quarta-feira, 19 de maio de 2021

terapia esclarece.

e no episódio de hoje de escrever esclarece, uma revelação bombástica:

terapia esclarece que precisamos escrever diariamente para esclarecer, colocar limites, executar coisas e criar conexão com o nosso eu.

**

terapia esclarece também que ter rotina é algo saudável, necessário e que organiza as ideias. além disso; é importante salientar que colocar limites (nos outros, mas sobretudo em você) é altamente prazeiroso quando você sempre viveu para o hedonismo e o imediato.

a compreensão da efemeridade do imediato em plena pandemia me soa contraditório; mas é assim que eu venho sendo desde os tempos mais primórdios. então; que se siga o baile.

**

mas eu não sou quem eu fui desde os tempos mais primórdios. eu posso ser quem eu quiser ser agora. e quando eu encontro e reconheço isso, eu me fortaleço. eu me dou limites, para ser maior. para chegar a lugares que eu não quis chegar antes, mas que agora me interessam.

está oficialmente aberta a fase dos limites. 

quero me apaixonar? sempre. por tudo. mas estou muito na vibe de me perder de amores por mim. quero fazer por mim tudo que eu faria por quem eu me apaixono. tudo. tudo para mim. eu sou a minha estrela. eu me amo, eu me cuido, eu me vigio, eu me dou meus limites.

**

como agora, que o dudu começou a ver a CPI la no quarto. fechei a porta, liguei o liniker outra vez, tirei o barulho da minha cabeça que estava me impedindo de pensar. meus limites. sem magoar ninguém; mas deixando claro até onde eu posso ir. 

e se magoar alguém, que não seja intencional. mas que seja consciente.

**

eu quero fazer a imersão da mariah. eu gosto muito disso que ela fala que a gente romantiza a dor; a relação com a sofreguidão.

journaling

escrever. esse ato tão simples e quase natural. 

quase natural. porque as pequenezas me desconcentram. me levam para um outro lugar qualquer desagradável em que o foco vai parar numa besteira; como o fato de que por alguma razão inconcebível quando eu pulo uma linha eu já ganho logo um parágrafo.

eu sei que eu não respeito as regras todas de escrita. eu sei que eu aboli a letra maiúscula do início das palavras; que eu uso o ponto e vírgula de maneira absolutamente irresponsável; e que eu exagero no número de travessões no meio da frase.

nada faz sentido. até que liniker canta "barato total" assim, como quem nem quer nada. eu não queria mto mais que psiu e uma meia dúzia de poesia. e ai lá vai a criatura e me leva todinha pro papai.

e me levar pro papai tem me desconcentrado.

**

mas tudo bem. tem muita coisa que anda me desconcertando ultimamente. principalmente, desde sexta passada, a falta do que fazer. depois daquela semana caótica, exagerada, exaustiva, alucinante, complexa e !! de sucesso, sexta foi dia de home office. ai dudu foi embora; e sábado foi dia de home cleaning; domingo foi dia de home nothing; assim como segunda e terça. e já se vão ai uma cabeçada de dias que eu venho me sentindo improdutiva e impaciente.

parece aquela ansiedade que bate quando eu misturo café com maconha. mas ainda nem tomei o primeiro gole do café, ou peguei o beck que eu apertei ontem a noite.

eu tenho andado ansiosa assim, porque tenho andado medrosa.

sinto medo de falhar; medo de não alcançar meus objetivos, medo da minha depressão, e medo das minhas dependências. medo desse meu desejo/necessidade de preencher todo o tempo com pessoas. queria ser mais auto suficiente. queria ser mais "vou la e vou sozinha". "vou comigo mesma". "vou e pronto". 

mas eu não faço; eu nunca faço. eu sempre espero alguém. espero alguém ir comigo, espero alguém me chamar.

mas ai é só eu escrever que eu alinho as ideias né. 

não toma muito mais de 5 minutos de conversa comigo mesma pra eu perceber o que tá faltando. já escrevi para luanna, que eu quero que seja minha próxima amiga.

e ai pode ser porque "calmô", ou pode ser só porque só de escrever e dar o primeiro passo eu já me sinto mais tranquila. menos dependente. menos trouxa.

**

sobre ser trouxa em 2021.

eu sei de tudo; eu me conheço há uma caralhada de tempo. eu to insistindo em mato onde eu sei que não sai cachorro - ou cachorrada - porque meu espírito de adolescente me toma nessas horas de vazio.

semanas cheias. cabeça cheia. ocupada. sem espaço em branco para auto humilhações. haha até parece que não sou eu que faço isso com as pessoas.

não tem cabimento, luisa. não tem não.

**

o que tem então cabimento?

tem cabimento o que todos nós já sabemos de cor e salteado: respiração, alongamento, comida de verdade, caminhadas, passeios com pastrami, trabalho com parcimônia, envolvimento com quem tá afim da gente, praia, sol, verão, amigos, guardar dinheiro, segurar a onda. 

mas no final das contas é tudo sobre essa minha necessidade insana de me sentir aprovada.

e pqe caralhos? não é como se eu tivesse sido a vida inteira criticada por absolutamente tudo que eu quis, queria, ou tentei fazer, não é mesmo? quer dizer... ops...

não. eu não sou a especialzona que fui criticada a vida toda. é uma coisa social. todo mundo foi. todo mundo é. é absolutamente impossível preencher todos os desejos de todas as pessoas durante todo o tempo; e quanto mais a gente tem a consciência disso melhor a gente fica com a gente mesmo. e no final das contas é com a gente mesmo que a gente tem que estar bem.

ontem a gabi gelli tava dizendo exatamente isso. nem se a gente disser sim para absolutamente tudo a gente vai agradar todas as pessoas. não existe nada que se possa fazer que não entender a nossa incapacidade de agradar de forma absoluta e entender o que de fato a gente quer pra gente.

e eu sei o que quero pra mim. quero dias de sol, caminhadas, letras, quero quem eu quero por perto -- e ai talvez esteja morando a confusão.

quem eu quero por perto? eu ainda sinto toda hora a falta de erick e henrique. toda hora erick e henrique vem à minha cabeça. toda hora eu penso no tanto que é insano não tê-los. pqe eu amo muito muito mesmo meus outros amigos aqui em miami. mas eu nunca me sinto tão à vontade com eles quanto eu me sentia com os meninos. nunca mais me senti em casa daquela forma; nunca mais me senti em família como daquela forma. 

e quando eu olho para trás e vejo tudo aquilo que me falta e que eu gostaria me confunde. estou vivendo de passado? não. não é mais sobre isso. eu já aceitei que isso é o que sobrou daquela relação. e eu encaro ela com o que ela tem de mais bonito. eu trago as memórias, eu trago os aprendizados e os afetos. eu deixo as dores de lado; esqueço toda aquela bagunça final que não cabe em nada em todo o resto da história. eu apaguei tudo aquilo do meu coração de maneira tal que não existem mais as dores. é como se eles tivessem morrido. não de uma forma trágica. é como se eles tivessem sido abduzidos por alienígenas. é como se eles tivessem sido dominados pela maldição imperius. eu encaro assim, e me ajuda. não faz sentido olhar pras dores.


**

é que nem isso, de liniker tocar, e ir me lembrando das coisas. me levando pra viajar.

me levando para um lugar de auto controle maravilhoso. talvez seja isso; eu me esgote quando esgota.

mas talvez eu deva aprender a dar limites aos meus esgotamentos antes que eles me esgotem emocionalmente.

**

tia Laura acabou de perguntar da baby rose. gatilho da ansiedade. eu sei que eu preciso resolver isso; eu não to tendo muito controle sobre isso, na verdade. eu deveria tomar uma atitude sobre isso.

tomei. 

busquei o site que faz entregas de coisas assim. me parece que vai custar um pouco mais de 2 mil dólares. que ótimo. é isso que eu quero. resolver. agora eu tenho dinheiro na minha conta; e assim eu fico segura que a minha van vem para as minhas mãos. mesmo que seja pra eu usar com meus amigos no verão. que eu coloque pra alugar. whatever.

**

ainda sobre resoluções. apaguei do meu celular os gatilhos. todos os números e conversas que eu não me sinto apreciada como deveria. agora, se eu precisar precisar precisar, não tem como. azar o meu.

maturidade que chama.

self love, caralho.

eu hein.


domingo, 16 de maio de 2021

eu não conseguia setar o til.

sentada com pastrami no sofá.

meu sofá. todo descombinado das cadeiras que eu também ganhei.

todo descombinado da mesa que eu também ganhei e que preciso trocar o tampo.

todo descombinado com o tapete que eu (!) comprei.

sim. eu comprei um tapete. eu comprei algo para a minha casa para começar a construir a estética que me interessa para ela.

agora a minha casa começa a contar a história que eu quero que ela conte - ao invés de contar "essa é a casa com tudo que eu consegui acumular sem pagar um centavo".

e essa história que eu quero que ela conte é "eu sou uma casa linda, charmosa, pequena e bem localizada. casa de gente que vive, cozinha, ouve música, faz música, faz amor, se diverte, é feliz".

mesmo que essas pessoas não estejam agora fazendo isso juntas; eu estou fazendo isso. eu estou cuidando da minha casa e de mim e de pastrami e do meu corpo.

comendo minimamente melhor; me exercitando minimamente também.

mexendo o corpo, alongando os pedacinhos.

falando ao telefone, me divertindo com meus amigos.

***

agora eu vou à praia com a isa.

vou conhecer o marido dela, bater papo, tentar pegar um pouquinho de sol.

não tem muito sol.

esse verão tá bem chuvoso.

a vida tá bem chuvosa.

a vida tem sido um dia de verão em miami.

um calor infernal. uma chuva torrencial.

sábado, 13 de março de 2021

a ultima casa alugada

tem um pouquinho mais de um mês que eu cheguei.

cheguei no estado de total esgotamento em relaçao à minha vida na van, e ao mesmo tempo em relaçao ao meu casamento.
mas, se é preciso abrir mão de um para salvar o outro, não há dúvidas de quais caminhos tomar.

rapidamente juntei meus panos de bunda, comprei uma passagem e voltei. sem casa, sem grana, sem lenço sem documento. e to aqui, dia após dia, encontrando saídas e jeitos novos de me reinventar. nao ta facil. nunca é fácil. mas dessa vez vai.

vai pqe dessa vez eu entendi que eu só vou conseguir ter uma vida tranquila quando eu tiver tranquila de grana. e agora, por mais duro e "capitalista" que seja assumir isso, é isso que eu quero e é atrás disso que eu vou correr atrás.

esse sonho lindo de morar numa van e viver com muito pouco pode ate funcionar para muita gente; mas pra mim esbarra em questões muito complexas. eu ainda não me realizei profissionalmente e eu sinto que a hora de fazer isso é agora; que eu nao quero e nao posso deixar esse momento passar.
e de mais a mais tem a carol, que jogou o tarot mais louco do mundo e me encheu de respostas que eu nem sabia que precisava perguntar.

nunca imaginei que um jogo de tarot pudesse mudar tanto a minha vida. "a van vai acabar logo". "vc vai ter uma casa, e as coisas vao andar pra onde vc quer quando vc tiver a sua casa". "vc vai ter o que voce deseja, e ter sucesso no que vc faz". "uma oportunidade vai aparecer e mudar tudo para vocë". "dudu ainda vai ser a sua pessoa----


opa.
é ai que a coisa ta embolando.
eu sei que ela disse que sem casa e sem grana a gente ia cotinuar em crise por um tempo ainda. e que assim que tudo se organizasse a gente ia se encontrar no meio do caminho.
mas ela tb disse pra ele que ele precisa tomar os caminhos que se abriram para ele.

e é justamente esse caminho que eu sinto que ele ainda nao conseguiu olhar com clareza.
hoje, eu sinto que a falta de comprometimento dele ainda o trava, ainda o impede de evoluir e de ir além.

mas eu sei que ele pode. eu acredito nele. eu amo ele. eu sinto muito por todas as coisas duras que eu faço e falo nas horas que eu sinto raiva.
mas eu não sei como controlar meu sentimento na hora da angustia, da ansiedade, do medo.
e eu culpo ele por estar ali. culpo ele pq eu culpo a falta de grana. e culpo a falta de grana pela falta de consciência.


eu só queria ter uma vida financeira estável e tranquila como a maioria das pessoas ao meu redor. não ficar nesse sufoco, q eu me enfiei, pq eu deixo os sonhos dele tomarem conta da nossa vida financeira.
eu culpo ele, e ai eu me culpo, pela minha fé. mas eu não devia culpar nenhum de nós. eu devia entender, e mudar.

mas eu juro que eu tento. eu tenho tentado.
mas eu não sinto que ele entendeu. eu não sinto que ele mudou.
eu sinto que ele, vez por outra, toma atitudes que mudam um pouco as coisas. mas é sempre na hora que eu saio do sério. é sempre quando eu perco as estribeiras. quando eu me descontrolo. quando eu saio do meu normal para dizer, aos berros, o que precisa ser feito.

ontem ele me disse que quando eu faço isso eu desestabilizo ele.
e é foda, mas eu sinto tanto o oposto. que quando eu faço isso é que ele toma atitudes concretas.

eu sinto que sem esses momentos de rompante ele vai deixando, e se enchendo de coisas e de desculpas, para não ser prático e resolver o que precisa ser resolvido.
eu falo com muito pesar quando eu digo que ele prefere comer uma caixa de sucrilhos uma semana do que dar um jeito de fazer dinheiro para poder comer fora.

eu sei que é lindo no papel "na riqueza e na pobreza". na prática, a falta de dinheiro me mata por dentro. pedacinho por pedacinho.

a ansiedade me domina, o medo me escandaliza. sorte a minha que eu não fico paralisada.
ele fica - num primeiro momento. mas ai logo depois ele anda. e ai a rotina e a cabeça dele vão paralisando ele de novo. é como se ele fosse congelando os músculos, e parando de perceber.

ai eu chego com as minhas reações exageradas que também não são nada saudáveis; e de alguma forma ele se mexe.
os dois unicos dias que ele foi procurar de fato algo na rua foram os dias que eu perdi a cabeça.
os trabalhos que ele tentou ou conseguiu vieram de outras pessoas. de mim, da mell, de algum lugar. ele nao consegue tomar a atitude por ele mesmo.

eu sei que ele precisa da minha mão. mas eu to esgotada demais, exausta demais, no limite demais, sofrendo demais. eu nao tenho nem pra mim, como eu vou ter pra ele?


eu preciso primeiro resolver a situação de grana que vem se extendendo agora por um tempo longo demais. antes de qualquer outra coisa, eu preciso das contas pagas, minhas dívidas pagas, minha vida em dia.


e o primeiro passo é a minha casa nova.

daqui a 3 horas eu vou entrar na casa nova.
com o pouco de coisas que eu tenho, com o pouco que sobrou, e vou fazer dela um lar.

vou fazer dela o lugar que eu preciso para recompor meus sonhos, meu trabalho, para fazer dinheiro e gastar pouco.

das muitas vantagens que ela tem, custa pouco e está perto de tudo. além disso, cabe pouca coisa dentro, embora com certeza seja bom o bastante para caber muito amor.
sei que o tempo vai acertar tudo. o tempo pro dudu ir pra orlando, a gente tentar essa vida longe um do outro -- e eu ja me pego pensando que ele ainda nao combinou onde vai ficar, e que com certeza esta esperando que eu faça isso. eu não vou fazer. eu preciso parar de fazer as coisas por ele ou ele nunca vai entender.

é muito triste a gente chegar nesse ponto - eu nao quero mais fazer nada pra ele, e ele nao quer fazer nada para mim. abrir um site por um segundo é motivo o bastante para ele apontar que segue "fazendo coisas pra mim". é insano.

a nossa relaçao acabou.
e a unica saida para ela é recomeçar.
mas hoje, o casamento acabou. nao existe parceria. eu nao tenho mais força para ser parceira. nem ele.

ou a gente vai reconstruir isso qdo a gente se vir longe e sentir falta, ou vao ficar as memorias das coisas boas e cada um seguir seu sonho.


muitos casais se separaram nessa quarentena. a gente se separou antes, se fortaleceu nela e se enfraqueceu bem quando tudo estava voltando a uma certa normalidade.
pqe as coisas com a gente nunca podem ser como no resto do mundo? rs.

eu adoro fazer tudo diferente.

mas eu to cansada.

eu so queria um pouco de normalidade.
eu queria relaxar um pouco, sem culpa. eu queria, por um dia, nao me preocupar em quanto dinheiro eu tenho e na urgencia de fazer mais para sobreviver.

eu preciso parar de pedir favor. eu me sinto pessima, para mim tudo doi.
e eu me afasto de quem me da amor e carinho pq ta tudo dificil demais.


mas eu sinto que isso tudo vai passar. e que pelo menos eu to consciente.

e, mais que consciente, eu to motivada.
agora eu tomo conta da minha vida, e quem quiser que me acompanhe.

eu nao vou mais esperar por ninguem.
eu quero que essa seja a ultima casa alugada da minha vida.

minha proxima casa vai ser MINHA.


***


e não tem nada que eu não me prometa que eu não cumpra.

pode escrever. minha proxima casa vai ser MINHA.
eu vou fazer acontecer.
e espero que ele esteja junto comigo nessa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

auto sabotagem

 tava no telefone com a gigia ontem. as duas ali, tão presentes, tão reais e tão abertas para dizer tudo de maneira franca sem precisar dizer nada.

eu disse para ela que eu não consigo mais me considerar uma pessoa feliz. e ela também se sente assim. falta luz, falta sol. a energia de todo o planeta é tão carregada e insana que fica impossível a gente não andar por ai pesando mais que nossos 50 quilos. 

e ai conversa vai, conversa vem, eu disse "é como eu, com escrever. sei o tanto que me faz bem. sei o tanto que faz tudo mais claro. mas eu nunca o faço." ela disse: "é que a gente se auto sabota."

é bem isso mesmo.

a gente se auto sabota.

eu sei - e sempre sei - o que posso ou não fazer, o que devo ou não fazer, e, sobretudo, o que eu quero ou não fazer - e ainda assim muitas vezes eu deixo de escrever, de estar ao sol, de falar o que eu sinto, de dar amor ao dudu de forma incondicional -- e quando eu deixo de fazer tudo isso que me faz tão bem, eu vou para aquele lugar ruim de desamor, de culpa, de energia baixa.


agora, por exemplo, eu estou sentindo a energia baixar. mas é só da maconha. é só porque eu fumei demais. e misturei com cerveja.

mas ao mesmo tempo que baixa a energia, me faz vir escrever, me fez ir ler.


tava pensando como a minha mente criativa precisa de espaço temporal de relaxamento para aparecer. as últimas tantas vezes que eu tive relances de criatividade foi sempre qdo fases mto dificeis acabaram, entao eu tirei um grande descanso físico, e só então eu consegui produzir.

talvez seja mesmo a exaustão que sentimos, o mundo todo, como um todo.

***


só que não mais.

agora o presidente americano é joe biden, e a vice presidente americana é kamala harris.
e eu quero muito voltar a esse dia em um tempo e poder celebrá-lo mais e mais.

foi o fim de uma era assustadora, perigosa, bad vibe do caralho. espero que tenha sido também o fim da minha era mais bad vibe do caralho. espero que daqui pra frente eu viva em eterno estado de graça, para que eu consiga escrever, ir atras do sol,  fazer tudo aquilo que eu sei que me faz tão bem.

e que eu me lembre desse sentimento gostoso de estar chapadinha, bebadinha, nesse lindo quarto de hotel, em puerto vallarta, enquanto dudu canta no chuveiro e pastrami pestaneja na cama.

***


pqp. eu sou feliz para caralho. só existe esse momento e eu quero viver nele para o resto da minha vida.


 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

foco?

 tudo me atrai.

nem tudo me convém.


quase tudo me atrai.

quase nada me convém.


pouco me atrai.

eu sei bem o que me convém.


eu continuo sem saber o que eu quero.


***


se você me perguntar hoje qual é o grande problema profissional que eu vejo quando olho no espelho, vou ser categórica em dizer: quero demais.

quero focar em mil coisas e mil projetos ao mesmo tempo - e acabo não indo à cabo de nenhum deles.


vou deixando que a vida me encha de coisas demais até encher e transbordar o pote. vou acumulando tudo que eu quero, com tudo que eu sonho, com tudo que me convidam, com tudo que paga minhas contas, com tudo que passeia na minha cabeça.


claro que transborda.

uma hora tem que transbordar. não tem outro jeito.


FOCO.

é isso que me falta. decidir e me manter no plano.

porque tem dias que eu sei bem o que eu quero.

mas ai passa voando uma borboleta, e de repente eu já quero ser borboleta.

ou influenciadora, ou hippie, ou milionária, ou cheia de amigos ao redor, ou sozinha numa viagem de van com dudu e pastrami, ou numa casa imensa cheia de gadgets, ou plena numa casinha com uma horta orgânica, ou uma puta profissional mega respeitada, uma hora uma fdp que só faz qq coisa sem se estressar.


TODOS esses papeis me cabem bem. mas por pouco tempo. logo depois eu começo a olhar por cima da cerca e a grama do vizinho ta sempre tão verde. o sol bate mais forte, o chuveirão tem mais potência, e está num lugar que pega sol, ainda que cercado de plantas lindas, tem um churrasco delicioso rolando, peixinho, vinho branco, legumes na brasa, amigas gargalhando, corpos lindos, biquinis lindos -- eu me vejo ali, embasbacada, com tudo aquilo que eu não tenho, com tudo aquilo que eu quero, mas eu não tenho.


então eu começo um movimento para ir pra lá. eu não sei se o melhor é eu pedir pra entrar no churrasco, tocar a campainha, me apresentar, mostrar pq eu posso ser legal também; ou se eu faço o meu próprio churrasco, e chamo meus próprios amigos. mas ai eu preciso organizar tudo, micro manage tudo. tudo tanto que me cansa só de pensar. ai me da uma desanimada.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

dudu

essa belezinha de menino com quem eu tenho o imenso delicioso prazer de dividir a vida.
ele fica ainda mais gostoso quando ele ta leve, quando ele sorri, quando ele dança, quando ele me leva na brincadeira, quando ele se leva na brincadeira. e quando ele ta cabeludo, bigodudo e magrelo.

eu sou muito apaixonada.
eu só preciso me apaixonar todo dia, e tudo fica bem <3