terça-feira, 16 de junho de 2026

sobre ser e ter

passei muitos meses pedindo respostas. procurando respostas.

intuitivamente eu sabia que as respostas eventualmente chegariam até mim - da forma e na velocidade que tivessem que chegar.

eu ia sobreviver. eu tenho com quem contar.

e se tem uma coisa que eu aprendi nesse tempo é que eu soube fazer amigos. a quantidade de pessoas com quem eu pude contar. a quantidade de vezes que eu ouvi das minhas amigas, da minha família, das pessoas ao meu redor, que elas confiam em mim, que elas sabem o quanto eu sou capaz, que elas estão comigo nessa... foram incontáveis. eu seria incapaz de listar pois correria muito risco de esquecer - pela quantidade e pela minha memória, que nunca foi das melhores e está cada dia pior.

o meu cérebro funciona tão rápido que é como se eu tivesse todas as coisas do mundo passeando dentro de mim ao mesmo tempo.

...

me levantei para tomar meu antidepressivo - antes que eu entre de novo naquele loop irresponsável de tirar o remédio.

já me basta o que eu venho fazendo com o cigarro. estava tudo ótimo - até eu chegar em ny. ansiedade, auto cobrança a mil. e hashishe delicioso e ali, na mão. não dava pra resistir.

...

nova york foi um divisor de águas - sempre tem uma viagem que muda tudo. e essa viagem mudou tudo. mudou o meu senso de direção. as respostas começaram a vir.

eu percebi melhor onde eu sigo me duvidando. eu percebi o porque esse excesso me exaure tanto.

chegar em miami, mesmo que por menos de 48 horas, me centrou de novo.

minha casa, meu espaço, meu silêncio. é meu lugar pra voltar pra mim.

to com tesão acumulado - desejos contidos - vontades profundas de realizar.

...

ontem eu tive um grande dia. e eu me dei de presente uma rimowa vermelha.
aquilo foi uma delicia. um sentimento de alcançar algo. conseguir algo que eu realmente queria. 

eu andava ha mto tempo com um gosto amargo de "o que deu" - ontem foi sobre "o que eu quis". uma coisa que marcasse esse momento. marcasse meu sucesso. o inicio de um movimento ascendente - de uma fase feliz.

uma mala. pra representar as muitas viagens que eu vou fazer - a trabalho e pra me divertir.

vermelha. que é pra mostrar que for me it is red or nothing - com ou sem a ara, isso é quem eu sou.

eterna. pqe tem valor. não é só o que eu quero ver, o que brilha. tem qualidade. tem garantia.

acho que tem todos os pontos de algo pra marcar o que eu quero dessa fase da vida.

...

quando eu penso na vida dos meus sonhos, eu imagino primeiro uma família. eu realmente sinto que uma família me faria absolutamente feliz. 
mas seria preciso uma família nos moldes do que eu entendo de família.
uma relação saudável, profunda. mas também preciso de um homem que divida comigo o peso das coisas. que me facilite, que me ajude a resolver a vida. quero alguém comigo pra ser melhor e me fazer melhor.

se não, fica mais fácil cuidar só de mim.

eu tenho mais tempo, eu gozo mais, e eu decido o que eu quero fazer.

...

talvez a grande sina da mulher solteira moderna seja perceber que a sua companhia é a melhor que tem - e que a gente precisa de pouco mais que excelentes amigos (e eu tenho um montão deles).

...

e ai começam as perguntas sobre o que fazer com o tesão. o desejo. o corpo.

de alguma maneira eu estou menos sexual. embora com muito tesão.

é quase como se não sobrasse energia.

e faltasse pessoa pra me dar tesão.

terça-feira, 7 de abril de 2026

o mercado em 2026

nos anos 90 eu ouvia na TV eles falarem do mercado, do dolar, da seca, da fome. nada daquilo nunca foi problema meu.

nos anos 2000 eu ouvia minhas amigas reclamarem dos garotos, das eternas brigas, dos eternos dramas. nada daquilo era problema meu (mentira. isso aqui é só pro texto ter coerência. eu sofri um pouquinho).

em 2010 eu ouvi meus amigos reclamarem do mercado de trabalho, da dificuldade de conseguir, dos chefes insuportáveis. nada daquilo era problema meu. 

em 2020 eu vejo todo mundo reclamar de tudo. meu deus. e agora TUDO É PROBLEMA MEU. o mercado, o dolar, os garotos, o trabalho... hahaha

que inferno ser adulto.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

2026

meu momento eureka.

primeiro eu descobri que o segredo estava em olhar pro passado. 

hector
fiz uma viagem no tempo/espaço. me enfiei na melhor carona do mundo rumo a itaperuna. eu, hequinho e as historias do passado, as fofocas dos ultimos tempos. as saudades, as gargalhadas, a estrada sem fim. as mil besteiras de comer e as mil bobeiras de falar.

paula | helder | larissa | pedro | georgia | diego 
chegando la eu me aboletei na casa da paulinha - com pastrami e tudo. babado, confusão e muita gritaria em forma de latidos; saímos pra jantar com a minha turma. a turma que eu amo e que faz sentido na minha vida. e ai foi hora de reviver mais e mais e mais. mais historias, encontros, romances, o theodosio, a cidade que parece que parou no tempo (com rápidos cortes secos para edificações absolutamente modernas e cafonas) e que foi absolutamente abandonada pelo poder publico.

dez anos de américa depois, minha regua estetica para as cidades de fato subiu muito no quesito organização. e o brasil realmente deixa muito a desejar. mas o rio vc finge que não ta vendo, pqe deu dois passos, botou a cara na avenida atlântica, e de repente tudo é perfeito outra vez. mas ITAPERUNA, meu irmão, é de fuder.

foi excelente sentir isso de novo. bode, um pouco de nojinho, um monte de preguiça. lembrar do pqe eu não me encaixava ali e pqe eu quis ir pro mais longe que eu pude daquilo tudo.

do outro lado, foi absolutamente delicioso sentir aquele amor dos meus amigos entrando por todos os meus poros. andar pela casa que foi dos meus pais e hoje é da minha melhor amiga, comer a pipoca com cheiro de adolescencia, de uma hora para outra ter certeza de o que tem de verdade valor na vida.

a viagem continuou com um presente: um respiro que eu não sabia o quanto precisava.

fomos passar uns dias em pedra menina, conhecer a casa vizeu, e desligar. desconectar. sentir cheiro de mato, gosto de café, som de música que eu nem lembrava mais que conhecia. comi, bebi, comi, bebi. e dormi. coloquei o corpo no lugar. e a cabeça começou a ligar os pontos...

joão
voltei para itaperuna porque eu precisava de um tempo com joão. as risadas que ele tira de mim são únicas. e é claro que ele precisa contar pra todo mundo que o meu primeiro beijo foi com ele. e é claro que eu sempre preciso fechar a historia me auto sacaneando e dizendo que foi assim que ele virou viado.

laura
segui viagem até campos - na outra melhor carona do mundo. aos sons de borboletinha, mais conversas do presente que do passado. mesmo com o passado sempre tão vivo pelo amor, o presente é só estar. tem gente que a gente nem precisa dizer muito - e fui ver minha prima.

natalia
família. calma. aconchego. visitei outros momentos do passado. outros sonhos, outras historias. aprendi mais sobre o agora. fui me acostumando com o descolamento do tempo. fui trazendo tudo para um corpo só. a luisa criança de 5 anos, a luisa agora de 37. o rei leão, as delicias da padaria, o desejo incontrolavel de devorar a mesa inteira.

jail
era pra voltar pro rio; era pra voltar e ir pro sana. mas ai meu ser favorito no mundo disse "se arruma que eu to passando pra te pegar" - e foi assim que eu, jail, pastrami e cassiano na barriga fomos parar em chapéu de sol. parecia bom, ficou ótimo, quase perfeito. e ai chegou CHAPÉU DE SOL.

tem lugar que não da pra gente explicar o que sente. tem lugar que simplesmente é. é lá onde eu fui feliz demais do lado da minha familia - e é lá, naquelas águas, que meu pai descansa leve. as casuarinas, as comidas de tia bali, as brincadeiras com a culi, a briga por politica com gugu.

fim da visita ao passado.
volta ao rio; viagem de ônibus. pastrami se comportou. apaguei.

eu já sei como foi que eu cheguei até aqui. mas eu não conseguia fazer a menor ideia do que eu queria à partir daqui. no começo de dezembro eu vim pro rio com tudo que eu realmente precisava; e o resto ficou guardado num storage. bem a moda "volto quando puder". e ai fui ficando dos 60 da mamãe pro natal, pro ano novo, e com a certeza absoluta que eu não podia voltar "no combinado". estiquei a corda o quanto deu (e aqui estou eu escrevendo depois de um carnaval daqueles inesquecíveis).

eu fiquei me perguntando que que eu fui fazer em miami - e lembrei que eu tava só querendo construir uma carreira pra mim. eu tomei a maior lapada que alguém que eu amei já me deu na vida. que foi terrível, dolorido e absolutamente fundamental para eu aprender muitas coisas.

e eu fui entendendo que eu meio que já construí essa carreira; e que agora a banda talvez possa tocar um pouco mais no meu ritmo. mais no ritmo do brasil.

o segundo passo foi olhar com muito muito cuidado pro futuro.

rafael
foi quando eu fui a floripa. um grandessíssimo estouro de tudo isso de uma vez só. sem cigarro como eu tava acostumada, vou dar minha cara pra bater outra vez. e dessa vez, pra mudar o rumo da prosa, o surto foi todo meu. e rafael foi impecável em me fazer olhar pra mim - com um olhar de amor e um pouquinho de desdém. desses que ele sabe fazer bem; mas que junto a decepção tão latente do momento, foi um ensinamento daqueles. perfeito. e delicioso. graças a deus.

flavia | anna | marilia
depois vieram as meninas. ahhh, minhas meninas. elas me lembram tanto de mim e do pqe eu sou amada, pqe eu mereço ser amada. mas também me lembraram que eu não sou mais aquela pessoa. e que talvez a pessoa que eu sou hoje não mereça tanto ser amada quanto aquela merecia. e talvez eu devia ser um pouco mais daquela. mais leve, que reclama menos, e que vive mais o presente. que está, que se entrega, que ama, que dança, que aproveita o dia, que toma a rua, a cidade, a playlist toca no ritmo dela.

raissa
e ai para seguir a lista dos reencontros impossiveis de não viver eu fui encontrar a rah - ver aquela luisa da bazis. braba, focada, amorosa, dedicada. e eu vi muito dela na luisa da brazilian lumber. os mesmos defeitos. as qualidades melhoraram. mas os defeitos meio que continuam os mesmos.

é como se eles adormecessem de tempos em tempos - e ai eu esqueço, volto a fazer tudo outra vez exatamente qdo me sinto mais segura e confortável; e enfio os pés pelas mãos. eu me pego pensando que talvez a minha versão mais intima e mais segura é uma prega. que eu preciso me transformar em alguém melhor.

ao passo que no meio disso eu achei de bom tom entender o mercado e falar com uns 35 head hunters e afins, aqui, cá, acolá.

todas essas reflexões enquanto eu me dou conta que eu não to feliz nos estados unidos. que eu não perdi nada lá e que tudo que eu preciso tá aqui do meu lado. e o trabalho foi escorrendo pelos meus dedos... eu fui me desconectando de tal forma que eu cheguei no ápice do meu burn out...

até o momento que eu gritei EUREKA.

a resposta estava ali dentro de mim. naquela parte de mim que eu chamo de ara. é minha paris.

we will always have paris.

a ara é a minha versão PJ. pro bem e pro mal. então que eu colha louros. me lembrei de tudo que eu fiz, de com quem eu trabalhei, de quem gosta de mim. lembrei que além desse monte de gente que me conhece muito e que me ama (e também quem me conhece muito e me odeia agora) eu lembrei que eu sou esse ser cheio de defeitos e de talentos.

lembrei que eu sou boa em um monte de coisa. mas quanto mais eu falava com as pessoas, mais esse monte de coisa se empilhava em barris em cima das minhas costas e da minha consciência. pra onde eu vou? o que que eu quero?

julian
além de julian, no caso - que ai é uma obsessão para elocubrar com calma num ambiente ainda mais privado.

pensei em 3 possibilidades de caminhos: i. a ara ii. a luisa executiva iii. a luisa figura publica

eu precisava encontrar qual eu deveria focar; mas eu ia começar pela ara porque todo o gás tava ali dentro de mim precisando sair para algum lugar. foi ai que eu criei um produto de A a Z em 24 horas e comecei a fazer ele rodar.

até agora deu mais certo que errado. mas ainda não vendi. então agora é hora de começar a segurar a onda com os investimentos em aprendizados e ser mais estratégica.

tem também a opção de me organizar para buscar uma vaga executiva. mais qual? haja conversa, haja terapia, haja ansiedade. eu tenho tantos caminhos, eu abri tantas portas (fechei no soco umas outras...), eu percebi que o que mais me consome é a minha falta de esforços focados. é como se eu quisesse sempre fazer tudo ao mesmo tempo o tempo todo.

e como se 2 caminhos não fossem o bastante, ainda tem sempre aquele terceiro que fica buzinando na minha orelha: expor minha vida na internet em troca de atenção barata. é a que eu tenho mais preguiça. perco sempre o foco.

nesse interim eu fui hablando e hablando, pensando e pensando, ruminando e ruminando. e pensando meio que eu ia andar cada uma dessas coisas pra um lado e ver onde é que isso ia dar. 

e foi quando chegou o carnaval.

enfim, o PRESENTE.

meu amado carnaval. que saudade. que delicia. que exaustão. que sour. que gostoso. que tesão. que alegria. que arrepio. que sentido que tudo isso faz.

carol | mafe | julia | anne | gama | tim | victor
tudo uma grande confusão, bem como sempre deve ser.

fernando | luiz | renato | juan
beijar na boca no carnaval é obrigatório. mas como diz o outro, a pista tá salgada. precisei me ater basicamente aos famosos contatinhos, que graças ao bom deus seguem batendo um bolão.

o epítome do sentir. meu corpo em estado de êxtase.
eu lembrei de quem eu sou. eu lembrei do que me preenche. eu lembrei de quem eu preciso de fato perto de mim. eu sei onde é que eu to gastando meu tempo. eu sei onde que eu preciso me dedicar mais. eu sei onde eu preciso curar e focar agora.

e mamãe me chama pro jazz proibidão. 

sentada ali bem na quinta direita do segundo andar do circo voador, com as pernas penduradas, o coração batendo acelerado, os sentimentos todos misturados e confusos e completos finalmente fazendo sentido.

MÚSICA. música, luisa.

a resposta é tão óbvia que é impressionante eu cair na mesma cilada duas vezes.
eu já tinha concluído isso ha um pouco mais de um ano. eu lembrei que eu sempre sempre sempre voltava pra musica. que é a musica que me faz ser e sentir sempre. que me preenche. me leva pra mim. pra dentro.

minha cabeça rodando rodava mais que os casais...

eu só tinha certeza que era esse o caminho. eu precisava escrever sobre a música que eu tava sentindo. filmar, viver. 

eu tinha certeza com o que fazer nos planos A, B e C: música.

tudo andando junto para um mesmo lugar. vou criar um produto para a música.
vou fazer um super conteúdo legal.
vou construir toda uma historia com tudo que eu aprendi.

ao mesmo tempo, vou dançando o dança dos empregos.
executiva no brasil.
me da a paz que eu preciso - e meio que justifica todos os 10 anos de america.

enquanto tudo isso acontece, eu uso a vida pra imitar a arte (da social media) e a arte pra imitar a vida. e vou me colocando em ambientes mais musicais.
a musica vai me salvando e eu vou me achando, nota por nota.

acho que o presente me diz isso, de uma vez por todas, pulsando muito forte.

É A MÚSICA. E EU TO PRONTA PRA SER UMA BLOCO INTEIRO DO MELHOR DE MIM.





sexta-feira, 9 de maio de 2025

se eu fizesse a bridget jones...

e contasse os cigarros, hoje eu diria que passei dos 10 (baseados).

PRECISO PARAR DE FUMAR REGULARMENTE.

se eu contasse as calorias eu diria que arrasei. comi bem, todas as refeições e em quantidades decentes. e malhei pelo terceiro dia consecutivo. e arrasei no meu trabalho. fechei o FUTBOL SITES, o parceiro que eu queria pra esse evento.

vai dar certo.

HABEMUS GOL'N'GROOVE!

e habemus papam também.
a fumaça branca subiu hoje. aqui em casa, mais de 10 vezes, graças a deus.

cada uma pra comemorar uma conquista do dia: o GNG, a academia, a comida, as msgs que eu adorei receber.
me sinto muito mais pronta pra encarar a semana que vem, o voo, a casa, a bagunça, o casamento, a separação, os móveis, as caixas, os amigos, o caos. 

***

tudo bem. eu to bronzeada, e eu sempre vou ter o rio de janeiro.
e pelo visto tem outras coisas que eu sempre vou ter...

e outras não.

agora eu só quero aproveitar o tempo, pqe a verdade é que nada vai ser resolver na velocidade que eu realmente gostaria/preciso. pqe o tempo não é meu. e eu não controlo isso. e nem nada. e talvez esse seja o grande aprendizado agora. é hora de deixar a pressão abaixar. 

quarta-feira, 7 de maio de 2025

só louco amou como eu amei

só louco quis o bem que eu quis.

oh... insensato coração... 
pqe me fizeste sofrer?
pqe de amor para entender é preciso amar.

***

essa semana a nana morreu, e eu vim escrever aqui no insônia, e li que outra hora eu tava ouvindo os discos dela. conclusão? voltei a ouvir e me apaixonar.

como é bom morrer de amor e continuar vivendo.

***

como está sendo ainda melhor não estar morrendo de amor, nem de tristeza, nem de excessos de sentimentos. é melhor me manter leve, equilibrada e ocupada.

ontem eu voltei a malhar - e lembrei o quanto isso vai me fazer bem.
ontem eu voltei pra um set - e lembrei o quanto o rio é maravilhoso, o quanto eu não tenho mais saco pra set.
ontem eu me ocupei até o fim do dia - e lembrei o quanto é bom uma noite de sono bem dormida depois de um dia cheio.

todos os dias eu aprendo tanto, mas tudo que eu aprendo de alguma forma está aqui. por isso eu digo que lembro, mas quando lembro reaprendo.

***

essa coisa de aprender é algo interessante.

dudu sempre dizia que a sensação que me trazia mais desconforto era me sentir burra. e ele estava certo. mas eu consegui mudar.

não sei se exatamente mudar... resignificar! eu continuo não gostando de me sentir burra. ainda é a sensação mais odiosa possível - afinal de contas, aqui em casa, essa opção é impensável. e a inteligência lógica, social e cultural são necessidades básicas. por outro lado, a inteligência financeira ficou de lado na minha educação - e ai agora me resta aprender. pqe só me sentir burra não vai resolver absolutamente nada. 

com isso eu aprendi que eu gosto muito mais de aprender do que eu achava; e talvez seja exatamente por isso que eu me sinto hoje tão capaz de tudo. eu não tenho medo de aprender nada - mas nem tudo me interessa, e esse lugar do equilíbrio é o que eu quero.

***

'e lá se vai mais um dia...'

***

já é a terceira caneca de café; e o terceiro baseado. o café já tá quase frio. eu já to muito acelerada.

'batidas na porta da frente. é o tempo...'

meu deus, como nana caymmi vai fazer falta. ta aí. bolsomínion ferrenha; ainda bem que passou a minha relação com a raiva política. imagina eu não conseguir aproveitar essa maravilha.






terça-feira, 6 de maio de 2025

a delícia da incerteza

quando toda essa convulsão revirou minha vida de cabeça pra baixo, primeiro eu precisei parar para pegar ar - não foi fácil e eu precisei fazer muita fumaça; não foi fácil e eu descontei na comida, ou na absoluta falta de vontade dela; não foi fácil e eu me entreguei a todos os meus vícios, desejos e descontroles.

passaram-se alguns dias, as ideias já estão mais claras na minha cabeça, e o plano de ação já está traçado. 

"i know im not perfect, but i can smile and i hope that you see this heart behind my tired eyes".

***

a brincadeira agora é abraçar o presente, planejando o futuro com entusiasmo e abrindo as portas para o desconhecido, o novo, o velho e o que tá ao meu redor. a ideia é deixar a vida ir tomando o seu rumo e ir entendendo de volta quem eu sou, como eu funciono na minha individualidade, quais são os meus desejos que eu quero fortalecer e quais são os que me fazem mais mal que bem e que precisam ser evitados. deixar a vida me levar no sentido mais presente dessa palavra. voltar pra mim. voltar para quando eu tinha poucas expectativas da felicidade e conseguia ser feliz em absolutamente qualquer tipo de situação - sem tanta auto cobrança, sem tanta necessidade de me afirmar. mas com o objetivo de me amar, me ouvir e me entender.

quando eu penso na minha relação com o meu corpo e com a rotina, o quanto isso nunca fez parte dos meus desejos... e hoje eu me vejo querendo a minha saúde e meu corpo bonito como objetivo importante na minha lista de prioridades. eu olho pra mim e quero me cuidar, quero me amar mais, quero me ouvir e me conhecer mais.

o que eu gosto? eu definitivamente não gosto de ficar rolando o celular infinitas horas sem objetivo aparente, e quando eu me pego nesse lugar eu tenho na mesma hora o desejo de sair dela. mas ai eu me percebo sem saber 'o que eu gosto?', 'o que eu quero?', 'como eu ocupo o meu tempo sozinha sem ser trabalhando?'. 

esse é o desafio de agora, aprender a sentir mais prazer em gastar tempo comigo. agora eu tenho 20 minutos. eu vou aproveitar que me sinto ótima, e vou cuidar de mim. vou vestir minha roupa pra malhar daqui a pouco, me arrumar, me cuidar.




quarta-feira, 5 de março de 2025

o que eu amo?

eu amo muitas pessoas. e amo essencialmente todas as pessoas. e todas as coisas. e todos os lugares.

a menos que não.

eu não sei o que eu amo fazer quando não há o que fazer.
aquelas infindas horas de desinteresse. infinitas horas de rolar feed; de me achar sem espirito e sem tesão.

como completar? onde anda minha propria completude?


*

eu gosto de musica brasileira. muito.

e eu talvez devesse viver, estudar e consumir ainda mais. não como algo "on the side" como eu venho fazendo ja há tanto tempo; mas como aquela coisa primordial e absoluta de onde tudo parte.

como agora, que eu pensei em nana caymmi [onde vc estiver, não se esqueça de mim]

e ai resolvi escutar um pouco mais do que ela tem pra me cantar.
busquei na memória um album dela que eu ouvi muito quando era nova. pela capa não consegui lembrar.
resolvi experimentar qualquer um que eu achei a capa familiar.

RETRATOS, 2004.

2004. o que será que eu estava ouvindo naquele ano?

*

em 2005 (há 20 fucking anos) o zeca baleiro lançava 'baladas do asfalto e outros blues'. 
e esse disco é o que eu mais ouvi dele; o que eu mais gosto também.

mas isso é chover no molhado;

[ouvimos pqe gostamos ou gostamos pqe ouvimos?]

*

importa o questionamento.

*

genuimanete, me importo tão somente com como eu vou comigo mesma me acompanhar e me abraçar por toda a minha vida - com meus erros; acertos; tombos. só eu vou me ver quando eu me paralisar, ou quanto eu estiver em ponto de ebulição.

[me de um beijo meu amor; só eu vejo o mundo com meus olhos...]

2025 roller coaster do caralho

5 de março e eu já vivi uns 14 anos em 2 meses.

e olha que não teve brasil; não teve carnaval. não teve a ÚNICA fucking thing que tava mantendo a minha sanidade em algum nível aceitável na sociedade.

ai qq deu? atrasou a caralha do green card mais do que eu achei que fosse atrasar :)
conclusão?
sem lulu no rio; sem lulu no carnaval; sem lulu em lulu. tá faltando alma.

eu passei o ano usando a frase "tudo bem, pqe no carnaval eu vou estar no rio". pobi de mim.
não tive. não tava. não deu.

deu foi efeito rebote.

bateu um pre carnaval da depre, uma choradeira solta - que só foi contido com uma noite de fantasia, axé, funk e música de carnaval. mas naquela energia leve familiar e zero caótica. foi o que deu era o que tinha. - ai passou essa noite, bateu 3x mais a bad e misturou com raiva [de mim e da minha inação].

**

família / amor / casamento / trabalho / filhos / dinheiro / sucesso / paz / projetos de longo prazo / calma / alegria estampada / pessoas que são minhas de verdade / felicidade em excesso / sorrisos em sofreguidão / tesão / flerte / paquera / alma / beijo / cheiro / gosto / sabor / cama / colo / abraço / café / casa

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

o último post de 2024 ficou para 2025

passou a crise. antes de mais nada. pq eu tava o puro suco do drama no último post mesmo de 2024.

:)


2024 me fechou como um presente absurdo. foi TANTO aprendizado, tanta gratidão, tanta coisa boa, tanta felicidade, que eu resignifiquei tudo. coloquei tudo em uma outra perspectiva, e vi o quanto eu sou sortuda, feliz, e quanto eu preciso aprender e ver e entender o outro como ele é, e não como eu gostaria que ele fosse.

serve para tudo.

sábado, 9 de novembro de 2024

M.

só porque você pediu pra eu escrever, vou escrever hoje como se eu tive contando pra você.

(só que pra mim mesma, no caso)

***

hoje resolvi me separar. estou há dois anos com felipe, mas hoje eu resolvi que chegou a hora de dar um passo que eu preciso - ficar só.

eu passei pelo meu divórcio sem nem ter tempo para entender e sentir; me envolvi muito rápido - e precisei disso, e usei como fuga. depois eu fiz de tudo pra dar certo. eu lutei pelo casamento cada dia desses dois anos incansavelmente.

eu lutei incansavelmente pra fazer ele feliz. mas nisso eu acabei esquecendo que eu não tava feliz.

eu fui escondendo todas as dores, deixando tudo cicatrizar sem futucar muito. fui usando esse tempo para aprender muitas coisas impressionantes sobre mim e sobre o mundo.

hoje mesmo eu tava no telefone com a lu e contei pra ela que só esse ano eu aprendi que eu não preciso estar em todo lugar e que todo mundo não é meu amigo. parece óbvio, mas não é.

tem coisas que pra mim são óbvias, pra você não... enfim. eu já entendi que não existe senso comum. não tem ninguém que viveu as experiências que você viveu, ou que sentiu aquilo tudo que você sentiu.

tudo bem que talvez eu tenha exagerado nas diferenças nesse casamento. tantas coisas que a gente tem de diferente... não sei se tinha mesmo como achar o meio do caminho. mas tudo bem. foi ótimo. lindo. avassalador. real. foi amor. mas um amor que não sustentou o tempo, a rotina. o dia, a noite. as brigas, as cobranças, as queixas, as portas abertas...

tem amor que não foi feito pra ser pra sempre. 


e mesmo amor que foi feito pra ser pra sempre às vezes acaba.

veja eu e dudu. eu achei que aquele era o maior amor que poderia haver em toda a eternidade - e que nada ia quebrar ele. e quebrou. o tempo, os sonhos. eu errei muito. mas eu só aprendi tudo que eu aprendi depois que eu me separei,

eu não teria aprendido se eu tivesse ficado. eu só teria doido e doido e desgastado mais e mais.

eu sinto culpa. sinto raiva de mim. mas também sinto que foi o certo - e que eu fiz o que eu podia pra fazer o que eu achava que era melhor pra mim. mas também porque eu achava que era melhor para ele.

e eu acho mesmo. acho que ele agora deve estar bem. as notícias que eu sei são boas, e eu torço todos os dias pela felicidade dele. eu sei que se alguém nessa vida merece ser feliz é dudu.

e felipe. e eu. e você. e todo mundo.


o ponto é exatamente esse.

a gente veio pra ca pra essa vida pra ser feliz. não tem outro compromisso. não tem outro objetivo. é a felicidade - que se traduz em tudo; no amor, na família, na saúde, no sucesso, na casa, na paz, nos amigos, no tempo de qualidade, no dinheiro... é a felicidade da liberdade e da tranquilidade.

todo mundo merece isso.

e é exatamente pra não errar os mesmos erros, e por amar e desejar seguir sempre honrando as pessoas que eu amo, que eu decido hoje que eu estou me retirando desse casamento. sem pressa, sem briga, sem grito, sem drama.

mas saindo no tempo que eu acho que é o certo. eu dei o que eu tinha, eu recebi o que ele tinha. mas como está não é mais bom para ninguém. e ninguém deve ser obrigado a estar com alguém sem estar feliz.



quarta-feira, 14 de agosto de 2024

its me, mario. i mean, LUISA!

 again :)

***

sempre que a insônia e o insônia me tomam é porque as coisas estão muito confusas ou muito claras.

agora tudo é claro.
eu vejo o céu completamente azul ao meu lado, que encontra nos prédios brancos, e nas folhas verdes, e no mar azul, e nos prédios envidraçados que acabam de perto ficando mais verde que branco, e nos brinquedos dos cachorros espalhados na varanda, nossa mesa de madeira, o tapete verde, eu em vermelho, o pastrami escondido quase nos meus pés na almofada de yoga.

tem uma criança brincando em algum lugar, e alguém tá ouvindo uma música animada. meu whatsapp tá apitando e eu escuto uma e outra buzina lá da rua. ah. e os pássaros. eu escuto os pássaros.

é auge do verão, e as manhãs estão difíceis de suportar na varanda. quando o sol nasce é incrível, mas logo se torna insuportável. depois da almoço, por mais que eu fique naquele anda anda, é sempre aqui que está a paz. sentada na varanda, sentindo o dia chegar ao final, leve e lindo.

é ver passar o avião; ou às vezes nem ver; só ouvir. aquela massa de ar que vem vindo e corta o céu, e de repente quando você procura ele nem está mais lá.

minha casa ta em ordem. minha vida ta em ordem. minhas contas estão em ordem. minha cabeça ta em ordem.

***

é impressionante o como eu realmente aprendi uma lição gigante dessa vez:

fazer um pouquinho de cada vez - de maneira consistente - é muito melhor que fazer rápido. e isso se aplica pra absolutamente tudo nessa vida.

***

finalmente chegando ao fim do primeira parte do processo. 
laura essa semana vai dar entrada nos papéis.
chega de enrolar com isso, porque a vida anda pra frente - e não da pra ficar parado esperando pelo passado (que só pode estar no futuro).

um passo tão importante, tão delicado e aparentemente tão fácil. só eu sei o quanto me custou coragem - mais que qualquer outra coisa. e quanto ta me custando em amor. e eu realmente preciso conseguir olhar pra tudo isso com todo o amor que merece.

***

eu aprendi tanto com os meus erros. se essa luisa vivesse aquela vida outra vez, tantas coisas seriam outras. tantas coisas seriam diferentes. tantas coisas seriam desfeitas, desditas.

mas é essa luisa que está aqui agora. cometendo menos os erros de antes. cometendo mais os erros de agora.

como é interessante pensar no quanto a gente muda. no quanto a gente evolui. no quanto a gente precisa querer mudar pra conseguir. e no quanto a gente tem que estar disposto a olhar pros nossos próprios erros pra evoluir.

***

sigo.

terça-feira, 21 de maio de 2024

hello, stranger

long time no see, huh?!

é que eu andei escrevendo em papel pra não escrever em pedra.
acho que as novas grandes certezas eram tudo máscara.

e agora é uma grande confusão mental. não sei mais de nada.
não consigo ter mais nenhuma certeza. nenhumazinha. sobre absolutamente nada.

nunca me senti tão incerta.
tão distante, tão desconectada, mas ao mesmo tempo tão responsável. e no lugar certo - por mais que absoltamente fora do conforto.
nunca tive tanta dúvida; tanta dívida; tanta saudade; tanta culpa; tanta pergunta; tanta fritação mental.

mas algo é bom.

agora é hora de conhecer de novo a luisa. quem eu fui, quem eu sou, quem eu quero ser.
eu não moro mais em mim.

***

encontrei essa playlist 'todos de pé para a execução do hino da república da coitadolândia' e já faz dias que eu escuto e choro e penso nas promessas e nas previsões. é como se fosse a única coisa pela qual viver. tudo pelo futuro que eu prometi.

***

e no meio disso.

quem é a luisa?

a pergunta de um milhão de dólares.

o que a luisa gosta?

escrever. a luisa gosta de escrever. e de música (especialmente a brasileira boa), e arte, e amigos, e pessoas, e conhecer coisas, e aprender, e estar perto de quem me faz bem. a luisa gosta de estar perto de quem ela ama. ou até de quem ela só se diverte. ela gosta de ter good times, em um dia simples, em horas despretensiosas. ela gosta de sentir o vento na cara quando pedala, e gosta de escrever enquanto ouve música, e gosta de ler harry potter enquanto ouve dido com o ar condicionado bem geladinho. a luisa gosta de luz baixa, luz de vela, casa cheirosa, casa com cheiro de comida gostosa, mesa cheia, mesa farta, amigos na mesa, amigos em casa, tempo de qualidade, doer a barriga de tanto rir, doer a cabeça de tanto rir, chorar quando é preciso, sair da rotina, comer algo delicioso, descobrir algo delicioso.

e sol, praia, corpo bronzeado, mergulho. roupa nova, maquigem e perfume. desfile. música, luz, câmera. ação.

eu também gosto de corpo, calor, toque, beijo, cama, sexo, cheiro, beijo na testa, pernas entrelaçadas, dedos entrelaçados, cachorros entrelaçados, cabelos entrelaçados, sonhos entrelaçados.

que que há? que que tá se passando com essa cabeça?

***

e porque eu não tenho sido? onde eu fui parar nesse tempo? eu não me identifico mais? eu não sei mais quem eu sou e nem o que eu quero?

***

meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro; na cinza das horas.

domingo, 8 de janeiro de 2023

2023 wtf

 sentada na varanda do nosso apartamento

são 7 da manhã e eu tinha só uma pontinha pra fumar. agora já até foi. o sol nasce lindo atrás da cidade e o mar ainda está azul escuro e dourado.

a ksana tem aprendido a curtir muito esse tempo de varanda comigo. ela nunca ficou muito aqui fora. e eu to sempre aqui fora. eu to sempre tirando um tempo pra ver o sol nascer e pra ver a lua nascer e pra contemplar. todo dia me deixa embasbacada a natureza, a beleza. não importa que seja a mesma vista, é sempre outra vida.

e é mesmo, sempre outra vida. 2023 é tão outra vida. de repente tudo mudou de um jeito tão louco e absoluto. e faz parte. é parte de quem eu sou esse monte de mudança. mas agora eu quero me acalmar. quero rotina e todo o amor do mundo. quero passar a vida toda feliz e tranquila, acordando do lado de felipe, vivendo em paz, dormindo com ele outra vez. 

nunca imaginei que isso ia acontecer assim, desse jeito, nessa velocidade, mas não tem como ser diferente comigo. é tudo pra ontem e sempre é bom. 

e não importa quantas vezes eu vou cair. eu vou sempre levantar. e subir mais alto.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

a ansiedade natural versus o controle

hoje pela manhã fiz terapia. tava contando para eduarda o como estou ansiosa com essa chegada da hora de ir embora do brasil. contei para ela meus medos e minhas ansiedades; fiz conta de tudo que eu sei que vai mudar - e projetei tantas coisas que eu quero mudar (minha saúde, minha alimentação, minha relação com a casa, meu casamento, meu ciclo de amigos, etc).

essa projeção me deixa feliz; mas ao mesmo tempo apreensiva, assustada e até um pouco medrosa. "mas isso é natural", eu disse, ela disse. "se sentir ansiosa agora faz parte, afinal, tudo vai mesmo mudar".

"o que não é natural é você estar ansiosa e se culpando, por estar ansiosa nesse momento. pqe ai já não é ansiedade, é controle" - eu e essa minha necessidade de controlar tudo precisamos aprender que não adianta nada ficar tentando o tempo todo segurar todos os pratos a perfeição.

***

4:20 da manha. e eu não vou fumar um pra celebrar. aliás, eu até quero celebrar. mas quero me celebrar pqe eu não vou fumar um para tentar dormir.

eu vou celebrar justamente o fato de que eu vou encontrar outras formas de me encontrar comigo; e me desconectar um pouco do beck - que nos últimos meses tem sido um grande aliado na ansiedade, nessa coisa toda de brasil, mas nas últimas semanas passou do ponto do que eu acho legal e ta me fazendo mal.

justamente pqe agora chegou nesse momento conclusivo, a reta final. a "temporada nova" vai começar. muita coisa vai mudar; até o que parece que vai ser o mesmo vai mudar. e eu tenho muita coisa pra decidir, pra conversar, pra alinhar e pra acertar. e tenho muita coisa guardada em mim; muita alegria, mas também muita insegurança, muito sonho, e um medo natural disso tudo que vem pela frente.

e eu vim usando o beck como uma forma de não ver nada disso vir, de não gastar mta energia em tudo isso que tava acontecendo. eu fui usando o beck como um "deixa a vida me levar" - acontece que a solidão, o excesso de trabalho, o tempo em frente a tela e a facilidade me fizeram aumentar o consumo de forma considerável; e de mais a mais o beck não é tao bom quanto o que eu to acostumada a fumar, e isso me faz acabar fumando mais pra tentar ter o mesmo resultado; a mesma onda.

***

tenho me sentido muito desencontrada do meu corpo nas últimas semanas. sinto como se a maconha fosse só uma das muitas coisas que se desregularam e que eu to tentando achar um equilíbrio; junto com meu sono - antes de mais nada, que está uma merda - essa tosse que nunca vai embora, as psoríases que andam aparecendo aqui e acolá, as unhas roídas até o talo, a cabeça cheia de machucados e o cabelo fazendo um ninho de mafagafinho.

ah. e ainda tem a TPM. que acabou de virar menstruação, dor na perna, dor no corpo. e também tem a alergia - que na madrugada é tosse alta, xarope, espirro.

***

a conclusão? eu to uma bagunça. mas to escrevendo, pqe escrever esclarece e esclarecer é o primeiro passo. depois é decidir, traçar metas, ter um plano, confiar em mim.

preciso aprender a comer, a me cuidar e a segurar a minha onda de verdade na maconha.

queria ficar até sp sem fumar...





quarta-feira, 18 de maio de 2022

escrever esclarece

e acalma. i guess.

eu preciso escrever um pouco; pra ver se organiza. se desbagunça. se clareia a mente.

não tá fácil.
tem dias que são leves; mas tem dias que puta que pariu.
e tem semanas que puta que pariu.

essa semana eu mal dormi.
as olheiras batem no queixo,
eu não tenho a menor condição de cumprir com todas as minhas obrigações de trabalho.
metade dos pagamentos do mês estão atrasados.
a outra metade é pra vir no final do mês.

isso está me gerando um nível de estresse emocional que eu não to sabendo lidar.
por si só.
ai junta ao fato de que eu fiquei sem celular, que tá um frio do cacete, que eu to indo pra são paulo no meio da madrugada, que eu preciso fazer mala, que eu vou ter que com essa mesma mala ir pra salvador, que eu vou ficar sem celular até salvador. e sem maconha. e sem rivotril.

o rivotril é minha culpa,
eu já devia ter pedido pra bruno isso há meses.
mas eu fico enrolando. deixo pra quando for a ipanema.
mas parece que eu moro em outro país.
eu nem sei o que é ipanema.

eu fico aqui no leme, trancada em casa, sentada nessa poltrona, da hora que eu começo até a hora que eu paro - com tudo acumulado, atrasado, tenso.

mas agora eu vou fazer a mala.
organizadamente.
calmamente.

com tudo que precisa.
com paciência e calma.

vou por uma música, vou curtir o processo.

e é sobre isso.

***

escrever sempre acalma.

***

o problema é que eu tenho tanto pra acalmar que preciso escrever um livro.

sábado, 6 de novembro de 2021

this fucking emptiness

 a fumaça do baseado preso entre os meus dedos estava só dançando de forma livre até eu começar a digitar. o vai e vem dos dedos no teclado fazem o vai e vem da fumaça virar um tremendo descompasso.

mas talvez fumar agora nem seja a melhor das opções. ontem eu não comi. hoje eu ainda não comi. mas eu não tenho a menor vontade de comer. a menor vontade de me nutrir. hoje a minha única vontade ainda é sumir.

eu me sinto só; e agora eu me vejo só. eu me pus só.

e, mais que isso, eu não quis sair conversando, ligando, falando, dialogando. eu quis tomar o tempo pra mim. primeiro pra minha cabeça respirar, pro meu cérebro se encher de ar de maneira tal que eu não sufoque mais; depois, pro meu corpo respirar. meu corpo está exausto. meu corpo é um monte de não sentir. como se eu tivesse fisicamente anestesiada e mentalmente acelerada, ao mesmo tempo que oca. 

os sentimentos não se organizam na minha cabeça; os pensamentos passam dando voos rasantes, mas antes mesmo que eu possa fruir, interpretar, pensar, ele sai. algo novo me ocorre e não consigo mais lembrar do fio da meada - e isso até poderia ser o baseado. mas eu passei a última semana toda sem baseado.

agora não mais - ontem eu finalmente peguei maconha. me recuso a passar por isso tudo sem poder pelo menos ficar numb de tempos em tempos.

***

eu disse que ia tirar meu coração dele. e eu realmente disse. e eu acho que se eu seguir adiante, forte, com as minhas escolhas, eu consigo. eu sobrevivo.

mas eu quero? ontem a noite foi muito dificil estar perto dele e não saber o que eu estava sentindo. eu me sentia oca, vazia. como se eu fosse incapaz de formular um pensamento, ou juntar meia duzia de palavras. 

mas quando eu cheguei em casa eu peguei o telefone umas cem vezes querendo falar com ele. umas seiscentas vezes. 

só que eu não tinha nada pra falar. eu não tenho nada pra falar. eu ainda me sinto vazia. eu ainda não sei como traduzir essa tristeza profunda que eu estou sentindo.

***

é tão estranho esse sentimento que eu não tenho vontade de falar; não tenho vontade de ter ninguém perto. nem de ligar pra ninguém, nem de responder ninguém, nem de ver ninguém. nem de fazer nada.

desde ontem eu estou nesse sofá num eterno dorme acorda chapa vê tv.

não que eu pretenda permanecer assim... na realidade eu estava planejando acordar, colocar uma música, abrir as cortinas e arrumar a casa toda. arrumar tudo, dar comida pro gato, ver se eu passo na feira e compro umas coisinhas frescas.

mas quem eu to enganando? eu lá tenho força pra isso? meu corpo todo parece que chegou de um ano na guerra. cada emoção que meu corpo sente é estranha e dolorida. tudo parece que uma agulha fina profunda vai entrando em mim e aplicando uma dor mínima mas lancinante. específica. como se fosse uma acupuntura. mas de dor. sei lá.

escrever o parágrafo da casa limpa me deu um mínimo de fé. escrever o da dor aumentou a percepção da dor. nós somos realmente muito auto sugestivos/sugeridos. 

agora não sei o que fazer. o sol está começando a nascer la fora. talvez eu precise dormir um pouco mais.

sábado, 19 de junho de 2021

bom dia.

acordei. não recomendo.

não por nada em especial. 
mas é que acordar vem junto com todas as preocupações.
e no momento eu tenho várias.

o duro é que são todas ligadas a dinheiro.

pra começar, essa coisa do meu útero.
é claro que quando eu soube que podia estar com alguma coisa séria eu tive muito muito muito medo pela minha saúde.
mas agora que o desespero passou, o medo é ter fôlego financeiro para bancar o que vem ai.

fora o medo ainda maior de se eu não conseguir trabalhar por qualquer razão.
eu vou viver de que?

meus medos rodam rodam e voltam sempre pra esse lugar - e esse lugar me tira o sono.
tipo hoje, que eu passei a noite pensando que eu preciso ir no dentista e provavelmente tirar esse dente que, além de ET (aquele meu siso que nasceu de lado), tá com certeza doente. tá cinza e doi.

se eu tivesse tranquila a primeira coisa que eu faria era marcar um dentista segunda feira e resolver.
mas eu não tenho.
uma brincadeira dessa pode custar todo o dinheiro que eu tenho para o mês.

depois eu vou falar com camila.

pensei tanto nisso que acabei sonhando com ela a noite toda.

não queria ter que pedir algo assim; mas também preciso pedir conselho.
e nesse grupo a gente sempre pede conselhos.
então acho justo pedir. mas não sei como.

***

hoje vou lá na deza pegar as plantas.
não faço a menor ideia do que fazer com elas.
mas tenho andado meio impaciente quanto ao meu apartamento assim tão bagunçado.

to pensando em amanhã ir naquelas feiras, antiquários, procurar por doações.
quero mobiliar essa casa. mesmo que depois eu canse e ache o que eu quero e mude.
eu não aguento mais essa casa assim.
isso tá me incomodando demais.

pelo menos o suporte da TV a gente precisa resolver.

***

to sem assunto.
não sei se é porque to meio azeda, e acordei assim, borocoxô.

pqe outra razão seria, anyway?

ah é. talvez seja o medo de estar doente, o medo da falta de grana, os medos todos juntos me corroendo.

arghhhhhhhh.
wheres brave lulu?

domingo, 13 de junho de 2021

o mundo é azul; qual é a cor do amor?


acabei de fazer uma coisa que eu acho que não fazia aqui há anos.
escrevi um monte de coisa; achei tudo ruim, desconexo, solto e inconclusivo.
apaguei.

eu não costumo apagar as besteiras que eu escrevo pqe eu sinto que em algum momento elas vão me vestir.
mas hoje não acho que tava falando, pela forma, pelo caos.

e eu to aqui numa dessas noites caos, insone e super acordada - juntando com o cazuza e a chapaceira.

***

acho que vou trocar o cazuza pela dido;
vou pegar um livro.

eu dei uma parada nas leituras essa semana pqe comecei um terror; e não sei se to na vibe.
acho que vou ler um livro novo.
ou talvez esse mesmo esteja bom.
bom mesmo é ler qualquer coisa até o beck bater e o sono bater.


boa noite.
la vou.

terça-feira, 8 de junho de 2021

voltei a tomar pílula

desde ontem.


quando eu vim morar aqui nos Estados Unidos, há quase 5 anos, essa coisa da pílula fazer mal estava começando a ser falada. ainda era uma coisa muito discreta, os médicos no brasil ainda prescreviam pílulas como se não houvesse amanhã, como se não causasse nada de mal para as mulheres que as tomam.

eu já tomava há quase 15 anos, e estava absolutamente adaptada - na verdade, desde sempre foi algo que me adaptei muito bem. a pílula para mim me caia como uma luva.

mas a consciência e até o medo, junto a dificuldade logística (já que aqui no Estados Unidos é um saco conseguir pílula, além de ser caro para cacete) me fizeram tomar a decisão de parar.

no começo eu pensei "vai bagunçar tudo, mas daqui a um tempo vai regular tudo de novo". só que na verdade foi ao contrário. começou muito bem, e eu me sentia maravilhosa sem a pílula.
mas com o passar do tempo esse sentimento foi mudando porque as reações do meu corpo também foram mudando.

o fluxo passou a se intensificar muito - e ok, era como se eu tivesse de fato "menstruando". aquilo me fez sentir mais forte, mais feminina, mais conectada com meu corpo de alguma maneira.

mas acho que o problema real mesmo foi a noção de como os meus hormônios (ou os de todas nós mulheres) bagunçam nosso humor - e muito mais.

primeiro que as minhas crises de TPM são homéricas. a sensação que eu tenho é que uma vez por mês eu tomo uma decisão muito forte e definitiva - até aqui, apesar de impulsivas, elas tem sido ponderadas. mas eu tenho medo de onde que isso pode me levar.

sem contar a pele. que agora, aos 30 e poucos, é a pior que eu já tive em toda a vida. e que claramente passa por picos de piora no meu período menstrual e no meu período fértil. é uma fucking montanha russa, semana ruim, semana boa, semana ruim, semana boa. sendo que o boa nem é boa. só não é tão ruim.

dito tudo isso, conversei com a larissa e tomei a decisão: voltei pra pílula.
e ai vou lidar com a chatice logística, com o medinho de estar fazendo uma péssima escolha, e com a culpa de estar voltando atrás numa decisão pela qual eu levantei tanta bandeira.

mas bora. é isso. tentar o que funciona para mim.

espero que eu consiga o que eu quero. 
e que não perca nem uma gotinha de libido - que já anda faltando, btw.

domingo, 6 de junho de 2021

por ser domingo...

...a insônia já faz parte da expectativa.

mas ainda são 1:35am e eu já estou há mais de meia hora brigando com meus pensamentos.
melhor tomar uma atitude logo e tentar resolver da maneira que eu melhor conheço.

o beck ta aceso, e preso entre os meus dedos enquanto eu digito.
a fumaça sai da ponta do baseado em forma de dança, de uma maneira quase sensual.
eu queria que meus problemas estivessem mais dançantes e sensuais; mas a sensação que eu tenho é que os problemas estão se mostrando os mais simples e chatos.

falta de organização, bloqueio de criatividade, quebra de pensamento, dificuldade de liderança.

7:30am eu tenho reunião com a equipe.
e eu preciso começar agradecendo marina por toda a dedicação.
mais uma vez ela dá mais que o esperado. ela sempre vai além.

então mesmo quando ela erra, ela acerta.
e eu não posso deixar de highlightar isso.

depois, eu quero, junto com elas, organizar de novo a nossa parede de TO DO's.
e meu caderno.
eu quero conseguir entender tudo que está pronto, ter certeza que tudo está bom e correto.
mas quero trazer as novas ideias.

agora que vamos oficialmente começar nosso primeiro instagram junto com a skep, com criação de conteúdo e 100% do nosso jeito, tudo que eu preciso é fazer o mais maneiro dos cases possível.
eu preciso pessoalmente tomar conta da construção do feed, do conteúdo, de tudo.

eu preciso conseguir ter tempo para isso.
meu desejo é que cada dia da semana eu tire um tempo para falar de um cliente específico na reunião da manhã.
segunda-feira posso sempre falar de PICO; pqe segunda é dia de reunião com a pico.
terça-feira pode ser sempre sobre SERABONDY. preciso estar num momento criativo; e terças geralmente são bons dias de criatividade.
quarta é dia de falar sobre TALITA. é o mais careta, e o que tem que ser mais cuidadoso. é bom ser quarta porque dá pra já pedir na quarta mesmo o conteúdo de sexta e tê-lo pronto na quinta.
quinta eu quero falar de INTELLY, mas honestamente não me vejo gastando muito tempo para pensar, porque o desenvolvimento já está feito e até o fernando me procurar para fazermos a tal reunião, eu nem vou me preocupar para não sofrer por antecipação.
na sexta é dia de pensar o CRIATIVO. e entender como as meninas estão. se estão sobrecarregadas, se está sendo bom o bastante, se elas conseguem dar conta de muito mais.

se a gente fechar mais alguns agentes da compass, a gente vai ter muito trabalho, e ai eu talvez precise aumentar a minha equipe.

eu realmente acho que agora é hora de entender o esquema do estagiário.
será que geani conseguiu?
que vou conseguir ter um estagiário de mídias sociais?

***

o beck tinha apagado, mas volto a ele.
a fumaça volta a dançar e eu permito que ela me inebrie.
na minha cabeça lamento sertanejo toca, linda. me lembra o papai, sempre. a tia Katia me cantando e dizendo que a ela também lembra o papai, o dudu cantando e me tirando pra dançar e me fazendo rir.

***

como é bom estar apaixonada pelo amor da minha vida outra vez.