preciso só conseguir achar algo saudável o bastante na minha geladeira antes, pra comer direitinho e não forçar meu corpo de um jeito ruim e não saudável.
***
lua cheia / fica coida / lua cheia vamos namorar
(papas ajuda!)
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
cinco minutos de alongamento
honestamente, acho que não levou mais que 5 minutos.
fui ali fora, sentei no meu colchãozinho a.k.a. cantinho da maconha.
ontem eu usei ele pela primeira vez. falando com a gio no tel.
foi muito bom mesmo.
hoje de novo.
***
o sol ainda tá nascendo preguiçoso, pelo meio dos prédios. ta tudo lindo, amarelo, solar, novo, fresco. me deu vontade de ouvir papas. de voltar no tempo, no por do sol de fort myers. me deu vontade de estar presente no agora como eu estava naquele momento da minha vida.
eu acho que o que me enlouquece tanto daquela memória doce é justamente a capacidade que eu tinha de viver aquele agora de maneira tão plena e inteira.
hoje eu tenho essa dificuldade terrivel de viver o hoje. e é por isso que escrever eu acho que me traz pra esse agora tão fundamental.
por isso que escrever me ajuda a curar a ansiedade, e focar no que de fato importa.
***
acho que a ligação pra gi também. tem gente que ajuda a gente a viver no agora. e ela é uma dessas pessoas - que ao mesmo tempo que ama profundamente o mika e o gabi, de formas diferentes e sublimes, se apaixona por alguém que ela nunca teve nada - e quer sair de londres, quer fugir pra australia - quer ser.
a gi é esse tipo de gente que dá uma vontade na gente de viver o agora, porque ele pode ser lindo e mágico. porque esse agora pode ser mesmo delicioso se ele for vivido com verdade.
***
eu hoje ou experimentar focar no agora, e quantas vezes eu precisar eu vou voltar a escrever.
mas precisa ser um agora consciente. não adianta viver o agora e não pensar que existe um futuro depois.
acho que o meu problema maior é esse. eu confundo viver o agora (que é um tentar viver controlando meu ímpeto ansioso) com as recompensas momentâneas que pequenos prazeres podem me dar.
agora mesmo eu to aqui, com o estômago esquisito, com uma sensação ruim de queimação na garganta, porque eu sei que ando me embebedando de coca cola. muito muito muito mais que o saudável (que é zero, no caso. ou quase).
eu preciso comer sabendo que eu estou NUTRINDO o meu corpo. eu preciso viver sabendo que tudo que eu estou fazendo está me nutrindo de coisa boa, de gente boa, de energia boa.
hoje vai ser um desses bons dias em que eu sei que eu vou me nutrir de tudo que é bom e que eu vou conseguir fazer ele acontecer.
***
a vida é cíclica. não adianta eu ficar com essa expectativa infundada de que se eu escrever todo dia eu vou estar sempre feliz e sempre presente. é impossível.
mas eu sei que se eu me comprometer em escrever sempre, e se eu usar esse artifício como um controle de expectativas, eu consigo ser mais feliz. porque eu sei até onde eu posso esperar que as coisas - de forma realística aconteçam.
faz parte de uma coisa muito maior de auto conhecimento, mas sobretudo de respeito.
hoje eu vou me respeitar. cuidar do meu corpo, da minha alimentação, da minha respiração, da minha escrita.
hoje. amanhã eu tento outra vez. sem planos pro futuro. sem promessas impossíveis de cumprir.
hoje eu vou cuidar de mim. amanhã eu vejo quando amanhã chegar.
fui ali fora, sentei no meu colchãozinho a.k.a. cantinho da maconha.
ontem eu usei ele pela primeira vez. falando com a gio no tel.
foi muito bom mesmo.
hoje de novo.
***
o sol ainda tá nascendo preguiçoso, pelo meio dos prédios. ta tudo lindo, amarelo, solar, novo, fresco. me deu vontade de ouvir papas. de voltar no tempo, no por do sol de fort myers. me deu vontade de estar presente no agora como eu estava naquele momento da minha vida.
eu acho que o que me enlouquece tanto daquela memória doce é justamente a capacidade que eu tinha de viver aquele agora de maneira tão plena e inteira.
hoje eu tenho essa dificuldade terrivel de viver o hoje. e é por isso que escrever eu acho que me traz pra esse agora tão fundamental.
por isso que escrever me ajuda a curar a ansiedade, e focar no que de fato importa.
***
acho que a ligação pra gi também. tem gente que ajuda a gente a viver no agora. e ela é uma dessas pessoas - que ao mesmo tempo que ama profundamente o mika e o gabi, de formas diferentes e sublimes, se apaixona por alguém que ela nunca teve nada - e quer sair de londres, quer fugir pra australia - quer ser.
a gi é esse tipo de gente que dá uma vontade na gente de viver o agora, porque ele pode ser lindo e mágico. porque esse agora pode ser mesmo delicioso se ele for vivido com verdade.
***
eu hoje ou experimentar focar no agora, e quantas vezes eu precisar eu vou voltar a escrever.
mas precisa ser um agora consciente. não adianta viver o agora e não pensar que existe um futuro depois.
acho que o meu problema maior é esse. eu confundo viver o agora (que é um tentar viver controlando meu ímpeto ansioso) com as recompensas momentâneas que pequenos prazeres podem me dar.
agora mesmo eu to aqui, com o estômago esquisito, com uma sensação ruim de queimação na garganta, porque eu sei que ando me embebedando de coca cola. muito muito muito mais que o saudável (que é zero, no caso. ou quase).
eu preciso comer sabendo que eu estou NUTRINDO o meu corpo. eu preciso viver sabendo que tudo que eu estou fazendo está me nutrindo de coisa boa, de gente boa, de energia boa.
hoje vai ser um desses bons dias em que eu sei que eu vou me nutrir de tudo que é bom e que eu vou conseguir fazer ele acontecer.
***
a vida é cíclica. não adianta eu ficar com essa expectativa infundada de que se eu escrever todo dia eu vou estar sempre feliz e sempre presente. é impossível.
mas eu sei que se eu me comprometer em escrever sempre, e se eu usar esse artifício como um controle de expectativas, eu consigo ser mais feliz. porque eu sei até onde eu posso esperar que as coisas - de forma realística aconteçam.
faz parte de uma coisa muito maior de auto conhecimento, mas sobretudo de respeito.
hoje eu vou me respeitar. cuidar do meu corpo, da minha alimentação, da minha respiração, da minha escrita.
hoje. amanhã eu tento outra vez. sem planos pro futuro. sem promessas impossíveis de cumprir.
hoje eu vou cuidar de mim. amanhã eu vejo quando amanhã chegar.
dia 2
escrever tem disso.
eu começo e de repente eu já não consigo mais pensar numa forma melhor de organizar as ideias.
são 7:30am.
parei de assistir a masterclass da DVF ontem já eram meia noite.
até de fato pegar no sono, depois de mais um pouquinho de suits e tudo mais, já era tarde.
mas ai agora já to de pé. já to despersa.
e ao invés de começar o dia torrando meu tempo no celular, parei no meio pra vir escrever.
QUALQUER COISA.
qualquer coisa que me faça começar o dia longe das besteiras que eu leio no instagram. qualquer coisa pra me afastar da bobagem tóxica que é ficar se nutrindo de política e escândalo 8 da manhã.
***
é impressionante como um simples ato de virar uma única chavinha muda tudo.
eu me lembro, há uns meses, quando eu comecei a acordar e deixar o telefone do lado da cama, e sair pra meditar, escrever, comer na varanda, tomar um café, me alongar, e refletir. a vida tava fluindo do jeito que devia.
e eu sinto que agora eu to entrando num outro loop desses em que as coisas fluem.
hoje vai fluir. eu vou dar meu jeito, as coisas vão se organizar.
a vida vai fluir. porque já passou o período do susto. já passou o drama. já chorei o que tinha pra chorar, ralei o que tinha pra ralar, construi algumas bases, to construindo outras.
lá vou eu.
***
obs: corta pto fim de tarde / chegou o teste de gravidez / tô grávida / zona de novo.
hahah
mas eu acho que não tô não. acho que é só uma TPM tão tão sinistra que eu to mesmo à flor da pele.
"ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar (...) ando tão à flor da pele que o meu desejo se confunde com a vontade de não ser"
eu começo e de repente eu já não consigo mais pensar numa forma melhor de organizar as ideias.
são 7:30am.
parei de assistir a masterclass da DVF ontem já eram meia noite.
até de fato pegar no sono, depois de mais um pouquinho de suits e tudo mais, já era tarde.
mas ai agora já to de pé. já to despersa.
e ao invés de começar o dia torrando meu tempo no celular, parei no meio pra vir escrever.
QUALQUER COISA.
qualquer coisa que me faça começar o dia longe das besteiras que eu leio no instagram. qualquer coisa pra me afastar da bobagem tóxica que é ficar se nutrindo de política e escândalo 8 da manhã.
***
é impressionante como um simples ato de virar uma única chavinha muda tudo.
eu me lembro, há uns meses, quando eu comecei a acordar e deixar o telefone do lado da cama, e sair pra meditar, escrever, comer na varanda, tomar um café, me alongar, e refletir. a vida tava fluindo do jeito que devia.
e eu sinto que agora eu to entrando num outro loop desses em que as coisas fluem.
hoje vai fluir. eu vou dar meu jeito, as coisas vão se organizar.
a vida vai fluir. porque já passou o período do susto. já passou o drama. já chorei o que tinha pra chorar, ralei o que tinha pra ralar, construi algumas bases, to construindo outras.
lá vou eu.
***
obs: corta pto fim de tarde / chegou o teste de gravidez / tô grávida / zona de novo.
hahah
mas eu acho que não tô não. acho que é só uma TPM tão tão sinistra que eu to mesmo à flor da pele.
"ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar (...) ando tão à flor da pele que o meu desejo se confunde com a vontade de não ser"
terça-feira, 27 de agosto de 2019
milhões de posts num dia só
sim, eu sei.
não posto há quase um ano e ai do nada venho aqui em pleno agosto tentar recuperar o tempo perdido.
tem disso esse blog. rompantes.
é que tem hora que é aqui, tem hora que é na caneta. esse notebook novo é uma delícia. eu amo as teclas, amo o peso, amo como meu dedo desliza sobre ele.
e ontem escrevi pro site da ara um texto sobre key lime pie, e meu pai, e key west. e ai senti essa delicia que é vomitar coisas e sentimentos num teclado gostoso.
acho que esses muitos anos de macs - que por melhores que sejam tem sempre faltando esse toque dos dedos tão afetuoso - me fizeram esquecer essa sensação (eu odeio esquecer sensações, por isso escrevi sobre essa coisa do óculos também).
que bom que de todo modo eu precisei escrever aquilo, e me lembrei de escrever aqui e me deu essa vontade gostosa de voltar às palavras.
***
é tão interessante o quanto essas coisas de escrever marcam minha épocas, minhas experiências, minhas vivências e meus desejos.
eu já entendi, por a + b, que escrever é o meu primeiro ato de reencontro quando eu estou longe de mim; é também o primeiro ato de construção quando eu começo a sentir a necessidade de fazer coisas novas e criativas.
***
falando sobre coisas criativas então.
os últimos episódios de "ara creative ideas, uma agencia do barulho" tem andado cultivando um ambiente gostoso de criatividade, liberdade - e um certo excesso de sentir que eu preciso controlar. não no sentir, mas no externalizar.
anyway. esse ambiente tem, de uma certa maneira, me feito repensar nas minhas necessidades criativas e nos meus desejos de tirar mais coisas do papel - mais coisas minhas, mais coisas que são, de verdade e em essência, criativas.
eu ando buscando, muito, por algo assim. por algo leve, gostoso, com energia de criação, de fazer. por isso quero tanto fazer o LAB. por isso falo tanto com tanta gente, troco tanta ideia. e é tão disso que eu gosto. desse construir, desse trocar, desse aprender.
sinto que meu casamento me nutre demais de informações importantes, relevantes, construtivas. ser casada com alguém tão criativo e mágico quanto o dudu tem uma das maiores vantagens que eu pintaria numa relação feliz: aprendizado constante.
a gente troca tanto, sobre tudo - as vezes com mais calor que deveria, de minha parte? sem dúvida. mas eu não nasci filha do meu pai pra deixar o sangue esquentar e ficar fria. isso seria no mínimo muito estranho.
as trocas. no caso. sempre são gostosas, e mesmo eu sentindo que na hora eu não falo de volta tudo que eu to sentindo ou achando (porque eu preciso desse tempo para processar) eu ganho tanto que depois meu cérebrinho vai fazendo as sinapses. na hora certa, no lugar certo. a conversa que veio de lá surge de novo acolá. é numa reunião, num papo com alguém novo, num cliente potencial que pergunta o que eu acho de certa coisa. é impressionante o como todas as vezes que eu volto às nossas conversas eu sinto ele ali juntinho, vibrando comigo nas minhas conquistas.
***
ontem eu me chateei porque eu disse que ele nao pira nas minhas piras comigo como eu piro nas dele. porque eu fui falar do LAB e ele jogou logo um banho de água fria. porque o timinig não deveria ser esse, blablablá.
me chateou muito. porque ele vem com as ideias mais mirabolantes sempre e eu sou sempre a primeira a pular de olho fechado pra no caminho entender. e ele sempre diz todos os nãos antes de pegar na minha mão pra ir junto.
isso me chateia de verdade.
mas eu sei que eu fui injusta quando eu disse que ele não me apoia. ele sempre me apoia. é que demora. não é aquele apoio ali na hora, SIM BORA VAMO. ele sempre precisa pensar e refletir. então primeiro ele diz não. mas é que cansa ele sempre dizer não. eu gosto de quem fala "bora vamo!". eu pedi pra ele pra gente ir pra disney esse fim de semana. primeiro ele disse não. depois ele disse: esse fds não da porque os meninos vão viajar e temos que cuidar de pastrami e lulinha. ok. justo. boa desculpa. eu aceitei, na hora. mas se ele tivesse dito: boa vamo. e depois, putz amor, lembrei que temos que ficar porque isso, isso e aquilo (...) - eu teria sem dúvida me sentido mais apoiada.
mas não é como se ele não me apoiasse. eu sei que ele me apoia mesmo, de verdade, em tudo que importa. algumas vezes até demais no que nem importa tanto assim, e ele fica lá, insistindo... hehe isso é tão o dudu, e é tão lindo isso nele. o jeito que ele acredita numas coisas que eu nem lembro mais que um dia eu acreditei.
enfim. coisas pra deixar registrado pra luisa do futuro: o quanto eu amo esse jeito dele de me fazer acreditar em coisas minhas que eu nem lembro mais que eu quero, ou gosto. esse jeito dele de me lembrar coisas boas de mim.
***
a gente tem dessas né? de esquecer de como se é bom em algo. ou como a gente pode ser fiel a gente mesmo, mesmo quando parece que vai ser impossível dessa vez.
eu acredito muito mais em mim. MUITO MAIS. eu sei hoje que eu posso qualquer coisa. mesmo.
sobretudo se eu escrever.
não posto há quase um ano e ai do nada venho aqui em pleno agosto tentar recuperar o tempo perdido.
tem disso esse blog. rompantes.
é que tem hora que é aqui, tem hora que é na caneta. esse notebook novo é uma delícia. eu amo as teclas, amo o peso, amo como meu dedo desliza sobre ele.
e ontem escrevi pro site da ara um texto sobre key lime pie, e meu pai, e key west. e ai senti essa delicia que é vomitar coisas e sentimentos num teclado gostoso.
acho que esses muitos anos de macs - que por melhores que sejam tem sempre faltando esse toque dos dedos tão afetuoso - me fizeram esquecer essa sensação (eu odeio esquecer sensações, por isso escrevi sobre essa coisa do óculos também).
que bom que de todo modo eu precisei escrever aquilo, e me lembrei de escrever aqui e me deu essa vontade gostosa de voltar às palavras.
***
é tão interessante o quanto essas coisas de escrever marcam minha épocas, minhas experiências, minhas vivências e meus desejos.
eu já entendi, por a + b, que escrever é o meu primeiro ato de reencontro quando eu estou longe de mim; é também o primeiro ato de construção quando eu começo a sentir a necessidade de fazer coisas novas e criativas.
***
falando sobre coisas criativas então.
os últimos episódios de "ara creative ideas, uma agencia do barulho" tem andado cultivando um ambiente gostoso de criatividade, liberdade - e um certo excesso de sentir que eu preciso controlar. não no sentir, mas no externalizar.
anyway. esse ambiente tem, de uma certa maneira, me feito repensar nas minhas necessidades criativas e nos meus desejos de tirar mais coisas do papel - mais coisas minhas, mais coisas que são, de verdade e em essência, criativas.
eu ando buscando, muito, por algo assim. por algo leve, gostoso, com energia de criação, de fazer. por isso quero tanto fazer o LAB. por isso falo tanto com tanta gente, troco tanta ideia. e é tão disso que eu gosto. desse construir, desse trocar, desse aprender.
sinto que meu casamento me nutre demais de informações importantes, relevantes, construtivas. ser casada com alguém tão criativo e mágico quanto o dudu tem uma das maiores vantagens que eu pintaria numa relação feliz: aprendizado constante.
a gente troca tanto, sobre tudo - as vezes com mais calor que deveria, de minha parte? sem dúvida. mas eu não nasci filha do meu pai pra deixar o sangue esquentar e ficar fria. isso seria no mínimo muito estranho.
as trocas. no caso. sempre são gostosas, e mesmo eu sentindo que na hora eu não falo de volta tudo que eu to sentindo ou achando (porque eu preciso desse tempo para processar) eu ganho tanto que depois meu cérebrinho vai fazendo as sinapses. na hora certa, no lugar certo. a conversa que veio de lá surge de novo acolá. é numa reunião, num papo com alguém novo, num cliente potencial que pergunta o que eu acho de certa coisa. é impressionante o como todas as vezes que eu volto às nossas conversas eu sinto ele ali juntinho, vibrando comigo nas minhas conquistas.
***
ontem eu me chateei porque eu disse que ele nao pira nas minhas piras comigo como eu piro nas dele. porque eu fui falar do LAB e ele jogou logo um banho de água fria. porque o timinig não deveria ser esse, blablablá.
me chateou muito. porque ele vem com as ideias mais mirabolantes sempre e eu sou sempre a primeira a pular de olho fechado pra no caminho entender. e ele sempre diz todos os nãos antes de pegar na minha mão pra ir junto.
isso me chateia de verdade.
mas eu sei que eu fui injusta quando eu disse que ele não me apoia. ele sempre me apoia. é que demora. não é aquele apoio ali na hora, SIM BORA VAMO. ele sempre precisa pensar e refletir. então primeiro ele diz não. mas é que cansa ele sempre dizer não. eu gosto de quem fala "bora vamo!". eu pedi pra ele pra gente ir pra disney esse fim de semana. primeiro ele disse não. depois ele disse: esse fds não da porque os meninos vão viajar e temos que cuidar de pastrami e lulinha. ok. justo. boa desculpa. eu aceitei, na hora. mas se ele tivesse dito: boa vamo. e depois, putz amor, lembrei que temos que ficar porque isso, isso e aquilo (...) - eu teria sem dúvida me sentido mais apoiada.
mas não é como se ele não me apoiasse. eu sei que ele me apoia mesmo, de verdade, em tudo que importa. algumas vezes até demais no que nem importa tanto assim, e ele fica lá, insistindo... hehe isso é tão o dudu, e é tão lindo isso nele. o jeito que ele acredita numas coisas que eu nem lembro mais que um dia eu acreditei.
enfim. coisas pra deixar registrado pra luisa do futuro: o quanto eu amo esse jeito dele de me fazer acreditar em coisas minhas que eu nem lembro mais que eu quero, ou gosto. esse jeito dele de me lembrar coisas boas de mim.
***
a gente tem dessas né? de esquecer de como se é bom em algo. ou como a gente pode ser fiel a gente mesmo, mesmo quando parece que vai ser impossível dessa vez.
eu acredito muito mais em mim. MUITO MAIS. eu sei hoje que eu posso qualquer coisa. mesmo.
sobretudo se eu escrever.
agora eu uso óculos
não exatamente agora só. o dia todo. 24 horas por dia. o tempo todo. sem parar.
***
há menos de um ano eu comecei a me incomodar de dores de cabeça, dificuldade de ler de longe - qualque coisa pouquinha. daquelas de quem fez 30 e precisa aceitar isso de peito aberto.
acontece que de 0.75 há uns 8 meses meu grau dobrou pra 1.5, um numero chato - desses que se eu não tivesse ido até o banheiro pra achar esse óculos eu jamais conseguiria estar aqui digitando.
jamais é talvez excesso de drama.mas sem dúvida ia ser ainda pior.
porque nessa coisa toda, o que de fato me incomoda é que nem de óculos tá bom. meu olho ta sempre embaçado, sempre coçando, sempre irritado, sempre ardendo. mesmo de óculos eu preciso trazer as coisas mais perto pra conseguir ver bem.
not good at all.
***
eu na verdade só quis fazer esse post porque daqui uns muitos anos, se eu parar pra reler essa besteirada (e eu vou, eu sei bem. se eu tiver viva, no caso) eu vou lembrar de como foi irritante essa fase de adaptação do óculos. e é uma dessas frivolidades que se a gente não escreve depois a gente não consegue se lembrar de forma clara. e eu gostaria de lembrar disso para comparar com o desfecho.
como caralhos eu vou resolver esse problema? no clue.
a vontade que dá é de ir ao brasil para ir num bendito de um oftalmologista decente.
tá foda.
***
há menos de um ano eu comecei a me incomodar de dores de cabeça, dificuldade de ler de longe - qualque coisa pouquinha. daquelas de quem fez 30 e precisa aceitar isso de peito aberto.
acontece que de 0.75 há uns 8 meses meu grau dobrou pra 1.5, um numero chato - desses que se eu não tivesse ido até o banheiro pra achar esse óculos eu jamais conseguiria estar aqui digitando.
jamais é talvez excesso de drama.mas sem dúvida ia ser ainda pior.
porque nessa coisa toda, o que de fato me incomoda é que nem de óculos tá bom. meu olho ta sempre embaçado, sempre coçando, sempre irritado, sempre ardendo. mesmo de óculos eu preciso trazer as coisas mais perto pra conseguir ver bem.
not good at all.
***
eu na verdade só quis fazer esse post porque daqui uns muitos anos, se eu parar pra reler essa besteirada (e eu vou, eu sei bem. se eu tiver viva, no caso) eu vou lembrar de como foi irritante essa fase de adaptação do óculos. e é uma dessas frivolidades que se a gente não escreve depois a gente não consegue se lembrar de forma clara. e eu gostaria de lembrar disso para comparar com o desfecho.
como caralhos eu vou resolver esse problema? no clue.
a vontade que dá é de ir ao brasil para ir num bendito de um oftalmologista decente.
tá foda.
pequenas frustrações de 2019
o bolsonaro
a eleição do bolsonaro
o brasil ser comandado por um saco de estrume
as pessoas que ainda não perceberam (EM AGOSTO) o tamanho do problema
as pessoas que não tinham percebido o tamanho do problema em outubro passado e causaram esse nivel de problema
a amazonia em chamas
a morte da fernanda young
a falta de ar
a gripe
a minha falta de ar
a falta de ar no mundo
a falta de floresta no mundo
o excesso de gente imbecil que cruza meu caminho
a sensação horrorosa de perceber que alguém é bolsominion
ou que pelo menos acha que "não tinha opção. não dava pra votar no petê"
minha carteirinha de maconha vencida
a prisão do jeff
o meu enjoo de hoje de manhã
a vontade de ter um filho versus o pânico de colocar alguém nesse mundo sujo
essa casa que ainda não é minha
o sofá que eu ainda não comprei
as cadeiras que estão faltando
o mau humor do pastrami antes de dormir
o jeito como o meu tesão de cozinhar anda se esvaindo
o fato de que eu ando de novo viciada em coca cola
a saudade que eu sinto da minha mãe
a vontade que eu não tenho de receber ninguém aqui em casa pq da muito trabalho
a falta de dinheiro como eu acho que deveria ter a esse momento
o meu armário todo desfalcado
o resultado dos desmandos politicos de gente nojenta que mata gente todo dia
nas favelas
nas casas
nos morros
nas escolas
nos lugares todos onde os pobres se ajuntam
o witzel
a existência desse cara nojento
o 01
o 02
o 03
a micheque
o salles
o weintraub
eu saber o nome desse tipo de gentinha e nao tirar elas da cabeça
os meus sonhos em piscinas infinitas não realizados
o dia a dia cansativo depois de noites de insônia
estar sem óleo de maconha
estar sem carro
ter batido de carro
ter quabrado o braço da sarinha
ter que pagar a conta do carro e do braço quebrado da sarinha e sei la do que mais
a confusão toda que eu sempre me enfio e depois não sei como sair
as promessas não cumpridas
os projetos não realizados
a falta de tempo
a falta de inspiração
a falta de saco
a falta de tesão
argh. q ano merda. é um 7x1 todo dia.
a eleição do bolsonaro
o brasil ser comandado por um saco de estrume
as pessoas que ainda não perceberam (EM AGOSTO) o tamanho do problema
as pessoas que não tinham percebido o tamanho do problema em outubro passado e causaram esse nivel de problema
a amazonia em chamas
a morte da fernanda young
a falta de ar
a gripe
a minha falta de ar
a falta de ar no mundo
a falta de floresta no mundo
o excesso de gente imbecil que cruza meu caminho
a sensação horrorosa de perceber que alguém é bolsominion
ou que pelo menos acha que "não tinha opção. não dava pra votar no petê"
minha carteirinha de maconha vencida
a prisão do jeff
o meu enjoo de hoje de manhã
a vontade de ter um filho versus o pânico de colocar alguém nesse mundo sujo
essa casa que ainda não é minha
o sofá que eu ainda não comprei
as cadeiras que estão faltando
o mau humor do pastrami antes de dormir
o jeito como o meu tesão de cozinhar anda se esvaindo
o fato de que eu ando de novo viciada em coca cola
a saudade que eu sinto da minha mãe
a vontade que eu não tenho de receber ninguém aqui em casa pq da muito trabalho
a falta de dinheiro como eu acho que deveria ter a esse momento
o meu armário todo desfalcado
o resultado dos desmandos politicos de gente nojenta que mata gente todo dia
nas favelas
nas casas
nos morros
nas escolas
nos lugares todos onde os pobres se ajuntam
o witzel
a existência desse cara nojento
o 01
o 02
o 03
a micheque
o salles
o weintraub
eu saber o nome desse tipo de gentinha e nao tirar elas da cabeça
os meus sonhos em piscinas infinitas não realizados
o dia a dia cansativo depois de noites de insônia
estar sem óleo de maconha
estar sem carro
ter batido de carro
ter quabrado o braço da sarinha
ter que pagar a conta do carro e do braço quebrado da sarinha e sei la do que mais
a confusão toda que eu sempre me enfio e depois não sei como sair
as promessas não cumpridas
os projetos não realizados
a falta de tempo
a falta de inspiração
a falta de saco
a falta de tesão
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