terça-feira, 16 de junho de 2026

sobre ser e ter

passei muitos meses pedindo respostas. procurando respostas.

intuitivamente eu sabia que as respostas eventualmente chegariam até mim - da forma e na velocidade que tivessem que chegar.

eu ia sobreviver. eu tenho com quem contar.

e se tem uma coisa que eu aprendi nesse tempo é que eu soube fazer amigos. a quantidade de pessoas com quem eu pude contar. a quantidade de vezes que eu ouvi das minhas amigas, da minha família, das pessoas ao meu redor, que elas confiam em mim, que elas sabem o quanto eu sou capaz, que elas estão comigo nessa... foram incontáveis. eu seria incapaz de listar pois correria muito risco de esquecer - pela quantidade e pela minha memória, que nunca foi das melhores e está cada dia pior.

o meu cérebro funciona tão rápido que é como se eu tivesse todas as coisas do mundo passeando dentro de mim ao mesmo tempo.

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me levantei para tomar meu antidepressivo - antes que eu entre de novo naquele loop irresponsável de tirar o remédio.

já me basta o que eu venho fazendo com o cigarro. estava tudo ótimo - até eu chegar em ny. ansiedade, auto cobrança a mil. e hashishe delicioso e ali, na mão. não dava pra resistir.

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nova york foi um divisor de águas - sempre tem uma viagem que muda tudo. e essa viagem mudou tudo. mudou o meu senso de direção. as respostas começaram a vir.

eu percebi melhor onde eu sigo me duvidando. eu percebi o porque esse excesso me exaure tanto.

chegar em miami, mesmo que por menos de 48 horas, me centrou de novo.

minha casa, meu espaço, meu silêncio. é meu lugar pra voltar pra mim.

to com tesão acumulado - desejos contidos - vontades profundas de realizar.

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ontem eu tive um grande dia. e eu me dei de presente uma rimowa vermelha.
aquilo foi uma delicia. um sentimento de alcançar algo. conseguir algo que eu realmente queria. 

eu andava ha mto tempo com um gosto amargo de "o que deu" - ontem foi sobre "o que eu quis". uma coisa que marcasse esse momento. marcasse meu sucesso. o inicio de um movimento ascendente - de uma fase feliz.

uma mala. pra representar as muitas viagens que eu vou fazer - a trabalho e pra me divertir.

vermelha. que é pra mostrar que for me it is red or nothing - com ou sem a ara, isso é quem eu sou.

eterna. pqe tem valor. não é só o que eu quero ver, o que brilha. tem qualidade. tem garantia.

acho que tem todos os pontos de algo pra marcar o que eu quero dessa fase da vida.

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quando eu penso na vida dos meus sonhos, eu imagino primeiro uma família. eu realmente sinto que uma família me faria absolutamente feliz. 
mas seria preciso uma família nos moldes do que eu entendo de família.
uma relação saudável, profunda. mas também preciso de um homem que divida comigo o peso das coisas. que me facilite, que me ajude a resolver a vida. quero alguém comigo pra ser melhor e me fazer melhor.

se não, fica mais fácil cuidar só de mim.

eu tenho mais tempo, eu gozo mais, e eu decido o que eu quero fazer.

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talvez a grande sina da mulher solteira moderna seja perceber que a sua companhia é a melhor que tem - e que a gente precisa de pouco mais que excelentes amigos (e eu tenho um montão deles).

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e ai começam as perguntas sobre o que fazer com o tesão. o desejo. o corpo.

de alguma maneira eu estou menos sexual. embora com muito tesão.

é quase como se não sobrasse energia.

e faltasse pessoa pra me dar tesão.