sexta-feira, 14 de julho de 2017

nao foi pqe vc pediu

ontem uma das criaturas que le/lia esse blog me mandou um email.
o sentimento obvio ululante e natural foi "irca. parem de ler o que eu escrevo aqui.
mas depois achei fofinho.
fofinho e irca. irca e fofinho.
vcs sao insuportaveis. <3 p="">

mas nao foi por isso que eu vim escrever.
foi pqe hoje foi mais um daqueles dias que passam lento, e quanto mais lento, mais lento, e mais lento e maaaaaaahhh (isso foi um bocejo. isso ainda esta sendo um bocejo). (segundo bocejo).

(ler bocejo tambem faz a gente bocejar, sabia?)

VOCE TAMBEM! voce bocejou que eu sei. (se vc, cretino, esta lendo isso aqui, no caso.)



o que era mesmo que eu tinha pra dizer?
ah. bridget jones.
(meu Deus, 378912389 bocejos. HELP!)

bridget jones.
sobre ela 1) que eu tava tacada no sofa, de chamego com a familia toda - leia-se eu dudu e pastramizinho e não tava nem tchun pro celular (pensem, luisa e seu nivel de ansiedade e nem tchun pro celular - algo tinha que acontecer no mundo). quando eu senti saudade do bichinho, la estavam, 5 ligacoes perdidas. mas eu rapida que sou transformei a oportunidade quase perdida em nova oportunidade. recomeco, que eh assim que a gente gosta por aqui. vira do avesso, quebra a rotina, se desafia - um ano depois e finalmente agora eu atendo por parte da equipe de PR da DDM e isso eh uma das coisas mais bacanas desse planeta todinho (ou pelo menos vai ser nos dias que eu tiver o que fazer e as pessoas nao estiverem em LA e o ar nao estiver tao geladinho e o sono nao estiver me dominannnzzzzzz... BOCEJOS BOCEJOS).

2) TODA vez que eu leio/assisto bridget jones me da uma vontade incontrolavel de escrever. porque o escrever pra mim tem essa coisa de tirar de dentro as coisas que estao afligindo e de alguma forma eu comeco totalmente sem saber onde eu quero chegar, e desse jeito esquizofrenico e baguncado eu acabo concluindo sempre alguma coisa (mesmo que eu conclua o como eu sou ruim de escrever e de tirar conclusoes).

hoje eu to, mais uma vez, escrevendo sobre a necessidade de escrever. porque caralho eu nao consigo escrever sobre os outros assuntos que passam na minha cabeca o dia inteiro e toda vez que eu abro esse blog eu acabo pensando na elisa e nao pondo nada em pratica?

que seja.
vou falar de traicao. porque essas ultimas semanas foi tudo que se falou ao meu redor. meus amigos trairam, foram traidos, terminaram, brigaram, voltaram, choraram. e eu ao telefone. ainda bem que chegamos naquela epoca da vida que a internet eh boa o bastante pra ficar 1 hora no facetime e quase nao cai. (em 5 anos vamos estar nos comunicando como, falar nisso?!)

enfim. traicao. que palavra pesada ne. tem tanto jeito de trair. tem quem trai sem trair, quem nao trai traindo, quem trai porque ta afim, quem trai pq ta mto afim, quem trai so porque ja se acostumou, quem trai porque ta doidao, quem trai porque o outro nao liga. tem quem trai sendo super leal e que eh mega desleal e super fiel. life is crazy.
and short.
o unico dia de ser feliz eh hoje, meu povo. conclusao? sejam felizes. facam o que tiverem vontade. respeitem as pessoas, porque a pior coisa nessa vida eh decepcionar quem a gente ama. e toca o barco.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

stoned

esse negócio não era minha praia na adolescência.
primeiro, porque eu era a maior caretona. depois, porque eu nem sabia direito o que que era, uma vez que i) meus amigos eram caretas ii) meus pais nunca foram de ficar incentivando muito iii) eu não era muito curiosa pra esse tipo de coisa.
a primeira vez que eu experimentei eu tinha mais de 20 anos, eu acho. e ai, chapada, liguei pra minha mãe pra contar, morrendo de rir.
e ai seguiu por anos sem ser minha praia. só rolava muito de vez em quando, quando calhava um amigo estar numa vibe muito maneira e pã. se não, passava também, porque nunca fiz a menor questão.
hoje em dia eu uso pra dormir, e as vezes pra escrever. e eu devia escrever mais. e talvez fumar mais. e talvez eu escreveria melhor, criaria mais... sei lá. eu adoro isso de me sentir criativa.
só acho um absurdo isso não ser lega. que viagem...
que viagem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

sete dias.

hoje é o sétimo dia depois da morte do papai. e embora por um milhão de vezes eu tenha pensado que preciso escrever, eu to simplesmente fugindo disso.

doi tanto. eu não sei por onde começar. o que dizer, como sentir, quando falar, quando não falar, chorar, sofrer, rir, lembrar, fingir não estar acontecendo, dormir, acordar com insônia.

é uma puta confusão na cabeça da gente. é uma bagunça total.

quem inventou isso de morrer? que ideia...

puta. que dor. não consigo escrever. não consigo realizar. o que eu sinto é tão maluco, tão confuso. tão. tão. tão.

consigo falar dele. escrevi sobre ele, algumas coisas - poucas - mas escrevi. porque ele era fácil. riso fácil, estresse fácil, comida fácil - só que bem complicada e cheia de bagunça - amigos fáceis, casa amor colo carinho música cantoria etc etc etc. putz. meu pai. como assim meu pai?

god.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

AH! E O CACHORRO!!!!!!!!!

2017 espero que mereça.

enquanto o jax, o lobinho preto que está hospedado na minha casa, não para de lamber minha orelha, subir e descer do sofá e pintar o cacete pela casa, eu lembro que 2016 tá quase acabando (ufa!) e que preciso fazer meu tradicional post de desejos pra o ano que vem.

chego aqui no insonia e me dou conta que
1- não postei o ano todo

só 1 mesmo.

esse ano eu comprei um caderno pra servir de diário.
mas eu só escrevi até vir morar nos estados unidos.
depois a velocidade da vida ficou nivel 15 do creu e acabou a paz de espírito.

não é como se 2016 não tivesse sido um ano foda de bom.
é que ele foi tão foda de ruim também, que a balança fica malz.
mas se eu parar pra olhar que eu eu fiz de mim e da minha vida, me sinto mil vezes mais dona do meu nariz e do meu desejo.

2016 foi o ano que começou na argentina, teve uma temporada de amor em floripa, dias deliciosos de férias em miami, feriadinho maravilhoso de pé na água em búzio e TANÃ uma decisão deliciosa de chutar todos os baldes numa porrada só.

18 de abril de 2016 eu resolvi largar tudo. casa, trabalho, bagunça, rio de janeiro.
18 de junho de 2016 eu saia do brasil rumo ao DESCONHECIDO mais louco da minha vida. eu e todo amor que existe nesse mundo. Entre mim e os olhos do Dudu se escondem a maior admiração e a melhor parceria já vista nessa galáxia. Ou se mostram.

E foram ai mais 6 meses. Mudei, casei, não te convidei.

Dai veio a bonança. E eu tava achando que a tempestade tinha ficado no Brasil.
Chegou o Mathew... Só que mesmo sem chegar de verdade ele virou a minha vida do avesso.
As notícias do Brasil bagunçaram meu coreto. Meu coração doeu de dor de verdade.
E lá fui eu tentar sanar meu egoismo e tentar ajudar e tentar continuar fazendo tudo daqui.
Muita tentativa. Muito erro. Muita confusão.

Voltei, passei, entrei outra vez. Tudo certo. Ufa.

E ai as coisas entraram de novo nos eixos. As coisas se acertaram de um jeito que da medo. É quase como se a vida sempre me lembrasse que ser feliz custa caro, e que tem coisas que a gente simplesmente não pode se permitir.
Mas sabe o que? Eu aprendi com o Simba.

PERIGO? HA HA HA HA. EU RIO NA CARA DO PERIGO.

Lá vou eu. Pra Disney passar esse reveillón. Eu e todo o amor entre mim e os olhos dele. E os nossos amigos. Aqueles que são carne da carne. Família. Sossego. Amor.

Para 2017?

(eu não li meu post de 2016 que era pra não influenciar. mas vamos lá...)

- SAUDE. É SÉRIO. TIPO SÉRIO REAL. corpo, mente, alma.
- AMOR. todo que houver nessa vida. pra destruir tudo que é rancor, preconceito, dor e maldade que existir ao redor.
- O VISTO.
- LETRAS. Escrever esclarece. Preciso delas, preciso de mim.

Nos vemos mais em 2017, bloguinho. Hope so.
Agora eu já descobri como volto a postar. Tinha perdido a senha, e isso dá uma preguicite...
2016 não merece um post.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

vem, 2016. mas leva com você tudo de delicioso de 2015.

first of all: esse ano voou de uma maneira que eu nao sei nem explicar. e nao é como se tivesse voado porque foi uma eterna procrastinação. ele voou porque, diferente, da maioria dos anos, foi um ano tão cheio de novidades, tão corrido, tão maluco, que se a gente parasse pra sentir e viver cada mudança como se deve, data 2020 e a gente não trocava de agenda.

estranhamente no final de 2014 eu não escrevi aqui no blog os meus sonhos e desejos para 2015. talvez porque eu estivesse tão certa de que seria "o ano das nossas vidas" que eu sequer me preocupei em por isso por escrito.
se era pra ser o ano das nossas vidas, o pricipal motivo é que era pra ser o ano do dudu. o ano do filme, de colher os frutos, de viver as alegrias da estreia - e por consequência todos os louros disso. fullbright, viagens, bons trabalhos, grana.
a prática? tudo do avesso. o país entrou em crise, o cinema entrou em crise, foi um ano que - apesar da delicia da estreia - não foi nada fácil pra ele. foi mais complicado do que a gente pensava. e ai, além de precisar encontrar forças pra encarar as adversidades e as coisas inesperadas, a gente precisou encontrar amor em tudo que fazia para que o nosso amor não saisse prejudicado disso.

tiramos de letra!

graças ao amor dos nossos pais e famílias, graças aos nossos amigos, aos nossos trabalhos, seguimos em frente encarando uma por uma das mudanças. cada dia uma nova batalha, e cada batalha uma nova vitória.
e digo vitória não porque tudo saiu como a gente esperava - longe disso! -, mas porque a gente saiu muito mais fortes de cada uma delas.

teve a casa - que preparamos com tanto amor, carinho, cuidado. que tudo era tão nosso, tão do nosso jeito. tivemos que deixá-la pra trás. fechamos as portas sem olhar para trás, sem nos permitir dar mais importância para aquele momento do que de fato ele merecia.

teve a bolsa - estávamos tão preparados. ele, pronto. os sonhos todos no lugar, a gente já se vendo fazendo o que queria, como queria e onde queria. e ai, não veio. simples assim, nem explicaram porque. a gente conclui: dois mil e crise.

teve a bilheteria --- omg, porque eu to aqui listando as coisas que não saíram como planejado?... talvez porque não ter acontecido como a gente queria fez acontecer de um outro jeito também delicioso, maravilhoso.

foi um ano que eu aprendi tanto. primeiro com as quentinhas. aquilo foi uma experiência de amor para levar para toda a vida. um tipo de troca que eu nunca tinha vivivo e sentido, e que só e eu e esse Deus que habita em mim sabemos o quanto foi importante, especial, e quanto eu aprendi. sou muito grata por isso.

das quentinhas, passei a tentar entender melhor essa coisa da minha relacão com Deus, e acho que isso me fez alguém mais doce e serena, e como consequência prática eu passei a olhar para a vida e para as pessoas com mais amor e mais paciência. é imensa a minha gratidão.

(para 2016 quero usar esses ensinamentos para julgar menos as pessoas - que é algo muito difícil que quero muito aprender)

e quando o amor ele é tão imenso e infinito que te invade por completo, é realmente impressionante o como ele pode mudar tudo sobre a forma como vemos o mundo - mudei meus hábitos de comida, e passei a não comer carne - apesar das escorregadas de férias das quais não me orgulho. --- às vezes o prazer é um pecado, mas às vezes o pecado é um prazer. já dizia Oscar Wilde.

e fui assim, mudando pouco a pouco, pedaço a pedaço. acho que evolui como ser humano muito mais nesse ano difícil do que nos tantos mais leves que tive por ai.

e tive também uma evolução profissional que eu me orgulho taaanto em 2015. foi lindo, mágico e incrível fazer parte do crescimento da Bazis. foi demais ver o rumo que as coisas estão tomando e me sentir parte viva dessa mudança. é muito bom ver como as coisas estão crescendo e me sentir merecedora de viver tudo isso.

quanto aos meus amigos, foi impressionante o como esse ano a maioria deles foi pra longe - fisicamente, apenas. isso me deu uma saudade tremenda, e uma imensa dor no coração. não foi fácil ficar sem as minhas meninas (especialmente porque como eu também não tinha a minha casa eu sequer podia recebê-los e matar as saudades como se deve).
mas, por outro lado, a vida é tão justa e bela que me trouxe pra perto pessoas que eu sei que vão ficar por todo o sempre, e me fez reencontrar amigos de quem um dia eu me afastei. que bonito isso, como eu sou grata.

a verdade é que para 2016 desejo ainda mais amor ao meu redor, pra que com olhos de amor eu possa ver com clareza tudo aquilo que é verdadeiramente importante. que eu possa reconhecer tudo que é bom e que importa.

sendo prática:

que a minha vida na nova casa, com meus pais e o meu amor, seja só amor e harmonia. que a gente se respeite, se ajude e se complete.
que eu aprenda a respeitar mais meu corpo e meus limites, melhorando meu jeito de comer e me exercitando sempre.
que no trabalho eu siga evoluindo e me cerque de pessoas com uma energia parecida com a minha, que eu aprenda com todos ao meu redor e use isso para me transformar em alguém melhor.
que eu consiga viajar mais - porque viajar é muito rico, ao passo que aprender é uma das coisas mais valiosas do mundo.
que eu e dudu sigamos os melhores amigos, parceiros, companheiros. que o nosso amor só aumente e seja sempre leve e doce.
que a gente realize os nossos sonhos pro futuro,  moldando o nosso presente com os sonhos de um dia formar uma família como deve ser, e que, pra isso, os nossos atos e hábitos sejam bons desde agora.
que a vida traga pessoas de amor, que eu aprenda com elas.
que eu dedique mais tempo da minha vida aos outros, que eu possa ser alguém cada vez mais caridosa e que eu de fato traga o significado disso para todos os meus atos.
que as minhas ações sejam reflexo dos meus desejos.


obrigada Deus, obrigada Dudu, obrigada amada família, obrigada aos meus amigos, obrigada a todos que cruzaram o meu caminho com tanto carinho.
que 2016 seja ainda mais cheio de amor. que seja doce, que seja lindo!