


eu amo falar sobre feminismo, mas eu me sinto um pouco acuada a falar de qualquer coisa desde aquilo tudo do wendy  e de mais a mais eu to tentando me manter longe de qualquer coisa que faça mal a minha saúde mental.

temos também esse assunto, que é muito próximo do van life, dos motivos que me fizeram optar pela van life, mas sinto que pra falar de saúde mental seria muito melhor se eu fosse uma profissional da área. assim eu vou acabar batendo em limitações que eu não sei se to afim.


tá mais facil. já cortei alguns assuntos. politica não. viagem é o van life. me sobram basicamente social media e "amor ao próximo". que eu chamei assim desse jeito escroto, pq eu sempre acho meio escroto mesmo.

acho que esse amor apolítico é falso. não compro essa coisa dessas influencers namaste e tenho um medo do caralho de soar, e ser mesmo, piegas.


ai sobrou social media. tá ai um assunto que eu gosto. eu saco, eu faço isso há uma tonelada de tempo, eu to sempre na frente quando algo chega e eu NUNCA aplico pra mim.

se eu começar a falar de social media eu vou

1- arrumar clientes pra mim e posso ter a minha equipe de volta executando.

2- crescer os meus seguidores e ter um conteúdo massa

3- falar sobre como a rede social conecta pessoas distantes, falando sempre sob uma ótica de van life, de vida livre.

É ISSO! é a social media como uma ferramenta de vida livre!!!!!

tá definido.

uau.

tá definido.

que foda.

VAMOS COMEÇAR COM:

....

na verdade, tem que chegar em: SOCIAL MEDIA PAGA UMA VIDA VIAJANDO?

isso.

é isso que eu preciso provar que sim.

mas antes eu preciso construir pra chegar lá.

e construção vem de contar história.

ONDE EU TO.

aliás, QUEM EU SOU. onde eu to. pqe eu to.

oi, eu sou a luisa, e pra quem não me conhece eu sou a dona da ara creative ideas, uma agência boutique de ideias criativas que funciona dentro de uma van - onde eu moro com o dudu, meu marido e o pastrami, meu cachorro. 

a gente trabalha enquanto viaja conhecendo praias e parques nacionais. não é que minha vida sejam férias ambulantes. muito pelo contrário. eu trabalho muito. só que na hora que eu quero, em algum lugar do paraíso.

antes de eu cair na estrada, toda hora alguém me perguntava: luisa, como você vai pagar as contas? você juntou dinheiro pra todo esse tempo?

quem dera.

eu sempre respondia: "eu vou continuar com a ara, a minha agência. só que agora ela só vai trabalhar online. agora a ara vai ganhar rodas. eu vou continuar trabalhando só com social media."

então hoje eu vou explicar pra vocês como eu tirei o meu sonho do papel, como eu consegui fazer isso tudo virar realidade!

a primeira coisa foi que como tudo aconteceu durante a pandemia. entao, a gente estava completamente sem clientes e sem nenhuma perspectiva de novos contratos. quando a gente se viu sem grana, precisando de distanciamento social e louco pra viver mais em contato com a natureza bateu a certeza que era a hora de tirar um sonho do papel. a gente tinha dois meses de aluguel em contrato, e o relógio começou a contar. 

fizemos uma limpa maravilhosa no nosso apartamento. separamos tudo que era muito importante, ou que queríamos trazer pra van. vendemos todo o resto. nos desapegamos de um infinito de coisas. deixamos pra lá tudo que não era preciso. levantamos uma boa grana.

depois pedimos doações para os amigos para levantar a grana pra comprar a baby rose. e putz, eu vou ser pra sempre grata a cada um desses amigos fodas. incríveis. conseguimos!

seguimos vendendo tudo e procurando jobs loucamente. pegamos trabalhos de todos os jeitos e entregamos com uma super qualidade em tempo recorde... fomos fazendo trabalhos de branding e social media, rapidinhos e baratos, e o resultado foi ficando super maneiro e os clientes curtindo e recomendando...

nos juntamos aos melhores amigos do planeta, que abraçaram a gente no nosso momento mais maluco e caíram dentro na obra dessa baby rose. tivemos os nossos parceiros, que viraram irmãos... e eu nem sei como dizer o quanto eu sou grata por essas pessoas.

depois ainda finalizamos com um garage sale e uma rifa com 10 marcas parceiras incríveis e a quem eu também sou eternamente grata.

as coisas não foram e ainda não estão sendo fáceis. a casa tá quase pronta, mas ainda falta bastante coisa e pra isso a gente ainda precisa de bastante grana. 

mas vai rolar.

o fato é que a gente agora, mesmo com pandemia, foi recuperando os nossos clientes e com essa grana a gente consegue viver a vida que a gente sonhou. no meio da natureza, conhecendo lugares maravilhosos, com a nossa saúde mental em dia - mas ainda conectados com o mundo que a gente sempre fez parte.

e é pra isso que a gente usa as nossas redes sociais. pra conectar com quem tá na mesma sintonia que a gente.

queria agradecer a todo mundo que tá por aqui e dizer que vocês são todos muito bem vindos na nossa viagem.


PRONTO.

posso estar só chapada. mas achei que está otimo.

não vou reler hoje.

amanhã eu farei um infinito de criticas de qq maneira.

são 2 da manhã, preciso fazer xixi.

mas to amando meu flow.

tem anos que eu não entro num flow criativo.

mentira.

ele ta voltando e eu to amando.

olha a naturezaaaaaaaa.

ah que lindo.

pensei no caralho do dinheiro que eu preciso fazer asap.

vamos lá.

depois do video que eu faço?

pra onde o video leva?

dps do vídeo eu faço conteudos de AI CARALHO voltei no estresse do tema.

eu quero que seja COM O PANO DE FUNDO DE VAN LIFE E VIDA LIVRE, como usar a social media para unir pessoas.

caralho. é uma monografia. hahaha

mas pode ser.

e é sério.

eu nunca estudo minhas próprias coisas e eu to amando.

eu devia fazer mais isso.

é esse high que o dudu sente quando cria.

porque eu crio pros outros e não crio pra mim?

to tao errada.

amo meu livro.

tenho que voltar a ele e parar de ficar com medo de reler.

acho que eu to com vergonha.

mas enfim. problema pra outra hora.

agora o assunto é o meu instagram - monografia.


dito isso, eu posso falar de vida saudavel, ou seja, coisas simples e verdadeiras que são dicas saudaveis. exemplos REAIS: comida de verdade - que eu faço. comida de verdade - que vamos passar a comprar nas feiras jajá. RESPIRAÇÃO. eu preciso respirar mais. e eu preciso me lembrar disso.

posso usar o meu instagram como um espaço pra isso

IDEIA: vídeo da paisagema aqi onde eu to

sons da natureza. 

e ai na legenda. PARA AGORA. coloca um fone. desliga do mundo e respira 1 minuto.

RESPIRA UM MINUTO.

é isso. o nome da série é "RESPIRA UM MINUTO"

vai ser lindo. pra mim e pra quem vai receber. meu deus que idéia genial.

e ai eu vou sugerindo. manda pra aquela pessoa que precisa parar e respirar um minuto.

isso é um gesto de carinho.

e é mesmo.

fora que posso falar: salva pra você assistir na hora que bater a ansiedade.

ai eu posso falar um pouquinho de ansiedade e saude mental dentro dessa coisa.

mas bem POUQUINHO luisa. não perde o foco.

respira um minuto.

ótimo conteúdo pra salvar e compartilhar.

CARROSSEL:

isso é um lance mto maneiro. e que tem artezinhas. e eu posso fazer artezinhas nas minhas fotos lindas de natureza.

agora, o que são conteúdos relevantes? aqui seria o lugar legal pra falar de social media. eu gosto muito daquela coisa que eu fiz do "VOCE é FODA".

ta. mas foco no feed. carrossel. o que eu quero fazer?

pqe as dicas de social media eu quero introduzir pelos stories.

aos poucos eu vou contando como eu fiz tal coisa.

que eu achei legal e que as pessoas perguntaram como foi.

ai eu ensino. pergunto se a galera gostou do tutorial.

faço outro no dia seguinte.

vou fazendo assim no começo. vendo o que as pessoas vão respondendo.

e ai passo a fazer os carrosseis.

mas até la. que tipo de carrossel eu posso fazer? que tipo de conteúdo que tem a ver com o tema da monografia interessa?

COM O PANO DE FUNDO DE VAN LIFE E VIDA LIVRE, como usar a social media para unir pessoas.

van life e vida livre.

coisas sobre van life - não é compartilhavel.

coisas sobre sustentabilidade  - é compartilhavel, quanto mais simples melhor. tipo aquele perfil que eu to seguindo. mas na verdade eu posso falar dos meus incensos, cheirinhos, velas, decor. tipo, mostrar um pouco da vida minimalista da van. fazer tipo a mimi, criando um album com "coisas que eu tenho na minha tiny house que fazem sentido" com coisas sustentaveis. 

mas eu ainda não tenho nada.

tá tudo faltando.

e se eu fizesse: um tourzao com fotos e a casinha toda arrumada. mesmo do jeito que ela tá agora, e que daqui uns dias esteha melhor.

e ai eu coloco o tour no feed. mostro as qualidades. e depois eu faço um tour dos "defeitos". ou. da lista dos desejos. tudo que eu quero. e to pedindo pro universo. positividade. van life. minimalismo.

social media foi pro saco.

 vbvmas é que nao da pra abrir mao da coisa da van life e da vida livre.

eu vou fazendo os dois assuntos nos stories... e enquanto isso, que cartela pode entrar mais no feed? o tour da van não é salvável pra caralho. só se fosse muito lindo. e não vai ser.


enfim. é a vida real. a van tá toda feiosa ainda. mas vai melhorar.

fred chegando, igor fazendo o dele. e se sobrar uma graninha eu compro o meu cover de edredom. tudo melhora :) ah. e as gelatinas das benditas luzes. hahaha as luzes são uma desgraça.

enfim. conteúdo.

carrossel. conteúdo salvável e compartilhável.

o você é foda é super compartilhável. mas tem que ser muito paciente pra mandar pra 202093483290 pessoas e dar o gás. mas beleza. eu faço. mas preciso ser criativa. só você é foda não resolve.

bom. dicas de social media. ok. compartilhável.

tour ..... salvável?

IGTV?... acho que ajuda a contextualizar.

com x? sei lá. 2 e meia.

pqp. rodei rodei e não fiz NADA.

só continuei no mesmo lugar.

tá vamos lá.

UM IGTV por semana. de CONTEUDO. contando historia, ensinando alguma coisa, dando algo pras pessoas. o que pode ser conteudo pra IGTV?

esses papos mais cabeça sobre a sociedade e como o mundo é louco?

a coisa da social media, e se eu levasse pra ara???

tipo. quem quiser aprender aquelas coisas vai pra ara. eu vou repostando no meu até dar certo. 

e na ara fica bem mais profissional.

amei.

quero começar agora.


a primeira semana morando de verdade na van


sinto que preciso escrever.

precisamos antes trabalhar no template do novo blog.

dudu disse que precisamos pensar na mecânica da coisa.


blog.

que coisa mais anos 2000.

e aqui estamos nós, 20 anos depois, criando outro.

acho que viramos aqueles tiozões saudosos das tecnologias antigas.


mas a van. o assunto era a van.

a primeira semana de viagem.


nesse segundo eu só consigo pensar nos mosquitos.

o maior perrengue que eu passei com mosquito na minha vida foi esse.

está sendo.

a gente ainda tá no meio da viagem e eu preciso encontrar soluções.

o foda é encontrar solução quando se tem zero dinheiros.

enfim.

esse é o problema.

uma vez adressado, vamos pra parte boa.


ah, antes. melhor dizer logo o outro problema: calor.


calor e mosquitos.

não fosse por essas duas coisas, seria perfeito.

mas é aquilo.

são duas coisas que um ar condicionado resolve.

e o que resolve ar condicionado é dinheiro.

então vamos correr atrás de dinheiro pra poder fugir do sistema.

as always.


maldito sistema.

ele sempre te pega de volta e te enfia dentro dele.

mas a vida de van tem me ensinado a resistir.

resistiremos.


resistiremos quando a gente ouvir as cigarras cantando;

o céu cheio de estrela;

o sol nascendo longe e acordando a familinha;

as árvores balançando;

os coelhinhos correndo em volta da baby rose;


resistiremos fazendo amor;

sendo amor;

nos amando mais que nunca e mais que tudo.


terça-feira, 14 de julho de 2020

escrevendo sem oculos

peco perdao previo pelos erros que nao vou consertar pq possivelmente nao vou ver.
e pela falta de cedilha.
meu computador pirou e anda com preguica das cedilhas.

eu tambem pirei e ando com preguica de muita coisa.
mas nao eh bem preguica. eh desgosto.

eu to mto perto de uma coisa que quero muito. mas ta mto dificil. ta mto estressante. ta muito pesado.
chegar la ta sendo um desafio insano.

mas vai dar tudo certo.
sempre da tudo certo no final.

a gente ta aqui, na casa dos meninos, com conforto e com tranquilidade.
as coisas vao se acertar.
falta muito pouco pra gente pegar baby rose e cair na estrada.

***

eu tava agora revisitando o passado.
lendo emails antigos.
lendo neruda.

pensando em como tudo muda.
o que a gente quer muda.
o que a gente gosta muda.
o que a gente faz muda.
o que a gente diz muda.

o mundo muda o tempo todo e a gente precisa mudar junto com ele.

***

mas pqe tem gente e tem coisa que a gente nao consegue mudar de verdade?
eu queria conseguir mudar umas coisas em mim.
apagar pensamentos.
esquecer de certas atitudes.
fingir que nao aconteceu. que nao foi comigo.

mas nao da ne.
nao da para passar borracha nos nossos erros.

e é bom que seja mesmo assim.

***

eu to me transportando pra aquela garagem na chuva e pensando naquilo tudo de desamor.
eu nao sei pqe eu voltei pra esse lugar agora.
mas eu voltei. e eu queria nao ter voltado.
maas eu voltei. e nao foi uma escolha.
eu voltei pqe eu sempre volto.
o tempo passa. a coisa acalma. a coisa passa. ai a coisa volta. 
que inferno.
eu nao quero nunca mais voltar pra isso.

mas hoje eu queria.
só um pouquinho.
saber como anda tudo.
matar a saudade, a curiosidade. a vontade.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

carga mental

eu preciso estar a par de tudo que está acontecendo.
eu preciso coordenar a ação das pessoas que estão nos ajudando.
eu sou a única pessoa responsável por entender todas as etapas e ordenar as prioridades.
eu sou a única pessoa que entende tudo que precisa ser feito da casa embora eu não consiga reagir.
eu preciso de tempo pra mim.
e preciso de tempo pras pessoas que eu quero ver.
eu preciso de tempo e energia pra acarinhar dudu, pra que ele não se angustie ou frustre mais.

eu sinto sufocar outra vez.
eu sinto todo o peso de tudo sob os meus ombros.
eu sinto culpa por precisar escapar.
eu sinto culpa porque eu simplesmente preciso me desligar pra aguentar tudo que eu preciso.

não vejo luz no final do túnel.
não vejo solução que não viver tudo isso de forma absolutamente intensa e ansiosa
se eu não tomo as rédeas e não faço todas as decisões difíceis e rápido, ninguém faz.
sinto toda a responsabilidade de tudo caindo sobre mim.
não sinto que o dudu está pronto pra dividir as responsabilidades do antes.

acho que durante a viagem talvez ele consiga assumir um pouco mais as rédeas.
o fato dele ser mto mais curioso vai fazer com que ele sugira os lugares, pesquise as opções, traga soluções novas.
mas agora, na hora de ser prático, na hora de colocar a mão na massa e estruturar tudo isso, parece que ele não consegue.
ele não consegue se organizar.
e eu sinto que tudo tem que ser resolvido por mim, única e exclusivamente.

fico repassando em loop na minha cabeça todas as coisas que precisamos.
sinto que elas só andam se eu liderar.
se eu não falar ou fizer algo, nada vai ser feito.

isso me dá dor no corpo, meu coração acelera muito mto forte. perco um pouco o ar.


amanhã eu gostaria de fazer muitas coisas:
fechar em malas tudo que vai pra van.
fotografar tudo que não vai pra van e colocar pra vender em todos os lugares,
comprar tudo que já está na lista.
fazer a reunião da haydee. mas antes fazer o modelo do que eu quero apresentar.
acabar de subir todos os posts da tali.
falar com a menina do consignment.
fazer o invoice pra taci. mandar. pegar o dinheiro.
entender até aonde andré vai me ajudar e começar a fazer acontecer.
fazer tudo que precisa ser feito pra laís.
cobrar palo e eduardo. ou focar em novos clientes. fechar clientes.

devem ter mais seiscentas coisas.
mas agora me lembro dessas.
achei que listando melhoraria.
achei que isso faria ser melhor.
mas não.
meu coração segue acelerado.
minha ansiedade segue a milhão.
justamente por perceber que tudo isso depende de mim.
não sei quantas dessas missões o dudu vai ser capaz de fazer.
muito menos se eu não explicar tim fim por tim tim do que deve ser feito.

sinto como sendo tudo simples o suficiente pra me irritar eu ter que fazer,
e complexo demais pro dudu entender sozinho o que precisa ser feito sem eu explicar.

eu não quero voltar pra esse lugar que eu tenho toda a responsabilidade em mim.
isso é péssimo pra mim. e pior ainda pra gente.
me deixa em completo estado de pânico,
deixa ele em estado de conforto, mas um conforto desconfortável que nem ele sabe pq sentes
deixa a nossa relação naquele lugar ruim e de desgaste de antes da pandemia.
um lugar que desmasculiniza ele. que me coloca no centro de todas as coisas.
pqp. que inferno que é estar nesse lugar.

pq agora ele está dormindo. tranquilo.
como se tudo que houvesse por fazer não estivesse nos ombros dele, ele dorme e sua respiração ressoa.
e eu to aqui, dormindo mal mais uma noite.
queria um chá.
me sinto tão assoberbada que não tenho forças pra levantar e fazer um chá.
ou talvez eu até tenha forças, mas não tenha mesmo vontade.

que merda.
todas as vontades que eu tenho são sempre de suprir as necessidades dos outros e de outros.
o resto eu vou deixando.

preciso separar as coisas de banheiro.
preciso separar as minhas maquiagens.
preciso falar com a taci do pé do sofá.
preciso pegar as panelas em weston.

preciso de tanta coisa feita.
mas eu não queria - e nem sei se eu posso - ser a única responsável por todas elas.
então amanhã eu vou acordar e passar uma lista de missões pro dudu.








sexta-feira, 5 de junho de 2020

carta pra wendy

não entendi até agora o que aconteceu.
não entendi porque você escolheu me colocar na berlinda de maneira tão irresponsável.
não entendi porque você não quis em momento nenhum ouvir o que eu tinha pra falar.
não entendi porque você me bloqueou de tudo me deixando sem a chance de conversar.

eu entendi o que você ganhou:
visibilidade.
e afinal de contas não era isso que eu queria quando eu falei ali de você?
então, por um lado, eu entendo sim porque você fez.
e isso me deixa feliz.

mas assim?
a esse custo?
mesmo sabendo de como isso podia afetar a minha saúde mental?
isso é falta de caráter.

tivesse você dito pra mim: "eu nunca viralizei dessa forma. eu nunca fui tão celebrado no twitter. eu tava precisando desse afago, de apoio, sobretudo nesse momento", eu entendia.
mas você não se preocupou nem uma gota com a consequência.

claro que você não pensou em mim quando você se sentiu usado. isso é natural - o mundo numa tensão absurda. os nervos à flor da pele. você e todo a gente preta vivendo as emoções mais profundas e complexas: medo, revolta, liberdade, ansiedade, coragem. esse e tantos outros sentimentos que eu não sou sequer capaz de reconhecer, quiçá de sentir.

mas você optou por continuar hitando, mesmo depois de saber.
mais do que isso, você optou por tentar me calar.
e a todas as outras pessoas que tentaram falar contra o que você fez. inclusive pessoas pretas.

e, acredita em mim, eu nunca vou saber o quanto é sofrido nascer preto e ser calado todos os dias. e ser colocado em cheque todos os dias. em ter que provar a inocência todos os dias. em ter que se justificar por tudo todos os dias.
nunca.
porque eu nasci branca.
mas quando aconteceu tudo que aconteceu, de alguma forma, e do meu modo, eu senti essas sensações todas por um dia.
e é uma merda.
é uma foda do caralho sentir qualquer uma delas, ainda que seja por um minuto, ainda que seja por um dia. deve ser insportável sentí-las toda uma vida. e eu sinto muito mesmo que você sinta essa sensação todos os dias.

e eu não tenho certeza, mas imagino que você as sinta, porque você é preto. e o mundo é racista.
porque eu nasci branca e eu sou racista.

mas porque eu reconheço isso em mim, eu estou há anos lutando dia após dia pra me desconstruir.
pra me desamarrar.
não só na luta anti racista.
eu todo dia to lutando pra aprender a usar o meu privilégio pra colocar luz nas causas que eu acredito e ajudar e ir quebrando aos pouquinhos as amarras dos outros.

e sabe o que?
não importa pra quantas pessoas eu fale - porque ainda que fosse pra uma pessoa, faria.
eu tenho tido muito sucesso nisso.
várias mulheres me escrevem dizendo o quanto meu livro mudou a vida e a visão de mundo delas. várias pessoas me escrevem, por eu colocar em pauta causas e levantar perguntas difíceis demais de responder, dizendo o quanto foi importante aquela reflexão na desconstrução dos preconceitos dela.

e só por isso eu me sinto com sucesso.
e o sucesso é muito bom.
e eu, de coração, te desejo todo o sucesso do mundo.

mas, infelizmente, eu sei, e você sabe também que toda vez que você se sentir tendo sucesso, você vai se lembrar que você carrega essa terrível mácula.
a de ter arruinado a saúde de uma pessoa, a de ter arruinado os últimos 8 meses de tratamento.

porque foi exatamente isso que aconteceu.
você imagina o que é ter mais de 30 mil pessoas te enviando energia de ódio ao mesmo tempo?
30 mil pessoas que estão passando por uma pandemia, uma crise política insana, uma guerra anti racista, e seus próprios bichos, medos e inseguranças.
você imagina o que é receber toda a descarga dos ânimos de todas essas pessoas que estão vivendo tantas dores?
você imagina passar por tudo isso quando se tem depressão?

tá insuportável.
são 3 da manhã e eu to acordada. tem dois dias que eu não durmo.
eu não sei mais contar quantas crises de ansiedade eu tive desde então.

sabe isso? de que eu nunca vou ser capaz de entender como é ser negro?
é verdade.
mas eu entendo de ser mulher.
e por ser mulher, eu entendo de culpa.
mulher é bicho que nasceu pra ter culpa.

você imagina quatas vezes eu me perguntei o que eu errei?
o que eu fiz que eu podia ter feito diferente?
o que eu tenho que fazer de diferente?
você imagina a culpa que eu sinto quando eu pesno que eu não tinha o direito de me defender porque não era a hora pra isso? porque não deveria ser sobre mim?
ou a culpa que eu tenho de estar com a energia tão drenada que há dois dias eu não consigo lutar, por nada?

e a culpa causa coisas horríveis na gente.
a culpa, ela domina o nosso coração aos poucos.
e eu sei que daqui a pouco, ou talvez agora você já esteja sentindo, ela vem te visitar.
ela vai te rondar nos seus momentos tristes e felizes.

eu sei que você vai sentir culpa por ter me colocado no buraco mais profundo da depressão desde que meu tratamento começou.
e sabe o que? é pra você sentir mesmo.
porque se não fosse eu sequer estaria te escrevendo.

não é porque você é preto e passa a vida inteira passando por coisas horríveis que eu vou te proteger por fazer uma coisa igualmente horrível.
não se brinca com a saúde mental das pessoas.
isso é, bem como o racismo, irresponsável e assassino.


quinta-feira, 7 de maio de 2020

quarantine routine

doesn't exist.
isso non ecziste.

***

talvez haja sim uma forma de você ter uma rotina na quarentena.
eu só não encontrei ainda a minha.

quer dizer.
no início eu tinha uma rotina intensa de sexo.
depois eu pulei pra uma rotina intensa de letras.
depois, uma rotina intensa de divulgação das letras.
depois maconha. depois. depois. depois.

o negócio é que quando a gente cai na rotina eu perco o tesão.
tudo que é muito intenso pra mim é muito intenso por um tempo, mas não dura pra eternidade.

hoje eu consegui acordar 7am.
eu queria mesmo acordar 5:30.
mas 7 tá lindo. o sol tá nascendo. a luz ta entrando na casa (que está um caos completo e absoluto).
mas eu vou dar um gás no livro.
tomar meu café.
e depois eu penso na casa.

uma coisa de cada vez.

nosso rítmo.

sábado, 28 de março de 2020

corona vaaaairus

é importante deixar registrado que o mundo esta ao contrário e uma parte - pelo menos - reparou.

estamos passando pela nossa maior crise, enquanto humanidade, que essa geração já viu.

é preciso.
repensar, realinhar, reaprender.
partilhar, comungar, dividir.
mas a distância.

é um momento de se retirar e se colocar em reclusão.
usar o tempo a favor de si. de olhar pra dentro.

pra mim e pra dudu tem sido perfeito.
todos os dias são de amor e tesão.
muito.
muito.

acordamos com a luz batendo na cortina e entrando e amaciando o dia.
entre os lençois brancos eu e ele nus, pastrami nos pés, enroladinho que nem um burrito.
eu me levanto pra escrever. escovo os dentes e faço um café.

enquanto me sento na varanda ao sol penso no quanto eu quero também voltar pro quarto.
beijar ele, aquele primeiro beijo da manhã, com sabor de pasta de dente misturado com café.
aquele beijo que vira chamego, que vira mais um monte de beijo, e que quando eu vejo ele ja ta ali, me amando, me chupando, me enchendo dele. de tudo dele que eu mais amo e mais admiro. de toda a verdade e de todo o amor.

amor, arte, comida, maconha. é basicamente disso que se vivem os dias.

é louco pensar que seria incrível se o mundo todo suspendesse por um tempo,
pra que todo mundo pudesse ir pras suas casas,
se recolher,
se prestigiar,
se conhecer.

e ai o mundo vai e faz a sua parte. e as pessoas não se aguentam.
elas não se cabem.
elas não se bastam.

eu entendo.
estive ali não faz muito tempo...

ser você mesmo pode te custar muito caro - mas não ser custa o que não se pode pagar.

e ai fica essa esquizofrenia coletiva. as pessoas precisando de espaço físico. porque elas não se veem, não se olham, não se escutam, não se tocam.
e quem sou eu para dizer isso pro mundo?
eu não sou.

mas eu faço o que me cabe.
eu escrevo.
eu coloco no mundo as coisas.
eu proponho coisas pro mundo.
eu faço.

eu faço com amor. eu faço amor.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

100% honest

eu consigo?

eu não sei.
eu não sei nem se eu consigo ser 100% honesta aqui dentro da minha própria cabeça.
imagina só ter a pressão de ser absolutamente honesta com tudo que sai da minha boca.

e eu não quero dizer que eu não quero ser totalmente honesta.
eu to só dizendo que muitas vezes nem eu mesma sei o que é ser assim.
que muitas vezes eu acho que estou sendo, mas não estou.
que eu gostaria de estar, mas não estou.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

as baixas

desde que eu comecei a tomar esse remedio eu venho me sentindo muito mais feliz.
back to the real me.
aquela coisa toda.

ai tem os dias que parece que o mundo vira do avesso. por tudo, por nada.
eu to tendo um dia horrível. panico, taquicardia, ansiedade. meu corpo agitado, meu coração agitado.

todas as entrelinhas que eu não aprendi a ler. todos os nãos que eu não aprendi a ouvir.
hoje eu queria ter um shelter. um lugar para eu ficar só eu. quieta e sozinha. sem contato com o mundo exterior. só vendo filme, ouvindo música, lendo. consumindo qualquer coisa que qualquer outra pessoa fez, sem ter que pensar muito na minha vida, nos meus desejos e sobretudo nas minhas obrigações.

um pensamento me veio agora, enquanto eu relia esse último parágrafo.
eu nao sei ouvir não, e não sei dizer não.
será que uma coisa ta ligada a outra?
ou será que ouvir não é uma foda pra qualquer ser vivo?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

me sentindo produtiva (e cega) (sem querer pegar o óculos no quarto para não acordar dudu)

no date frustrado eu disse que estava amando não me sentir produtiva.
que eu tava tão cansada de ter sido tão produtiva por tanto tempo, que isso me cansou.
mas a verdade é que ontem, apesar de ter sido um dia muito cansativo, estressante e cheio de coisas - o que me deixou um pouco/muito overwhelmed, junto com TPM, raiva e cansaço - eu lembrei como é me sentir produtiva e gostar das coisas que eu faço, depois de muito tempo.

olha, energia, essa coisa louca.
eu comecei a escrever e já me apareceu uma potencial cliente nova.

é isso. eu reclamo reclamo desse trabalho da BBA.
mas tá ficando realmente bonito.
e coisas realmente bonitas me deixam animada.
eu só gosto mesmo é de ter companhia para fazer as coisas.
acho que é isso meu maior defeito profissional. a dependência de alguém.
acho que isso é meu maior defeito na vida. hehe

enfim.
lembrei que tenho outra reunião legal em breve. e tenho que me arrumar.
mas to realmente com pena de acordar dudu.
mas ao mesmo tempo quero estar bonita.

se bem que tem chance dele já estar acordado só mexendo no celular.
hehehe

já acabei meu café. já fiz todo o trabalho da tali. já respondi a mari. já confirmei a reunião das 10. já to pensando no que fazer com a BBA. tenho reunião com a luanna hoje. vai ser um dia bom.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

this girl can

she can wake up early
or late
or wake up early, and go back to bed, and sleep for another hour

she can wake up and stay in bed
or go directly to the office
or to the couch
or to the balcony
or to the kitchen

she can have coffee
or coke
or water
or she can set a beautiful coffee table with all the yummy breads and butters

she can call a friend
or mom
or play dido
or devendra
or o terno
or caetano
or whatever she wants

she can learn how to play the guitar
she can not learn a new move for over a month
or take daily classes

she can write on her blog
listening to dido
while she should be working
just because
she can
and if there's something this girl can
is everything







domingo, 12 de janeiro de 2020

luz do sol

(chegando em breve. ainda são 6 e poucas. o sol ainda não raio.)

mas gal já canta.
estou na varanda.
nas deliciosas novas cadeiras que mafe trouxe.

mafe veio.
tirou de mim a minha agonia maior dos últimos tempos.
as meninas e os gatos.
a bagunça.
o cheiro de areia de gato.
o descaso com as minhas coisas.

eu realmente não gosto nem um pouco desse sentimento.
eu nao me sinto confortável com esse sentimento de estranhamento.
que ficou depois que trocamos os apartamentos.
mas se eu tiver que escolher o estranhamento ou a minha casa bagunçada, eu fico com o estranhamento sem pensar nem uma vez.

é realmente um dos meus maiores prazeres na vida acordar e sair do meu quarto e olhar pra casa e ela estar linda, arrumada, cheirosa, solar.
esperar o sol nascer e vir lambendo e beijando a casa aos pouquinhos.

eu espero que as nuvens não impeçam o sol de brilhar dentro da minha sala.
o céu já está ficando cor de algodão doce. o sol já está nascendo.
mas eu preciso que a luz dele se extenda por toda a casa, por toda a sala, por toda a vida.

***

luz do sol, que a folha traga e traduz em verde novo, em folha, em graça, em vida, em força, em luz.

***

isso de acordar cedo...
eu adoro mesmo.
o único problema é essa mania que eu tenho de esquecer os óculos na cabeceira e depois ficar aqui digitando absolutamente cega,

acendi a última ponta do meu beck.
é domingo.
eu posso passar o dia chapadinha.
por que não começar antes de passar o café, antes do sol nascer?

***

era tão tão a ponta que no primeiro peguinha já apagou o baseado.
não vai dar nem ondinha.
that's fine.
se eu quiser daqui a pouco eu aperto outro baseado.
ou passo o café.
ou lavo roupa de cama.
ou só lavo roupa normal mesmo.

eu posso também fazer um café da manhã delicioso em família.
depois tenho tudo do aniversário.
aii que coisa rica.

hoje dorinha faz aniversário e vamos comemorar aqui em casa numa mini festinha surpresa com os amigos e as crianças maravilhosas que eu sou tão apaixonada.

***

é muito louco isso de como as crianças com quem convivemos fazem diferença na vontade que temos de ter as nossas.
quando eu estou com os filhos das minhas amigas: eric, antonia, matteo, dora, alice, dani, flora... eles são tão bem educados, são pessoas que me dão fé na vida, no mundo. são crianças ensinadas a fazerem o mundo melhor.
elas me dão orgulho e vontade.

ai de repente a gente cai na bobagem de passar tempo demais com crianças mimadas demais, postas de escanteio demais, que usam demais o celular, e a gente se percebe com preguiça  de ter uma.

é que educar não é fácil.
mas ao mesmo tempo, eu acho que a chance de uma boa educação criar uma boa pessoa é muito alta. eu olho pros filhos dos meus anigos e percebo um total de 100% de aproveitamento entre os pais que são presentes, carinhosos, preocupados.
não pode ser também assim tão difícil quanto pintam criar um bom ser humano.
i mean...
claro que é difícil pra caalho criar um ser humano qualquer.
mas eu só acho que criar um bom ou um mediano dá o mesmo nível de trabalho.


***

e não me entenda mal (caguei também pro que quer que quem quer que seja entenda), mas por bom ser humano eu to dizendo bom mesmo. crianças conscientes, amadas, que respeitam o próximo, o planeta, os bichos, crianças que crescem com consciência, com presença. crianças que não são ridiculamente mimadas, mas sim ridiculamente amadas, que se tornam adultos seguros, felizes, e não mini fascistas super autocentrados e absolutamente poderosos de um poder que não interessa a nada e a ninguém.

***

olha pra onde essa conversa descambou. filhos.
pra que tê-los?
a única coisa parecida com isso nos meus planos agora é pastrami e a van.
sem filhos até segunda órdem.
vamos voltar a nos cuidar com toda a proteção possível.
porque se tem uma certeza que eu tenho, é que eu não quero ser mãe agora de jeito nenhum.

mas sobre o dia e o sol nascente.
tá cada vez mais claro o céu.
já é dia, se é que me entende.
mas se o sol tá nascendo lá na praia, por trás das nuvens, e eu não estou vendo, é porque não conta né?
o dia bem que podia começar do jeitinho que eu sonhei. bem solar. bem colorido. bem especial.


não vai.
nem adianta sofrer.
tem coisas pelas quais não adianta sofrer.
basicamente, todas as coisas, mas a gente fica menos aliviado de não sofrer quando é algo realmente sério.
isso não é sério. embora seja.
pode parecer uma grande bobagem, mas o sol realmente muda tudo em mim.

embora ontem tenha sido um dia feio, e lindo.
feio pelo sol, digo.
mas lindo porque saiu exatamente como planejado.
descansei, organizei, limpei, deixei tudo exatamente do jeitinho que eu queria.

as escolhas da vida da gente mudam sempre e o tempo todo.
faz parte.
mas acho que eu entendi que a sabedoria para não doer é sentir.
e viver o que se sente.

quero. ok. corro atrás pra conseguir.
tá bom. quero manter. corro atrás pra fortalecer.
não quero mais. bom também. muda.

TUDO MUDA O TEMPO TODO.
a luisa que começou a escrever aqui já não é mais a mesma.
já sou outra, mais feliz, com mais frio, um pouquinho menos incomodada com a falta de óculos (ou mais adaptada), curtindo a música.

curtindo rubel agora.
viajando lá pra aquele último verão inteiro em floripa.
4 anos se passaram.
4 anos de todas as coisas mais leves, da época em que (tirando o fim de 2019) eu me senti mais leve.

que delícia ter tido esse fim de 2019 perfeito.
sou tão grata por ter vivido tudo da forma como devia ser.

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peguei o óculos.
não o certo, com o melhor grau, mas sim o que fica na sala, o antigo. que eu preciso, no caso, trocar a lente.
mas já ajuda.
seria melhor se não tivesse tão sujo.
mas to com preguiça de ir lá dentro limpar o óculos agora.
prefiro escrever com ele assim, meio embaçado mesmo.
é bom que eu fico na dúvida se é da lente suja ou do grau que mudou tanto que o óculos quase não serve mais.

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isso do olho é uma coisa bem enjoada. que me incomoda bastante mesmo.\

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parei pra fazer uma foto e um post nos meus stories do visual.
tá meio pemba.
que saco.
tudo bem.
também já chega de escrever.
é muito pensamento.
e pouco café.

vou fazer meu café!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

high at the office

o bom de ser dona do meu próprio negócio é que:

eu faço tudo no meu tempo
eu faço quanto dinheiro eu estiver disposta a correr atrás
eu posso parar meu dia pra fumar um baseado ou tomar um banho de banheira
eu trabalho com o pastrami no meu colo
eu organizo as coisas do meu jeito, com cores, canetas, letras, jeitos e tipos
eu como comida feita na hora, em casa, e de acordo com a minha vontade
e se eu tô sem vontade eu posso pedir comida

a parte ruim é muito chata.

mas agora, nesse momento da vida, tá valendo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020